Atualização em Nutrição na Síndrome de Down - Início dia 15/06

Grupo de estudos SD

A partir do trabalho dedicado de muitos cientistas o conheço vem avançando na área de nutrição & trissomia do cromossomo 21. Está na hora de estudarmos novas abordagens que contribuam para a melhoria da saúde de pessoas com síndrome de Down.

As aulas começam em duas semanas. acontecem sempre aos sábados, por videoconferência. As aulas não são gravadas. Por isso, conecte-se para que possa discutir com a turma!

Conteúdo:

  • Importância do magnésio para pessoas com Síndrome de Down (15/06/2019)

  • Glúten - conceitos e controvérsias (o que dizem os estudos científicos e suas implicações para o cérebro da pessoa com síndrome de Down) (22/06)2019)

  • Disfunção mitocondrial na Síndrome de Down (29/06/2019)

  • Alimentação e suplementação na prevenção do Alzheimer (06/07/2019)

  • Suplementação para melhoria da aprendizagem (20/017/2019)

  • Suplementação para melhoria da imunidade (27/07/2019)

  • Suplementação para proteção da tireóide e outras doenças autoimunes (doença celíaca, diabetes, leucemia) (03/08/2019)

  • Montagem de um cardápio saudável contemplando as questões abordadas nas aulas (10/08/2019)

Aulas sempre aos sábados às 9:00h (horário de Brasília)

Após as inscrições os participantes recebem o link de acesso para a sala de aula virtual por onde são conduzidas as aulas e debates. Para tanto é importante que o participante tenha acesso a computador ou tablet com câmera e microfone em funcionamento. 

Oportunidade perfeita para melhorar a alimentação de sua família, apoiar adequadamente os cuidados de saúde de seus filhos ou pacientes. Para melhor aproveitamento você precisará de uma boa conexão com a internet.

"O curso atendeu as minhas expectativas. Gostei da forma segura e da comprovação científica em relação à todo assunto abordado" - Mercês (aluna da turma anterior).

"As videoconferências são fáceis de acessar. o curso já dá muita noção sobre a nutrição na SD. Agora cabe a nós estudar e assimilar tudo! - Lauciele (aluna da turma anterior).

Compartilhe e ajude este trabalho a continuar.
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Importância da alimentação na prevenção e tratamento do câncer

Quando uma grande amiga teve câncer seu médico lhe disse que não precisava preocupar-se com a alimentação, que nada que comece faria diferença no tratamento, nem para melhor, nem para pior. Infelizmente isto não foi há 10 anos e sim em 2018. A falta de conhecimento sobre nutrição é, infelizmente, muito comum, dentre muitos profissionais de saúde. Felizmente, um número cada vez maior de clínicas propõe-se a trabalhar verdadeiramente de forma interdisciplinar, valorizando cada área.

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E a nutrição precisa ser valorizada. Não só porque ajuda a prevenir o câncer mas também porque contribui - e muito - durante o período de tratamento, além de contribuir depois evitando novos casos na mesma pessoa. Para os céticos basta dar uma pesquisada no google acadêmico para ver a quantidade de boas pesquisas já existentes na área. Não é que nutrição seja tudo. Não é e não faz milagre. O câncer possui causas multifatoriais mas a má alimentação está dentre as mais importantes. Cerca de 90% de todos os tipos de câncer são resultado de dieta inadequada, estilo de vida (como fumar) e fatores ambientais (como poluição, exposição à vírus e bactérias) (Wu et al., 2016).

Dois estudos recentes mostram também a importância da nutrição durante o tratamento do câncer. A suplementação do aminoácido histidina durante o tratamento da leucemia, em camundongos, aumentou a eficácia do medicamento quimioterápico metotrexato (Ledford, 2018). A histidina pode ser encontrada em alimentos como atum, soja, semente de abóbora, feijão e lentilha. A dieta adequada também influencia os níveis de insulina, aumentando a eficácia de medicamentos que atacam a proteína PI3K, a qual estimula o crescimento do tumor (Janku, Yap & Meric-Bernstam, 2018). A insulina pode ser equilibrada com dieta de baixo índice glicêmico ou dieta cetogênica. Como existem vários tipos de tumores e o metabolismo de cada um é único é muito importante trabalhar com um nutricionista especialista na área para que a melhor dieta seja adotada.

Para quem não está em tratamento a palavra-chave é prevenção. Um estudo publicado no prestigiado JAMA mostrou que o consumo de alimentos orgânicos deve ser estimulado. Por exemplo, mulheres que consomem menos alimentos com agrotóxicos desenvolvem menos câncer de mama na menopausa (Baudry, Assmann & Touvier, 2018). Pesticidas usados na agricultura convencional podem causar danos estruturais ao DNA, bem como danos às mitocôndrias também são frequentemente mencionados na literatura. Aprenda mais:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Atividade física e alimentação saudável durante o tratamento da leucemia

O termo leucemia vem das palavras gregas para "branco" (leukos) e "sangue" (haima). A leucemia é um câncer das células brancas do sangue e da medula óssea. Ao contrário de outros tipos de câncer, a leucemia não produz uma massa (tumor), mas gera uma produção exagerada de glóbulos brancos (leucócitos) anormais.

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Este tipo de câncer começa nas células imaturas ou em desenvolvimento da medula óssea, o tecido macio e esponjoso encontrado nas cavidades centrais dos ossos. A medula óssea produz todos os tipos de células do sangue: glóbulos vermelhos que transportam oxigênio; glóbulos brancos que combatem infecções; e plaquetas que ajudam a coagular o sangue para não sangrarmos quando temos um corte ou ferida. 

Bilhões de novas células sanguíneas são produzidas na medula óssea todos os dias, proporcionando ao corpo um suprimento constante de material saudável e fresco. Porém, em uma pessoa com leucemia, muitos dos glóbulos brancos produzidos na medula óssea não amadurecem normalmente. Essas células anormais são incapazes de combater a infecção da mesma forma que as células brancas saudáveis. O pior: à medida que crescem em número, as células leucêmicas também interferem na produção de outras células sanguíneas.

Quão comum é a leucemia?

Algumas pessoas pensam que a leucemia é uma doença de crianças, mas na verdade afeta muito mais adultos. De fato, a frequência da doença aumenta com a idade. Também é mais comum em pessoas brancas e afeta mais homens (60%) do que em mulheres (40%). No Brasil, quase 11.000 novos casos são diagnosticados a cada ano.

Quais são os tipos de leucemia?

A leucemia é classificada pelo tipo específico de célula branca envolvida. Os glóbulos brancos incluem neutrófilos e monócitos, que ingerem e matam bactérias e outros germes; eosinófilos e basófilos, que estão envolvidos em reações alérgicas; e linfócitos, que desempenham um papel fundamental na defesa do nosso corpo.

Além disso, existe a leucemia mielogênica (que começa na medula óssea) e a leucemia linfocítica (que começa nos vasos linfáticos). Cada tipo tem uma forma aguda (progredindo rapidamente) e crônica (progredindo lentamente). A leucemia aguda afeta principalmente células imaturas ou não totalmente desenvolvidas, impedindo-as de amadurecer e funcionar normalmente. Já a leucemia crônica desenvolve-se mais lentamente, de modo que o corpo ainda tem um número de células saudáveis disponíveis para combater a infecção. As 4 principais formas de leucemia são, então:

  • Leucemia Linfocítica Aguda (LLA)

  • Leucemia Linfocítica Crônica (LLC)

  • Leucemia mielogênica aguda (LMA)

  • Leucemia mielóide crônica (LMC)

Quais fatores aumentam o risco de desenvolvimento de leucemia?

A leucemia pode começar quando o DNA de uma única célula na medula óssea é danificado. Esta mutação altera a capacidade da célula de se desenvolver e funcionar normalmente. Além disso, todas as células que surgem a partir da divisão desta célula inicial danificada também terão a mutação do material genético. 

Doses muito altas de radiação, exposição ao benzeno (presente na gasolina e  usado na indústria química) e exposição a certas drogas quimioterápicas para tratamento anterior de outros tipos de câncer podem aumentar o risco de desenvolver LLA, AML ou LMC. Pessoas com certas alterações nos cromossomos, como a síndrome de Down desenvolvem mais frequentemente LMA.

Fumar também parece aumentar o risco de leucemia. Em geral, ouvimos a ligação entre o tabagismo com com câncer de pulmão, boca e esôfago. No entanto, as substâncias causadoras de câncer encontradas no tabaco podem entrar na corrente sanguínea e afetar a medula. Existem ainda algumas mutações genéticas que podem aumentar o risco de leucemia. Estas incluem alterações em genes presentes nos cromossomos 5 (DDX41), 19 (CEBPA) e 21 (RUNX1).

Quais são os sintomas da leucemia?

Em muitos casos, as pessoas nos estágios iniciais da leucemia não apresentam sintomas evidentes. Quando os sintomas aparecem, eles podem incluir:

- Anemia: é causada pela redução no número de células vermelhas (hemácias) no sangue. Com isso, a capacidade de entrega de oxigênio aos órgãos e músculos cai. Uma pessoa com anemia pode ter uma aparência pálida, cansar-se facilmente, sentir falta de ar e queixar-se de ter pouca energia. 

A fadiga crônica deixa a pessoa física, mental e emocionalmente exausta - o que pode interferir nas atividades diárias e treinos. Como o corpo tem dificuldade para combater infecções podem surgir feridas na pele, o que pode drenar ainda mais a energia do corpo.

- Hematomas ou sangramentos frequentes: pessoas com leucemia podem ter mais sangramentos nas gengivas e narinas. Também podem encontrar sangue nas fezes ou na urina. Manchas rochas e vermelhas na pele também aparecem mais frequentemente, após qualquer tropeço ou pequena colisão. Isto acontece pois os vasos tendem a rompem-se com maior facilidade na leucemia.

- Infecções repetidas: como a leucemia afeta as células que combatem bactérias, vírus e outros micróbios, dores de garganta, pneumonia e sintomas variados como dores de cabeça, febre baixa, feridas na boca ou erupção cutânea são mais frequentes.

Leucemia não é sentença de morte

A evolução das terapêuticas revolucionou o tratamento, que varia de acordo com o tipo de leucemia. Pessoas com leucemia aguda precisarão ser tratadas imediatamente com quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e/ou transplante de medula óssea. A leucemia aguda pode ser curada, principalmente se o tratamento é rápido. Dependendo da fase do tratamento a atividade física pode ser recomendada para melhoria da coordenação motora, alívio do estresse, ampliação da capacidade respiratória, redução da perda de massa magra e força muscular.

Na leucemia crônica sem sintomas não há necessidade de tratamento imediato; apenas acompanhamento. Apesar de a leucemia crônica raramente ser curada a esperança de vida de uma pessoa que cuida da saúde costuma ser a mesma do restante da população. Estudos mostram que a atividade física é uma maneira eficaz de combater a fadiga debilitante que os pacientes com leucemia experimentam. O exercício regular também reduz o risco de depressão, aumenta a resistência cardiovascular e o tônus muscular.

Atividade física e leucemia

Com o tratamento e acompanhamento adequados pessoas com leucemia podem voltar a fazer atividade física normalmente. O exercício ajuda a tirar o foco da doença e colocá-lo na saúde e boa forma. Mas paciência é importante. Nos dias de cansaço extremo é fundamental permitir-se reduzir o ritmo. Não se preocupe com a performance, apenas vá. Ficar em casa no sofá nem sempre alivia a fadiga, que é diferente na leucemia. O cansaço normal é curado com descanso. Mas na leucemia ocorre o oposto. Por isso, calçar os sapatos e sair por aí é frequentemente o que o paciente precisará.

Por falar em calçados, lembre-se: precisam ser confortáveis. Pessoas com leucemia possuem maior dificuldade de coagulação. Calçados que machucam podem causar hematomas, dores ou mesmo perda de sangue desnecessária. Correr sem sapatos então, está fora de cogitação!

Alimentação e leucemia

A dieta é outro fator importante para sentir-se bem. Alimentos refinados, feitos de farinha branca e açúcares devem ser evitados por não possuírem fibras, vitaminas nem minerais. Alimentos integrais, frutas, verduras, óleos e proteínas de boa qualidade devem ganhar maior espaço na dieta visto que ajudam a melhorar a imunidade e a reduzir o cansaço. 

Como os vasos sanguíneos são mais frágeis é importante que a dieta contribua para seu fortalecimento e flexibilidade. Alimentos de origem vegetal contém flavonóides, substâncias com estas propriedades. Dentre eles está a rutina (também conhecida como vitamina P), naturalmente presente nas maçãs, trigo sarraceno, frutas cítricas, figos, chá preto e chá verde.

Outro flavonóide conhecido por fortalecer os finíssimos vasos capilares é a hesperidina, que também é usada no tratamento de varizes e hemorróidas. Toranja, limão, laranja, damascos, ameixas, brócolis e pimentões são boas fontes deste bioflavonóide.

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Frutas cítricas também são ótimas fontes de vitamina C, nutriente antioxidante que deve ser consumido junto com suplementos de rutina e hesperidina para que a absorção seja melhorada. Em geral, recomenda-se em caso de hematomas 400 mg de vitamina C com 400 mg de flavonóides. Porém, pessoas com leucemia devem antes conversar com o nutricionista e o oncologista sobre a suplementação em cápsulas.

Muitos pacientes com leucemia apresentam perda exagerada de peso. Correndo a perda de peso pode se intensificar. Por isto, o acompanhamento nutricional é muito importante. Deve-se começar o dia com um café da manhã substancial que inclua fontes de carboidratos (pão integral, aveia, quinoa, batata, mandioca, frutas), proteínas (ovos, atum, leite, iogurte) e gorduras boas (castanhas, chia, linhaça).

Durante o dia, é importante fracionar as refeições, comendo a cada duas ou três horas. Caso necessário, suplementos protéicos ou hipercalóricos podem ser prescritos. Em casa, frutas e verduras devem ser lavadas. As carnes precisam estar bem cozidas para a prevenção de infecções intestinais. Na rua, é importante evitar alimentos crus e carnes mal passadas. Além disso, deve-se lavar bem as mãos após o uso do banheiro e antes de cada refeição.

Pessoas em tratamento quimioterápico ou em uso crônico de medicamentos podem sofrer com alterações no paladar. Algumas pacientes relatam gosto metálico quando consomem carnes ou quando usam talheres de ferro. Adaptar os utensílios e trocar alimentos funciona. Molhos prontos para saladas também devem ser substituídos por molhos caseiros acrescidos de ervas naturais que dão melhor sabor à comida. 

Não existe dieta para curar a leucemia mas sem uma alimentação saudável a saúde deteriora-se mais rapidamente. Além disso, correr fica muito mais difícil. A vida e a corrida são parecidas: nem sempre sabemos onde vai dar. Às vezes doem mas frequentemente são ótimas. A leucemia, assim como qualquer outra doença, não definem uma pessoa. É a forma como lidamos com os acontecimentos da vida que nos definem.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Nutrição e modificações epigenéticas na síndrome de Down

A síndrome de Down (SD) é caracterizada pela trissomia do cromossomo 21. Ou seja, ao invés de dois cromossomos a pessoa com SD apresenta 3 cromossomos 21 em todas ou na maioria de suas células.

Indivíduos com SD apresentam um risco aumentado de desenvolver a Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA), a Leucemia Mieloblástica Aguda (LMA) e a doença de Alzheimer. Isto acontece por genes localizados no cromossomo 21 estarem funcionando de forma alterada. Isto é verdade para os genes ERG, ETS2 e RUNX1 que codificam fatores de transcrição envolvidos na formação das células do sangue. Também é verdade para os genes SOD1 e PPA, que aumentam o risco de Alzheimer.

Por outro lado, é comum a ocorrência de alterações no metabolismo da vitamina B9 (folato), provocando instabilidade genômica, problemas na metilação de genes e baixa formação de substâncias protetoras. No capítulo “Nutrição e modificações epigenéticas na síndrome de Down” trago um pouco desta temática. O mesmo faz parte do Guia de Abordagem Transdisciplinar na Síndrome de Down que você poderá baixar gratuitamente no site aTiva21.com.br

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/