A fase inicial pode durar entre 6 e 15 anos e é uma fase crítica para cuidar do cérebro. O desafio para esta fase da doença é conseguir retardar seu avanço. Existem várias formas de fazer isso como manter a pressão arterial sob controle (com atividade física e manutenção do peso saudável), mantendo ótimos os níveis de colesterol (aumentando o consumo de frutas e verduras e reduzindo gordura saturada), cuidando da tireóide (com selênio e zinco), parando de fumar e aprendendo sempre (fazendo cursos, lendo, expondo-se a novas experiências).
Dieta balanceada é uma das chaves para um cérebro saudável
Pesquisas mostram que a boa adesão a uma dieta baseada em frutas, verduras, castanhas, peixes ricos em ômega-3, cereais integrais (como aveia) e azeite (como a dieta mediterrânea) associa-se a melhores escores cognitivos em adultos (Loughrey et al., 2017; Brouwer-Brolsma et al., 2018; Panza et al., 2018). A suplementação também pode ajudar, fornecendo nutrientes antioxidantes e neuroprotetores.
Pesquisa recente estudou o impacto de uma bebida a base de leite acrescida com vitaminas (colina, vitamina E, vitamina C, vitamina B12, vitamina B6, ácido fólico), ômega-3, selênio, fosfolipídios e uridina monofosfato na progressão do Alzheimer. Ao final de 2 anos não foram mostradas diferenças nos testes neuropsicológicos entre os grupos que receberam e os grupos que não receberam a bebida. Porém, o declínio cognitivo foi mais lento do que o normalmente visto em pacientes com Alzheimer. A bebida está a venda na Europa e custa 136,99 euros (cerca de R$ 600,00) por mês. Contudo, a mesma suplementação pode ser prescrita por nutricionista e manipulada em farmácia especializada a um custo muito menor (Soininen et al., 2017).
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