Envelhecer com um cérebro saudável

O cérebro é o órgão do corpo mais dependente de energia. Consome 20% de todo ATP usado em um dia e é particularmente sensível à inflamação. Muitas pesquisas focam hoje no entendimento da alta suscetibilidade do cérebro ao envelhecimento. A idade avançada é o maior fator de risco para a maioria dos distúrbios neurodegenerativos. Mas quando o cérebro começa a envelhecer? E o que podemos fazer para retardar o processo? Este tema é o assunto do vídeo de hoje:

Falo mais sobre o tema nas aulas da plataforma https://t21.video.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

O início da demência e como reduzir a velocidade de progressão

Transtornos neurocognitivos (anteriormente descritos como demências) são uma categoria para doenças cerebrais que levam a diminuição da capacidade de raciocínio e memória, a tal ponto que interfere com a função normal da pessoa. Não saber onde colocou as chaves em geral é sinal de desatenção.

Porém, com o envelhecimento este esquecimento pode tornar-se comum pela deterioração de áreas do cérebro. Geralmente, as características iniciais dos transtornos neurocognitivos (TNC) passam despercebidas. Porém, cada vez mais profissionais de saúde tentam descobrir métodos para o diagnóstico precoce, visto que os compromentimentos cognitivos podem se agravar se nada for feito. A tabela mostra os sinais das três fases da TNC: inicial (ou pré-demência ou prodrômica), moderada e avançada.

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A fase inicial pode durar entre 6 e 15 anos e é uma fase crítica para cuidar do cérebro. O desafio para esta fase da doença é conseguir retardar seu avanço. Existem várias formas de fazer isso como manter a pressão arterial sob controle (com atividade física e manutenção do peso saudável), mantendo ótimos os níveis de colesterol (aumentando o consumo de frutas e verduras e reduzindo gordura saturada), cuidando da tireóide (com selênio e zinco), parando de fumar e aprendendo sempre (fazendo cursos, lendo, expondo-se a novas experiências).

Dieta balanceada é uma das chaves para um cérebro saudável

Pesquisas mostram que a boa adesão a uma dieta baseada em frutas, verduras, castanhas, peixes ricos em ômega-3, cereais integrais (como aveia) e azeite (como a dieta mediterrânea) associa-se a melhores escores cognitivos em adultos (Loughrey et al., 2017; Brouwer-Brolsma et al., 2018; Panza et al., 2018). A suplementação também pode ajudar, fornecendo nutrientes antioxidantes e neuroprotetores.

Pesquisa recente estudou o impacto de uma bebida a base de leite acrescida com vitaminas (colina, vitamina E, vitamina C, vitamina B12, vitamina B6, ácido fólico), ômega-3, selênio, fosfolipídios e uridina monofosfato na progressão do Alzheimer. Ao final de 2 anos não foram mostradas diferenças nos testes neuropsicológicos entre os grupos que receberam e os grupos que não receberam a bebida. Porém, o declínio cognitivo foi mais lento do que o normalmente visto em pacientes com Alzheimer. A bebida está a venda na Europa e custa 136,99 euros (cerca de R$ 600,00) por mês. Contudo, a mesma suplementação pode ser prescrita por nutricionista e manipulada em farmácia especializada a um custo muito menor (Soininen et al., 2017).

Aprenda mais sobre o Alzheimer:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Detox de metais pesados

Vivemos uma epidemia de doenças crônicas. Problemas de coração, diabetes, câncer, depressão, desordens do neurodesenvolvimento, doenças autoimunes, alergias. A genética do ser humano não mudou de uma hora para outra. O que mudou de uma hora para outra, principalmente nos últimos 50 anos, foi o meio ambiente, a forma como vivemos e o contato com muitas novas toxinas, no ar, na água, no alimento, nos cosméticos, nos produtos de limpeza. Pesticidas, glifosato, bisfenol A, ftalatos, fumaça dos carros, cigarro, mofo nos armários de casa.

Podemos eliminar toxinas do corpo pelo suor, pela urina e pelas fezes. Para suor faça atividade física regularmente. Se puder, frequente a sauna. Hidrate-se bem pois a urina deve ser clara e ter cheiro suave. Para o intestino funcionar bem capriche no consumo de fibras. Tenha uma dieta variada, com pelo menos 400g de frutas e verduras diariamente.

Frutas cítricas são ricas em vitamina C, antioxidante que reduz os danos causados ​​por metais pesados. Coentro, couve, espinafre, pimentão e salsa também são fontes de vitamina C e outros nutrientes que ajudam a reduzir o acúmulo de metais como o mercúrio.

Capriche nos temperos naturais. Alho e cebola, por exemplo, contêm enxofre que ajuda o fígado a eliminar o chumbo e o arsênico. Algas como chlorella também atuam como quelantes de metais, facilitando a eliminação. Para auxiliar o intestino a funcionar como uma poderosa barreira consuma alimentos ricos em probióticos como iogurtes, kefir ou kombucha.

Aprenda mais sobre os metais pesados - onde estão, como chegam no corpo e como reduzir sua toxicidade:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/