Não alimente células cancerígenas

As células cancerígenas possuem um metabolismo diferenciado em relação às células saudáveis. Por exemplo, não são fãs de oxigênio e quando encontram açúcar produzem muito ácido lático. Mutações no gene AKT aumentam o consumo de açúcar pelas células cancerígenas.

O interessante é que pessoas diabéticas que utilizam o medicamento metformina (para baixar a glicose) desenvolvem, em média, menos câncer do que diabéticos que não usam o medicamento. Estes dados mostram o quanto o consumo de açúcar pode impactar negativamente a saúde. Contudo, isto não significa que todos devam utilizar a metformina. Medicamentos possuem efeitos colaterais e um dos problemas da metformina é que está relacionada à deficiência da vitamina B12. A carência desta vitamina gera problemas de metilação, problemas nos nervos e aumenta o risco de anemia e depressão. Uma opção seria o uso da berberina, alcalóide extraído de arbustos e que possuem efeito comparável ao da metformina. Para suplementação consulte um nutricionista especialista em fitoterapia.

Agora, um ponto importante: não adianta usar metformina ou berberina e exagerar na carne. O consumo excessivo de proteínas associa-se também ao desenvolvimento do câncer, por estimular a insulina e o fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1). Precisamos de carboidratos, proteínas e lipídios. Porém, tudo na proporção adequada. Gorduras boas, monoinsaturadas (presentes nas azeitonas, no azeite, no abacate, nas castanhas) e poliinsaturadas, principalmente do tipo ômega-3 (presentes em peixes, linhaça, chia e cânhamo) complementam as calorias da dieta de forma saudável.

Parar de fumar é importante, proteger-se do sol é importante, mas não podemos deixar a alimentação para lá. Cerca de 11 milhões de indivíduos morrem todos os anos no mundo devido à má alimentação. Para fazer uma comparação, o cigarro matou 8 milhões de pessoas no mesmo período. Esta foi a conclusão publicada do maior estudo sobre a relação entre o estilo de vida e alimentação.

Uma em cada cinco mortes no mundo, em 2017, esteve associada à má dieta alimentar, que desencadeia doenças cardiovasculares, vários tipos de cânceres e diabetes tipo 2.

Frutas e verduras de baixo índice glicêmico são importantíssimas pois são ótimas fontes de fibras e fitoquímicos. As fibras melhoram o funcionamento intestinal e melhoram a microbiota, reduzindo a inflamação, fator importantíssimo para a prevenção do câncer, principalmente o colorretal. Este tipo de câncer, costuma ser mais comum a partir dos 50 anos. Influenciam o seu desenvolvimento: dieta rica em carnes (principalmente as processadas como presunto, salsicha, linguiça, mortadela, hamburgueres etc), o consumo de álcool, alterações na microbiota intestinal, doenças inflamatórias intestinais, obesidade, dieta pobre em frutas e verduras, sedentarismo e genética.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/
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