Não existe remédio milagroso para emagrecer!

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu alerta sobre o uso inadequado do medicamento injetável Victoza (liraglutida). O remédio, cuja finalidade é controlar o diabetes tipo 2, está sendo utilizado para emagrecer e sua busca aumentou depois de reportagem publicada na revista irresponsável Veja, que como sempre coloca sempre as mil maravilhas dos produtos.

Porém, de acordo com a Anvisa o uso para outra finalidade que não seja o de antidiabético pode causar riscos para a população, como dores de cabeça, náuseas, diarréia, pancreatite, desidratação, alteração da função renal e distúrbios da tireoide.

“A única indicação aprovada atualmente para o medicamento é como agente antidiabético. (...) Não foram apresentados à Anvisa estudos que comprovem qualquer grau de eficácia ou segurança do uso do produto Victoza para redução de peso”, diz a nota. Além disso, a empresa responsável pela produção não terminou o estudo em relação à perda de peso. E pesar o custo-benefício das medicações é função do médico. O problema de reportagens como a da revista é que geram uma demanda de uma parcela da população que está disposta a conseguir a medicação mesmo sem prescrição.

Essa não é a primeira vez que a Anvisa emite alertas sobre o uso de medicamentos para emagrecer. Há alguns meses, o órgão começou uma longa discussão sobre o uso de anorexígenos e Sibutramina, vetando ou enrijecendo o controle na venda. O medicamento também é caro, o que restringe o uso para a maior parte da população.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Insuficiência Cardíaca

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A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica ocasionada por uma anormalidade da função do coração em bombear e/ou em acomodar o retorno sangüíneo, não atendendo às necessidades de oxigênio e nutrientes dos tecidos. Falta de ar, tosse, fraqueza, edema, tontura, palpitação e taquicardia são os sintomas mais frequentes relatados pelos pacientes.

A evolução clínica dos pacientes com IC frequentemente caminha para quadros variáveis de desnutrição, devido a redução da ingestão de alimentos, de alterações absortivas e metabólicas (hipóxia, aumento do gasto energético em até 18%, inflamação). Quanto pior é a desnutrição maiores são as taxas de óbito nestes pacientes. As recomendações de energia para os pacientes com IC clinicamente estáveis e com estado nutricional adequado 28kcal/kg de peso seco (sem edema). Já para pacientes desnutridos recomenda-se 32kcal/kg de peso seco, de forma bem fracionada (6 a 8 refeições/dia) e com volume reduzido, afim de evitar sobrecargas no processo digestivo.

Os carboidratos devem representar em torno de 50 a 60% do valor energético da dieta, preferencialmente complexos, de baixa carga glicêmica, devido à comumente encontrada resistência à insulina nestes pacientes. A recomendação diária de fibra de 20 a 30g previne a obstipação intestinal e o consequente esforço evacuatório.

As necessidades protéicas são de 1,1g/kg/dia para pacientes com estado nutricional adequado e de 1,5g/kg/dia a 2,0g/kg/dia para os com depleção nutricional ou que apresentem perdas por nefropatia ou má absorção intestinal. Lipídios de boa qualidade complementam o valor energético da dieta, devendo-se tomar cuidado com os pacientes com dislipidemias. A ingestão de ômega-3 deve ser aumentada por seus efeitos antiinflamatórios positivos.

A quantidade de sódio oferecida na dieta depende da gravidade da insuficiência cardíaca. No paciente com insuficiência cardíaca severa, a ingestão de sódio deve ser, no máximo, de 2-3g/dia, devendo ser ajustada de acordo com o grau de retenção hídrica, hipertensão e sensibilidade individual ao eletrólito.

Pacientes com insuficiência cardíaca apresentam baixos níveis de coenzima Q10 no miocárdio. A mesma funciona como um antioxidante e otimiza a produção de energia. Alimentos fontes de Q10 incluem sardinhas, espinafre, brócolis, soja, feijão azuki, pistache e amendoim. A mesma também pode ser suplementada. Saiba mais:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Dias especiais na Ilha de Páscoa

Viajar e comer são dois grandes prazeres. Viajar é ótimo para enriquecer a mente e a vida. E comer é uma das maneiras mais deliciosas para conhecermos uma cultura. Não tenho quase nada pois a partir dos 30 anos passei a gastar quase todo meu dinheiro viajando pelo Brasil e pelo mundo.

Fui a muitos lugares, incríveis mesmo. Mas a melhor viagem da minha vida foi à Ilha de Páscoa. Passei dias maravilhosos, pedalando, admirando a paisagem estonteante (litoral, por do sol, vulcões, céu lindamente estrelado e - claro -os grandes moais) e conversando com pessoas fantásticas.

A gastronomia da ilha baseia-se obviamente nos peixes e frutos do mar. Os pratos são combinados com arroz, batata ou bata doce, salada de folhas e frutas. Bananas, mamão e abacate são as frutas mais consumidas, nas mais diversas formas: suco, vitamina, doces, ao natural, como guacamole...

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Como a ilha é bastante remota, qualquer coisa industrializada é cara, caríssima. Hapa Nui é a ilha habitada mais isolada do planeta, a quase 4.000km do continente. O voo saindo de Santiago do Chile leva 5 horas mas vale todo o investimento de tempo e também cada centavo do bolso. Se você gosta de natureza e de pedalar tá aí uma ilha para sua lista de lugares a conhecer antes de morrer.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/