Mulheres que já passaram por tratamento de câncer de mama beneficiam-se de jejum intermitente

O jejum tem sido usado há milhares de anos para purificação do organismo. Pesquisas mostram os benefícios do jejum no tratamento da obesidade, da resistência à insulina, diabetes tipo 2 e demência. Estudo publicado no JAMA Oncology, respeitada revista científica na área do câncer mostrou os resultados do acompanhamento de 2.413 mulheres que haviam passado pelo tratamento do câncer de mama. As mesmas tinham idades variando entre 27 e 70 anos e foram acompanhadas por 11 anos. Os autores destacaram que as mulheres que tinham o hábito de jejuar por pelo menos 13 horas tiveram menor recorrência do câncer (Marinac et al., 2016).

Embora o jejum intermitente possa soar como uma panacéia contra diversos problemas de saúde, a qualidade da dieta no momento da reintrodução dos alimentos é muito importante. De nada adianta jejuar para depois passar o dia consumindo doces e massas. É bom lembrar que a perda de peso sozinha não corrige problemas de saúde. Um dos aspectos metabólicos importantes é a correção da intolerância à glicose.

Gorduras saudáveis, verduras e frutas garantem uma menor produção ácida. Já cereais e carnes aumentam a carga ácida e a inflamação do corpo, o que contribui para mais problemas de saúde e maior risco de câncer (Park et al., 2019). Saiba mais no curso: dieta cetogênica

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/
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Açafrão na prevenção do câncer

O açafrão (ou cúrcuma) é uma especiaria cultivada em muitos países asiáticos. Pertence à família do gengibre e é o ingrediente principal do curry. Seu principal ingrediente ativo é a curcumina, que possui efeitos anticancerígenos. Muito interessante em uma dieta saudável, para a prevenção de doenças crônicas, já que a curcumina regula vias do sistema imunológico, pontos de controle do ciclo celular, a apoptose e a resposta antioxidante.

Um estudo analisou os efeitos do tratamento combinado com curcumina e quimioterápicos em células em laboratório. Os pesquisadores concluíram que o tratamento combinado foi mais eficaz do que a quimioterapia sozinha (Shakibaei et al., 2013).

Porém, em humanos ainda não há comprovação de que a curcumina cure o câncer em humanos. Na Suécia, o suplemento fortodol, que contém açafrão e nimesulida, foi proibido por evidências de danos ao fígado. Não use suplementos sem conversar com seu médico e nutricionista.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Não alimente células cancerígenas

As células cancerígenas possuem um metabolismo diferenciado em relação às células saudáveis. Por exemplo, não são fãs de oxigênio e quando encontram açúcar produzem muito ácido lático. Mutações no gene AKT aumentam o consumo de açúcar pelas células cancerígenas.

O interessante é que pessoas diabéticas que utilizam o medicamento metformina (para baixar a glicose) desenvolvem, em média, menos câncer do que diabéticos que não usam o medicamento. Estes dados mostram o quanto o consumo de açúcar pode impactar negativamente a saúde. Contudo, isto não significa que todos devam utilizar a metformina. Medicamentos possuem efeitos colaterais e um dos problemas da metformina é que está relacionada à deficiência da vitamina B12. A carência desta vitamina gera problemas de metilação, problemas nos nervos e aumenta o risco de anemia e depressão. Uma opção seria o uso da berberina, alcalóide extraído de arbustos e que possuem efeito comparável ao da metformina. Para suplementação consulte um nutricionista especialista em fitoterapia.

Agora, um ponto importante: não adianta usar metformina ou berberina e exagerar na carne. O consumo excessivo de proteínas associa-se também ao desenvolvimento do câncer, por estimular a insulina e o fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1). Precisamos de carboidratos, proteínas e lipídios. Porém, tudo na proporção adequada. Gorduras boas, monoinsaturadas (presentes nas azeitonas, no azeite, no abacate, nas castanhas) e poliinsaturadas, principalmente do tipo ômega-3 (presentes em peixes, linhaça, chia e cânhamo) complementam as calorias da dieta de forma saudável.

Parar de fumar é importante, proteger-se do sol é importante, mas não podemos deixar a alimentação para lá. Cerca de 11 milhões de indivíduos morrem todos os anos no mundo devido à má alimentação. Para fazer uma comparação, o cigarro matou 8 milhões de pessoas no mesmo período. Esta foi a conclusão publicada do maior estudo sobre a relação entre o estilo de vida e alimentação.

Uma em cada cinco mortes no mundo, em 2017, esteve associada à má dieta alimentar, que desencadeia doenças cardiovasculares, vários tipos de cânceres e diabetes tipo 2.

Frutas e verduras de baixo índice glicêmico são importantíssimas pois são ótimas fontes de fibras e fitoquímicos. As fibras melhoram o funcionamento intestinal e melhoram a microbiota, reduzindo a inflamação, fator importantíssimo para a prevenção do câncer, principalmente o colorretal. Este tipo de câncer, costuma ser mais comum a partir dos 50 anos. Influenciam o seu desenvolvimento: dieta rica em carnes (principalmente as processadas como presunto, salsicha, linguiça, mortadela, hamburgueres etc), o consumo de álcool, alterações na microbiota intestinal, doenças inflamatórias intestinais, obesidade, dieta pobre em frutas e verduras, sedentarismo e genética.

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Berberina - fitoterapia na prevenção de doenças metabólicas

A proteína AMPK é um sensor que regula o metabolismo energético no corpo. É um dos alvos das pesquisas para o tratamento de doenças metabólicas, como obesidade, diabetes, dislipidemias e câncer. Ativando-se o AMPK em células de gordura e no músculo, reduz-se o acúmulo de gordura nestes tecidos e a sensibilidade à insulina é melhorada.

Berberis Aristata

Berberis Aristata

A berberina é um alcalóide extraído de arbustos como berberis aristata (tree turmeric), European barberry, goldenseal, goldthread, Oregon grape e phellodendron. Tem sido utilizada na Medicina Tradicional Chinesa (MTC) e na Medicina Indiana (Ayurveda) há milênios para o tratamento de doenças. Hoje é estudada pela medicina moderna para o tratamento da obesidade, justamente por conseguir ativar o AMPK (Jang et al., 2017).

Existem evidências de que a berberina usada topicamente (na composição de cremes ou pomadas) ajuda a tratar úlceras em pessoas com câncer. Usada na forma de cápsulas contribui para o tratamento do diabetes, tendo uma ação e potência comparável ao medicamento Metformina (Wang et al., 2017). Na dosagem de 500 mg, tomado 2 a 3 vezes ao dia, por 3 meses, também reduz colesterol e triglicerídeos (Dong et al., 2013). A dosagem de 900 mg ao dia também parece ser eficaz no tratamento da hipertensão. Por suas propriedades anti inflamatórias a berberina também tem mostrado-se interessante no tratamento da síndrome do ovário policístico. A berberina também tem sido tradicionalmente usada para seus efeitos no intestino. É tanto anti-inflamatório como antidiarreico, especialmente quando há infecção por E.coli ou vírus da cólera.

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A berberina tem baixa toxicidade em doses habituais e revela benefícios clínicos sem grandes efeitos colaterais. Apenas reações gastrointestinais leves aparecem em alguns pacientes adultos (Imenshahidi & Hosseinzadeh, 2019). Porém, a berberina não deve ser administrada a recém nascidos e crianças pequenas, podendo causar danos ao cérebro e ao fígado, causando icterícia. O uso para gestantes e lactantes também não é recomendado. Na gestação a berberina pode atravessar a placenta, causando danos ao eto. Durante a lactação pode chegar ao bebê pelo leite materno.

A berberina também não deve ser utilizada por pacientes fazendo uso de ciclosporinas, lovastatina, claritromicina, indinavir, sildenafil (viagra), triazolam e outros medicamentos que exijam metabolismo pelo citocromo P450 4A4 (CYP3A4).

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