Doença celíaca ainda é pouco diagnosticada

De acordo com pesquisadores americanos, os casos de doença celíaca não diagnosticados aumentaram dramaticamente nos últimos 50 anos. Este é um problema grave já que o não tratamento aumenta em 4 vezes o risco de mortes prematuras. Indivíduos celíacos não toleram o glúten, uma proteína dos cereais trigo, cevada, aveia e centeio e em alimentos feitos com estas matérias primas. Assim, o único tratamento eficiente para a doença é a retirada total destes produtos. A não retirada total acarreta em sintomas variáveis, incluindo diarréia, perda de peso, fadiga, deficiências nutricionais e maior risco de câncer. Para o diagnóstico o gastroenterologia se baseia nos dados clínicos do paciente, em vários exames bioquímicos e na endoscopia.

No Brasil, os estudos sobre o número de indivíduos com a doença são raros mas estima-se que cerca de 500.000 pessoas tenham a doença (diagnosticada ou não). Os exames genéticos vêm mostrando-se cada vez mais importantes na avaliação de risco, principalmente nas pessoas que não possuem sintomas clássicos, como diarreia frequente.

SE EU TIRAR GLÚTEN VOU FICAR ALÉRGICO?

Recebo essa pergunta toda hora. Gente, as causas da doença celíaca são genética, imunológica e ativada pela ingestão do glúten (não pela retirada dele). Em pessoas que herdam dos pais a predisposição à autoimunidade mediada pelo glúten (alterações de genes HLA), o sistema de defesa lesa o intestino delgado e desencadeia a má absorção de vários nutrientes. E só tem um tratamento: a retirada do glúten. Ou seja, doença celíaca não é intolerância nem alergia. É uma doença autoimune. Existem outras doenças relacionadas como alergia ao trigo e outras questões por mecanismos desconhecidos.

Quando você para de comer sorvete por 1 ano, quando volta está alérgico? Não.

Quando você para de comer frango por 1 ano, quando volta está alérgico? Não.

Quando você para de comer arroz por 1 ano, quando volta está alérgico? Não.

Agora, se você parou de comer um alimento e quando voltou a comer passou mal, aí tem. Pesquise e entenda seu corpo. Ele te dá mensagens e, às vezes, grita por socorro por meio de dores de cabeça, problemas na pele, dificuldades digestivas, acúmulo de gordura, alterações cognitivas...

Esta pessoa tem doença celíaca?

Você saberia interpretar este exame?

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Diminua o consumo de álcool

Artigo publicado no dia 25/06/09 no Stroke mostrou que homens que ingerem mais que 6 copos de bebida alcoólico (cerca de 60 gramas) e mulheres que ingerem mais que 4 copos (aproximadamente 40 gramas de álcool) de uma só vez pelo menos uma vez por semana possuem:

  • Risco 300% maior de terem um derrame hemorrágico;

  • Risco de infarto 86% maior;

  • Risco de morrer 33% maior.

O álcool também aumenta o risco de câncer e de problemas neurológicos.

Lembrem-se: homens não devem consumir mais que duas doses de álcool ao dia e mulheres deve ater-se à apenas uma dose.

Impacto do consumo de álcool na microbiota intestinal

O álcool pode comprometer a saúde intestinal por vários mecanismos:

- indução da inflamação intestinal

- aumento da permeabilidade intestinal, contribuindo para leaky gut e disbiose

- aumento de proteobactériaas e diminuição de bacteroidetes

- crescimento excessivo de bactérias aeróbicas no intestino delgado e bactérias anaeróbicas no jejuno

Como amenizar os impactos negativos do álcool?

- Dar um tempo de folga ao seu corpo, bebendo menos nos próximos dias

- Consumindo mais água

- Comendo mais frutas e verduras - as fibras ajudam a restabelecer a microbiota, aumentar a diversidade bacteriana, além de contribuir para maior proteção da mucosa

- Prefira proteínas magras (reduza o consumo de gordura saturada)

- Faça atividade física para ajudar na destoxificação e melhorar a produção de ácidos graxos de cadeia curta no intestino

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Batata doce na prevenção do câncer

O estudante de doutorado Soyoung Lim, da Universidade do estado de Kansas, nos EUA, mostrou que em decorrência do alto conteúdo de antioxidantes (antocianinas e flavonóides) da batata doce roxa, este alimento pode ser um coadjuvante interessante na prevenção e no tratamento do câncer. As batatas utilizadas nos experimentos foram cultivadas na própria universidade e continham diferentes níveis de antocianinas. No estudo o extrato das batatas doces foram utilizadas para tratar células cancerígenas do cólon (intestino grosso), mostrando que as antocianinas inibiram o crescimento das mesmas. Apesar de os mecanismos ainda não serem compreendidos o estudo mostra a necessidade de nossa dieta ser bem variada e colorida.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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