Programa de emagrecimento para cada fase do ciclo menstrual

O peso das mulheres é influenciado pelo ciclo menstrual.  As variações hormonais de cada fase geram alterações no consumo, armazenamento e queima de energia. O objetivo é preparar o corpo da mulher, a cada mês, para uma possível gravidez.

Assim, os hormônios acabam influenciando o comportamento alimentar e também o resultado dos esforços para a perda de peso. Pensando nisso, pesquisadores vem tentando compreender se as mulheres beneficiariam-se de dietas e esquemas de exercícios diferenciados para cada fase do ciclo menstrual. Este ciclo varia de mulher para mulher mas pode ser dividido em fase folicular precoce (dias 1-5), fase folicular tardia (dias 6-11), ovulação (dias 12 a 16)  e fase lútea (dias 17-28). 

Fase folicular precoce (dias 1 a 5)

Lembre que o número de dias varia de mulher para mulher. Os ciclos podem ser mais longos ou mais curtos. Mas aqui segue uma explicação geral. Na fase folicular precoce ocorre a menstruação. Os hormônios estrogênio e progesterona estão baixos. Pode haver algum desconforto menstrual, o que pode diminuir a disposição. Mas não é preciso parar de fazer exercícios, já que estes contribuem para a liberação de endorfinas e serotonina, que trazem sensação de bem-estar e ajudam a diminuir cólicas.

Fase folicular tardia (aproximadamente dias 6 a 11)

Pode durar até o 14o dia em algumas mulheres. Há um aumento progressivo do estrogênio, o qual está associado a produção de serotonina e dopamina, melhorando o humor e diminuindo a fome. Há aumento da força e resistência muscular, a sensibilidade à insulina melhora e o corpo usa melhor os carboidratos como fonte de energia. Assim, é uma boa ideia investir em treinos mais pesados, adotando uma dieta saudável, mas sem restrições. Carboidratos complexos são super bem-vindas e ajudarão a mulher sentir-se mais feliz e com mais energia.

Ovulação (pode ocorrer entre o 12o e o 16o dia)

A ovulação dura em média 12 a 36 horas e termina quando o óvulo é liberado.

Fase lútea precoce

Após a ovulação há uma queda nos níveis de estrogênio e a progesterona começa a aumentar, assim como a temperatura corporal. Estudos têm demonstrado que, na fase lútea do ciclo menstrual, as ingestões energéticas e os gastos energéticos das mulheres são aumentados, e as mulheres podem sentir mais vontade de consumir alimentos ricos em carboidratos e gorduras, do que durante a fase folicular. Por outro lado, o corpo parece utilizar menos carboidratos nesta fase e mais gordura, durante atividades físicas prolongadas ou em exercícios com intensidades sub-máximas. 

Na fase lútea força e resistência são menores que na fase folicular tardia. Assim, a mulher deve continuar exercitando-se mas a atividade física pode ter maior duração e menor intensidade (como musculação um pouco mais leve, yoga, caminhadas, corridas de baixa intensidade e longa duração). Assim, aproveita-se esse aumento do metabolismo para promover a perda de gordura corporal.

Fase lútea tardia

Nesta fase ocorre uma drástica queda dos hormônios estrogênio e progesterona. O humor muda, a fome aumenta, assim como o desejo por doces e alimentos mais gordurosos. O desempenho cai e a fadiga aumenta. Se a dieta foi ruim durante o mês aumentam também as dores nos seios e a retenção hídrica. Se for o caso vale a pena conversar com um nutricionista sobre o uso de suplementos:

A dieta do ciclo menstrual

Pensando nestas características, Geiker e colaboradores (2016) realizaram um estudo em que examinaram o impacto de uma dieta e de exercícios adaptados ao ciclo menstrual. Durante a pesquisa 60 mulheres obesas ou com excesso de peso e idades entre 18 e 40 anos foram divididas em dois grupos. Todas receberam dieta de 1.600 Kcal por 6 meses, sendo que o primeiro grupo teve o cardápio adaptado às fases do ciclo menstrual.  O teor de gordura na dieta foi aumentado na fase lútea (de 20 para 30%) para acomodar os desejos frequentemente relatados nesta fase. A quantidade de proteína também foi aumentada durante o período menstrual e na fase lútea (de 20 para 30%).

Por exemplo, foi adicionado chocolate amargo entre os dias 24 e 28 aumentando-se, nestes dias, o consumo calórico para 1.800 kcal. O programa de exercícios do grupo 1 também foi adaptado ao ciclo menstrual. Na fase folicular as mulheres faziam atividades como caminhada, ioga ou alongamento. Durante o período menstrual faziam treinamento de circuito e treinamento com pesos 2 dias por semana e treino intervalado 2 a 3 vezes na semana. Na fase lútea manteve-se o treinamento com pesos alternado-o com treinamento cardiovascular.

O grupo controle seguiu dieta balanceada de 1.600 kcal baseado no sistema educativo nutricional padrão dinamarquês. O grupo controle foi aconselhado a seguir a recomendação dinamarquesa de se exercitar 30 minutos ao dia e realizar alguma atividade de alta intensidade por 20 minutos pelo menos 2 vezes por semana.

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Trinta e uma mulheres (19 mulheres no grupo intervenção e 12 mulheres no grupo controle) completaram o estudo. As mulheres do grupo intervenção, com a dieta e treino adaptados ao ciclo menstrual, perderam mais peso e tiveram maior redução da circunferência da cintura do que as do grupo controle. Um dos motivos é que a adesão no grupo intervenção foi maior. Uma das possíveis explicações é que dietas com mais proteínas e gorduras promovem maior saciedade e reduzem a compulsão alimentar. Além disso, a modificação no treino pode ter contribuindo para maior gasto energético, o que facilitou a perda de peso.

Este foi o primeiro estudo deste tipo de que se tem notícia, por isto o protocolo precisa ser repetido com mulheres em outros contextos e países. De qualquer forma, parecem existir evidências de que mais atenção deve ser dada à temática já que dietas e programas de exercícios diferenciados podem ajudar as mulheres a manterem-se saudáveis durante todo o mês e em todas as fases da vida. Veja o que funciona para você. Se precisar, agende uma consulta.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Fatores maternos podem aumentar as chances de síndrome de Down (trissomia do 21)

Pesquisa publicada por Sukla e colaboradores (2015) mostrou que além da idade materna outros fatores, como a genética, polimorfismos (MTHFR C677T), a deficiência de micronutrientes (particularmente B9, B12 e colina), o aumento da homocisteína podem, de forma individual ou combinada, aumentar as chances de não disjunção cromossômica resultando em bebês com síndrome de Down. O mesmo grupo de pesquisa publicou outro artigo em 2017 sobre alterações no metabolismo da colina e aumento das chances de não disjunção.

Na primeira pesquisa os autores (Sukla et al., 2015) mostram que mães de crianças com síndrome de Down também sofreram muito mais abortos espontâneos do que mulheres sem filhos com síndrome de Down. Os abortos ocorreram principalmente no primeiro trimestre gestacional. Para os pesquisadores as crianças com síndrome de Down que sobrevivem podem ser justamente as que apresentam alterações no metabolismo da homocisteína. Ou seja, tais alterações apesar de dificultarem a metilação e aumentarem o estresse oxidativo podem ser protetoras durante a gestação.

Os autores (Jaiswal et al., 2017; Sukla et al., 2015) recomendam a suplementação destes nutrientes antes de uma próxima gravidez para mulheres susceptíveis (com um filho com SD ou com polimorfismos do metabolismo das vias folato-óomocisteína já identificados). O ideal é que esta suplementação comece antes da gestação e continue por todo o período gestacional. 

Consultoria para famílias
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Yoga e câncer de mama

O câncer de mama é o principal tipo de câncer em mulheres do mundo todo. Apesar das taxas de sobrevivência virem constantemente aumentando nos últimos anos, o câncer deixa marcas. É frequentemente associado a estresse psicológico de longo prazo, dor crônica, cansaço, alterações na rotina e na qualidade de vida.

Práticas integrativas como o yoga podem beneficiar as sobreviventes por abrirem espaço para a meditação, exercícios de concentração, respiração e também por movimentarem o corpo de forma consciente. Por isto, como esperado, estudos mostram que mulheres com câncer de mama que praticam yoga relatam melhorias na saúde física e mental.

Cramer e colaboradores (2017) publicaram resultado de revisão sistemática em que 24 estudos e mais de 2.000 participantes com câncer de mama foram incluídos. Destas, 17 pesquisas mostraram melhorias significativas em termos de qualidade de vida, redução da fadiga e redução dos distúrbios do sono nas pacientes que praticaram yoga durante o tratamento. Outros estudos mostraram que a prática de yoga pode aliviar sintomas de ansiedade e depressão.

Já Reich e colaboradores (2017) avaliaram o resultado da prática de yoga em 322 mulheres após tratamento de câncer de mama. As mulheres, nos estágios 0 a 3 para câncer de mama, foram divididas em dois grupos. Metade praticou yoga e a outra metade recebeu cuidados gerais convencionais. Após 6 semanas as mulheres relataram melhorias em relação à depressão, fadiga e dor. Para as mulheres que nunca tentaram a prática recomendo!

DESAFIO - 1 ANO DE YOGA

Vitamina D abaixo de 40 para mulheres é super comum em todo o mundo. Convém suplementar pois associa-se a maior perda óssea, piora da imunidade, aumento do risco de câncer de mama e declínio cognitivo. Para agendamento de consulta acesse: www.andreiatorres.com/consultoria

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/