Bebês sofrem mais com alimentação inadequada

Estamos diariamente em contato com um grande número de toxinas. Estas podem chegar à nossa corrente sanguínea, sendo extremamente prejudiciais à saúde. Agora, estudos mostram que bebês são alvos fáceis. Os mesmos podem apresentar no organismo alto níveis de produtos finais de glicação avançada (AGEs), os quais  aumentam o risco de diabetes.

Estes podem chegar à corrente sanguínea dos bebês pelo cordão umbilical ou pelo consumo de papinhas industrializadas, com alto conteúdo destas substâncias. Nas mães, o problema é o consumo de alimentos processados em geral, carnes grelhadas, alimentos fritos. Os produtos finais de glicação avançada aumentam a inflamação sistêmica, a qual está relacionada à resistência à insulina e ao diabetes.

Aprenda mais sobre os AGEs:

Saiba mais sobre o assunto:

J. Uribarri, W. Cai, M. Ramdas, S. Goodman, R. Pyzik, X. Chen, L. Zhu, G. E. Striker, H. Vlassara. Restriction of Advanced Glycation End Products Improves Insulin Resistance in Human Type 2 Diabetes: Potential role of AGER1 and SIRT1Diabetes Care, 2011; 34 (7): 1610.

V. Mericq, C. Piccardo, W. Cai, X. Chen, L. Zhu, G. E. Striker, H. Vlassara, J. Uribarri. Maternally Transmitted and Food-Derived Glycotoxins: A factor preconditioning the young to diabetes?Diabetes Care, 2010; 33 (10): 2232.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Psoríase e alimentação

A psoríase é uma desordem autoimune crônica da pele de causa desconhecida, mas com forte componente genético (HLA-B51 e HLA-B27). Em geral, tem início na infância, mas pode aparecer também em outras fases, como entre os 20 e 30 anos. Fatores como tabagismo, consumo de álcool, dieta inflamatória, estresse emocional, disbiose intestinal, periodontite não tratada, uso de drogas, exposição excessiva ao sol, ou infecções podem desencadear a doença.

Manifesta-se como uma inflamação da pele ou unhas, mas pode também ser acompanhada de dores lombares ou rigidez matinal. Braços, pernas, couro cabeludo, unhas, região sacral, mucosas, articulações, palma das mãos e planta dos pés são regiões comuns onde a lesão se instala.

O não tratamento e a progressão da inflamação pode facilitar o aparecimento de outras condições como resistência à insulina, diabetes, alterações no perfil lipídico, obesidade, aumento do risco cardiovascular e hipertensão arterial, artrite psoriática, síndrome metabólica e depressão. O estado nutricional também pode ficar comprometido, surgindo deficiência de proteína, ácido fólico ou ferro. 

Estudos mostram que a dieta antiinflamatória pode auxiliar o tratamento. Desta forma, é fundamental adotar uma alimentação bastante variada e com um baixo consumo de alimentos industrializados. Dietas vegetarianas e suplementação de vitamina D, magnésio e ômega-3, têm sido associados com melhora de sintomas nos pacientes. Pesquisas também apontam as vantagens das dietas isentas de glúten no tratamento destes pacientes.

As vitaminas A, E, C e D, e ácido fólico, ferro, cobre, manganês, zinco e selênio, fibras e dietas com baixa densidade calórica, podem auxiliar no tratamento da doença, pois reduzem a gravidade da inflamação sistêmica. Consulte seu nutricionista para as individualizações necessárias. Este profissional te ajudará a montar um cardápio antiinflamatório e fará a prescrição de suplementos adequados para seu caso.

Óleos essenciais também podem ser utilizados na forma de massagens, compressas ou inalação. Os mais indicados são mirra, benjoim, camomila, frankincense, gerânio, sândalo, lavanda e hortelã. Aprenda a utilizá-los em meu curso online.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Suco de tomate orgânico

Tomates estão entre os vegetais mais consumidos no mundo. Na Espanha é o vegetal mais consumido na forma crua por isto pesquisadores do país propuseram um novo estudo. Os cientistas compararam a quantidades de compostos fenólicos presentes em nos sucos feitos com o fruto orgânico em relação ao suco produzido com tomates cultivados com agrotóxicos. Além de betacaroteno e licopeno, caroteóides com função antioxidante, os tomates são importante fonte de polifenóis, substâncias que também neutralizam radicais livres, protegendo o organismo contra doenças cardiovasculares, doenças degenerativas e algumas formas de câncer.

Foi observado que o suco de tomates orgânicos possuia um conteúdo de polifenóis superior ao suco produzido com tomates cultivados com agrotóxicos. Agora, outros componentes (como o resveratrol) estão sendo também pesquisados em outras frutas, no azeite e no cacau.

Fonte: Anna Vallverdú-Queralt, Alexander Medina-Remón, Isidre Casals-Ribes, Rosa M. Lamuela-Raventos. Is there any difference between the phenolic content of organic and conventional tomato juices?Food Chemistry, 2012; 130 (1): 222.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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