Dúvida do leitor: O que é fibrose cística?

download-1.jpg

A fibrose cística, ou mucoviscidose, é uma desordem congênita que gera nos doentes a produção abundante de secreções epiteliais. A grande quantidade de muco produzida pode gerar disfunções pulmonares, digestivas e prejudicar a produção de enzimas, o balanço eletrolítico e a absorção de nutrientes. Além disso, os pacientes costumam ter o metabolismo mais acelerado. Tais necessidades, se não atendidas geram a desnutrição.

A maior parte dos pacientes morrem em decorrência de doença pulmonar obstrutiva crônica ou parada cardiorespiratória resultante dos danos causados nestes órgãos. Por isto, o tratamento inclui tratamentos respiratórios e antibioticoterapia. Como o mesmo muco que prejudica o funcionamento das vias aéreas também pode obstruir os ductos pancreáticos, disfunções digestórias podem ocorrer. Neste caso, o uso de enzimas digestivas antes das refeições são recomendados. Além disso, recomenda-se a suplementação de vitaminas lipossolúveis. Para os indivíduos que não conseguem atingir a recomendação calórica (aumentada em 20 a 50%), produtos hipercalóricos e/ou hiperprotéicos podem ser a solução. Os pais também precisam aprender a preparar lanches e refeições mais calóricas, ricos em gorduras boas (monoinsaturadas e fontes de ômega-3) assim como incluir lanches extras no cardápio.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Comer é meu trabalho

Não é só em programas de culinária na TV que as pessoas passam o dia comendo. Nutricionistas em restaurantes, chefes e auxiliares de cozinha, degustadores e controladores de qualidade passam o dia provando, ajustando e engordando!  Enquanto alguns só precisam fazer uma prova ao dia, outros fazem 16, 17, 20 ou mais provas na tentativa de tornar o alimento cada vez mais palatável para o cliente. É comum colegas relatarem que tem vários números de roupa nos armários já que em épocas de mais trabalho o peso costuma ser maior. Dá para controlar esta tendência? Sim, vamos às estratégias: 

- Moderação. Provar não significa almoçar. Pequenas quantidades são suficientes para fazer os ajustes necessários na comida. No caso de críticos de comidas, que nem sempre conseguem optar por pratos menores,  as estratégias abaixo são ainda mais valiosas.

- Não deixar a atividade física de lado. Com o exercício o gasto calórico aumenta. Além disso, fica bem mais fácil manter a massa muscular, um tecido metabolicamente ativo, que mantém nosso metabolismo mais acelerado.

- Alimentos saudáveis. Você já come um excesso de carboidratos refinados e proteínas no trabalho? Evite estes alimentos em casa, consumindo mais frutas e hortaliças no café da manhã, jantar e ceia. 

- Diminua a quantidade de comida nos dias livres. Fracione bem sua alimentação. O ideal é fazer 6 pequenas refeições. Esta estratégia controla a ansiedade, a fome e a compulsão. Opte também nestes dias por cardápios mais leves evitando comidas cheias de molhos, massas, frituras e açúcar.

- Mesmo seguindo todas estas orientações está difícil manter o peso? Está na hora de procurar um nutricionista funcional. Provavelmente um dieta de destoxificação seja a solução.

A nutrição evoluiu muito desde que me formei em 1997. Atualmente trabalho na área de genômica nutricional e nutrição de precisão.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Suplementar ou não?

Para milhões de pessoas no mundo, tomar um suplemento vitamínico e mineral faz parte da rotina da manhã. A indústria adora: os rendimentos só nos EUA em 2007 foram de 6 bilhões de dólares! Mas será que os benefícios são realmente compensadores? Nem sempre.

As pesquisas tem mostrado sistematicamente que fórmulas antioxidantes (geralmente com vitamina C e E), vendidas para a prevenção e o combate das mais variadas doenças, não conseguem reduzir o risco de câncer nem de eventos cardiovasculares. O mesmo foi mostrado ao se combinar ácido fólico, vitamina B6 e B12. Isto não quer dizer que os suplementos sejam totalmente inúteis porém a indicação deve ser precisa, as fórmulas utilizadas também precisam ser analisadas. Nem todo mundo precisa ou deve suplementar tudo!

Outro estudo mostrou que o uso de antioxidantes (vitamina C + vitamina E) por indivíduos fisicamente ativos pode prejudicar as adaptações celulares. Isso pode resultar em menor ganho de massa magra, por exemplo. 

E o que a ciência tem mostrado de mais importante é: primeiro alimentação, depois (caso seja realmente necessário) suplementação. Isto porque a natureza fornece os nutrientes combinados de formas que não conseguimos reproduzir nas cápsulas. Frutas, vegetais, cereais integrais, legumes, nozes, castanhas sementes contém uma sinfonia de vitaminas, minerais, fibras e outros compostos bioativos que na verdade trabalham juntos para nos proteger contra as doenças. Esta sinergia não pode ser imitada em pílulas. Não existe mágica e não há como fugir da melhor fórmula já inventada: alimentação saudável + atividade física moderada + combate ao estresse.

Além disso é dificílimo ultrapassar as doses seguras se alimentando direito. Por outro lado, é fácil se intoxicar com pílulas e cápsulas que contém doses enormes de nutrientes. Estudos já tiveram que ser descontinuados uma vez que ao tomarem doses concentradas de antioxidantes ou outros nutrientes os níveis de câncer passaram a aumentar. As células passaram a crescer mais e mais rápido devido ao excesso de nutrientes. Outros estudos também mostraram a associação entre vitamina A, beta-caroteno com o risco de morte por qualquer outra causa. O consumo exagerado de selênio também aumentou o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2. Por isto, a recomendação tão comum de não se automedicar também vale aqui: não autosuplementar. Procure sempre um profissional capacitado para avaliar a real necessidade de uso de qualquer produto milagroso. Mesmo públicos alvo como gestantes, crianças pequenas e atletas devem ser acompanhados.

Saiba mais no curso online: "Nutrição no ganho de massa magra"

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/