Yoga e o turismo de saúde

O termo “turismo médico” é frequentemente utilizado para definir viagens com vistas à obtenção de tratamento médico (Majumdar & Kishore, 2018). O principal objetivo do turismo médico seria fornecer atendimento médico privado mais barato em colaboração com a indústria do turismo, para pacientes que precisam de tratamento cirúrgico e outras formas de tratamento especializado. A motivação pode ser também para serviços médicos indisponíveis ou ilegais no país de origem, como abortos.

O turismo médico concentra-se principalmente no tratamento de doenças agudas, cirurgias eletivas (principalmente bariátrica e plástica), cardiologia, câncer, ortopedia etc. Já o turismo de saúde está focado principalmente no bem-estar, rejuvenescimento, saúde preventiva. Exemplos deste tipo de turismo são as viagens para SPAs, visando a promoção da saúde e o bem estar físico e mental.

Contudo, muitos consideram que cura e turismo são incompatíveis já que o primeiro é sério e o segundo trata de liberdade e diversão (Cunha, 2006). Mesmo assim, observamos cada vez mais pessoas que buscam tratamentos preventivos e curativos mais holísticos, que trabalhem corpo e mente igualmente.

Yoga

Evidências históricas sugerem que a origem do Yoga ocorreu em diferentes partes do globo em diferentes épocas com diferentes formas, com forte associação com práticas religiosas. Contudo, o yoga contemporâneo, que praticamos hoje, é originário da Índia tendo espalhado-se por todos os cantos do mundo. Atualmente, é normal as pessoas praticarem yoga para uma melhor saúde física e mental (Chanda, Singh & Verma, 2018).

Índia e o turismo médico e de saúde

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A Índia recebe anualmente milhões de turistas tanto para tratamentos médicos (ayurvédicos) quanto em retiros de yoga. A procura baseia-se em vários fatores: custo mais baixo, altas taxas de sucesso dos tratamentos, especialistas competentes, ótimos pontos turísticos para passeios, experiência exótica, novidade, relaxamento, transcendência, autoridade dos profissionais.

Claro, pesquisar antes de ir a qualquer destino turístico é fundamental. Em relação ao turismo médico, estudos mostram uma grande prevalência de complicações pós cirurgias (especialmente estéticas). Prudência é sempre importante (Nasser & Chung, 2018). A Índia, especificamente, possui vários desafios que refletem-se também na experiência do turismo como problemas de infraestrutura, baixa conectividade com internet em várias cidades, problemas em relação ao saneamento básico e higiene (Borah & Goswami, 2018).

Mesmo assim, o turismo de saúde, que inclui yoga é uma oportunidade para que o público experimente bem estar psicológico tanto durante quanto após a viagem. Pesquisas sugerem que o turismo de saúde que envolve a prática de yoga tem a habilidade de transformar a vida dos participantes em vários níveis (Dillette, Douglas & Andrzejewski, 2017).

Existem cursos de formação online e também profissionais capacitados ensinando a distância. Escolha a melhor forma de iniciar ou avançar na sua prática.

DESAFIO - 1 ANO DE YOGA
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Para que serve a progesterona?

A progesterona é um hormônio surpreendentemente benéfico para a saúde das mulheres. Contudo, sua produção cai progressivamente, principalmente a partir dos 40 anos. Este hormônio possui ação em vários tecidos, como nos seios e no útero. Assim, é essencial para a reprodução e para o ciclo menstrual saudável.

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Atua também no cérebro, sistema imunológico e é importante para a produção de enzimas que desintoxicam o corpo. Aumenta a energia estimulando a tireóide e o metabolismo. É por isso que a temperatura do corpo da mulher sobe meio grau quando ela produz progesterona após a ovulação. O hormônio também estabiliza a comunicação entre o hipotálamo e as glândulas supra-renais, acalma o humor, alivia a ansiedade e garante boas horas de sono.

A estética também é beneficiada quando a produção de progesterona é boa. Cabelo e pele ficam mais bonitos, menos oleosos. Mulheres com deficiência de progesterona possuem mais queda de cabelo e acne.

A progesterona também reduz a inflamação no corpo da mulher, reduzindo dores abdominais, cólicas e enxaqueca. Mantém ossos fortes e músculos com bom tônus, protege contra o câncer de mama e no útero. Endometriose e miomas tornam-se comuns com a queda da progesterona.

Alimentação adequada e suplementação (vitamina C, zinco, magnésio, vitamina B6) podem ajudar a melhorar a produção de progesterona. Contudo, os óvulos começam a se preparar 100 dias antes da ovulação (encaminhando-se para o corpo lúteo). Alimentação inflamatória, resistência à insulina e problemas na tireóide prejudicam o processo.

A progesterona sobe acentuadamente logo após a ovulação e atinge o pico cerca de uma semana antes do período menstrual. No sangue a concentração deverá ficar acima de 8 ng/mL (ou 25 nmol/L). Mulheres que usam anticoncepcional reduzem a produção de progesterona bagunçando a ovulação. Lembrando que para a produção de progesterona a ovulação é essencial.

Para ovular a mulher precisa nutrir-se. Precisa de calorias e carboidratos em quantidade adequada. Precisa de iodo, vitamina D e selênio. A deficiência de progesterona de hoje não começa hoje. Começa 100 dias antes, quando estava comendo mal, quando estava inflamada ou muito estressada.

Nutricionistas especializados em fitoterapia utilizam-se de plantas que estimulam o eixo hipotálamo-hipófise-ovariano (HHO), garantindo a ovulação e a síntese de progesterona. Essencial para quem deseja engravidar, essencial para a beleza da pele e cabelos, para a saúde óssea e muscular, para a boa imunidade! Um dos fitoterápicos bastante utilizado é o Vitex agnus-castus. Dentre os suplementos capazes de aumentar a suplementação de progesterona destacam-se a carnitina e a vitamina D.

Ontem escrevi sobre a perimenopausa e a menopausa. Nesta fase a progesterona também é bacana pois aumenta o bem estar e reduz sintomas como fogachos. Saiba mais sobre a saúde da mulher clicando na imagem abaixo.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Suplementação na perimenopausa e menopausa

A perimenopausa é um período que pode durar alguns anos (não tem duração definida) e que antecede a menopausa. Representa uma transição entre a vida reprodutiva e a vida não reprodutiva da mulher. Neste período ocorrem muitas flutuações hormonais, com queda de estradiol e progesterona e aumento do FSH.

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Aqueles sintomas clássicos, como os famosos “calorões", são mais comuns na perimenopausa e, infelizmente, a medicina convencional não oferece muito para o alívio da mulher. O que realmente traz bem-estar é a adoção de hábitos saudáveis, como atividade física regular, meditação, alimentação balanceada, correção de deficiências nutricionais, repouso e uma vida leve, cheia de gargalhadas.

Um nutricionista será capaz de analisar sua dieta e recomendar suplementos importantes, dentre eles:

  • Magnésio e Taurina: juntos estimulam a produção de GABA, neurotransmissor calmante, que compensará parcialmente a queda da progesterona, principalmente após os 40 anos. O GABA relaxa e ajuda a melhorar o sono, o humor e reduzir as ondas de calor. Magnésio (cerca de 300mg) com taurina (cerca de 3.000mg) costumam ter bons efeitos. Consulte um nutricionista para avaliação da melhor forma de administração e período recomendado. O profissional também investigará a necessidade de suplementação de vitamina B6 (cerca de 50mg) para potencializar a produção de GABA.

  • Exames de sangue são fundamentais. Com eles seu ginecologista poderá avaliar a necessidade de um creme com progesterona (natural/bioidêntica/micronizada). Além do creme, capriche no consumo de açgabaafrão. Esta raiz com propriedades antiinflamatórias e que, de quebra, contribui para o aumento da progesterona. Também pode ser administrado em cápsulas. Amanhã farei um post sobre a importância da progesterona na vida da mulher.

Lembrete: nem hormônios nem suplementos devem ser tomados continuamente. Consulte sempre profissionais habilitados! Para mais informações sobre o tema, clique na imagem abaixo.

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