Práticas humanizadas no nascimento de crianças com síndrome de Down


A maior parte dos profissionais de saúde não recebe treinamento específico sobre a síndrome de Down (SD). Estudo no Reino Unido, mostrou que nem os profissionais envolvidos diretamente no parto são bem treinados na área, aumentando o número de procedimentos errôneos e afetando a forma como a família recebe as primeiras notícias e cuidados (Bryant et al., 2016).

Estudos na área são necessários e o treinamento dos profissionais é fundamental para evitar iatrogenias (erros e complicações após procedimentos da área médica). Por exemplo, bebês hospitalizados podem passar por procedimentos dolorosos, como extração de sangue, canalização venosa, punção de calcanhar, intubaçao orotraqueal para oxigenoterapia. Bebês típicos rapidamente gritam de dor, mas aqueles com síndrome de Down podem aparentar não sentir dor, recebendo menos cuidados. Porém, pesquisadores já demonstraram desde 2015 que, apesar de bebês com SD não serem tão rápidos em perceber a dor após uma punção, quando a dor é finalmente percebida, persiste por mais tempo. Assim, essa situação deve ser levada em consideração no planejamento de terapias (Cordeiro, Villar, García, 2015).

No Brasil, as associações de Síndrome de Down têm cumprido um papel importante na pesquisa e divulgação de informações e conteúdos da área. As instituições de ensino precisam ter maior cuidado na divulgação de informações uma vez que mais de 300.000 brasileiros possuem a trissomia do cromossomo 21. Profissionais de saúde já formados precisam assumir a responsabilidade pela própria atualização para que possam acolher, estimular, incluir e proporcionar tratamentos mais adequados a cada particularidade observada.

Compartilhe e ajude este trabalho a continuar.
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Regressão em adolescentes com síndrome de Down

Um número crescente de relatos clínicos tem mostrado regressão inesperada em adolescentes e adultos com síndrome de Down (SD). A regressão pode envolver alterações no funcionamento cognitivo e adaptativo, na função motora, nas habilidades de comunicação ou no comportamento.

Os pais devem observar modificações relacionadas ao comprometimento cognitivo-executivo, assim como maior retraimento social, perda de linguagem funcional e de habilidades adaptativas previamente adquiridas. Em geral, caracteriza-se a regressão quando as alterações possuem duração superior a 3 meses (Chicoine & Capone, 2018).

1-s2.0-S0891584918323256-fx1.jpg

Um dos fatores responsáveis pela regressão pode ser a neuroinflamação gerada pelo acúmulo de metais pesados no tecido nervoso. O cérebro de pessoas com síndrome de Down é mais vulnerável ao estresse oxidativo, a carências nutricionais e à intoxicação por metais pesados. Em camundongos Ts1Cje, usado como modelo genético para o estudo da SD, há maior acúmulo de cobre no hipocampo e no córtex cerebral. O cobre aumenta a quantidade de radicais livres circulando no cérebro, oxida lipídios e aumenta o acúmulo de de emaranhados de proteína tau, envolvida em alterações comportamentais e no aumento do risco da doença de Alzheimer.

O cobre é importante para o cérebro mas deve estar dentro das células. Em pessoas com Alzheimer o equilíbrio do cobre parece estar comprometido, com excesso de cobre no amilóide (Bush, 2013). Discuto muitas questões relacionadas à suplementação de compostos específicos no curso online. Saiba mais aqui.

Compartilhe e ajude este trabalho a continuar.
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Sarcopenia em adultos com síndrome de Down

A sarcopenia é o termo utilizado para descrever a degeneração da musculatura. Está associada ao envelhecimento, à desnutrição e também ao sedentarismo. Na síndrome de Down observa-se um envelhecimento prematuro, que envolve declínios cognitivos importantes, perda de massa magra, força e desempenho físico.

Um estudo recente avaliou 105 indivíduos adultos com síndrome de Down. Observou-se menor massa magra, menor força de preensão manual, redução da velocidade de marcha em relação à população controle (Coelho-Junior et al., 2019). Recomenda-se que a avaliação da massa muscular e do status funcional seja feita rotineiramente em adultos com síndrome de Down.

Para a prevenção de perdas mais bruscas a atividade física associada à alimentação adequada deve fazer parte dos cuidados de saúde por toda a vida. Discuto muitas questões relacionadas à suplementação de compostos específicos no curso online. Saiba mais aqui.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/

Prevalência da doença de Alzheimer em pessoas com síndrome de Down

A síndrome de Down (SD) resulta da trissomia do cromossomo 21. Por volta do ano 1950 a expectativa média da população com síndrome de Down era de 10 anos e a principal causa de morte era o defeito cardíaco congênito. Com os avanços da medicina a expectativa de vida aumentou para aproximadamente 65 anos e novos desafios começaram a se apresentar, como a epilepsia e problemas respiratórios. Outro problema é a alta incidência da doença de Alzheimer que atinge quase 80% dos idosos com síndrome de Down (Rafii et al., 2018). Entre estes, entre 50% e 88% desenvolverão demência.

Cientistas têm trabalhado para compreender melhor os determinantes da demência em pessoas com trissomia do cromossomo 21. Atualmente a neuropatologia da doença de Alzheimer na SD é atribuída à triplicação do gene da proteína precursora amilóide (APP) e de outros genes no cromossomo 21.

Outros fatores de risco de demência, também vistos na população sem SD incluem a presença do alelo da apolipoproteína E (APOE) ε4, a hiperglicemia e o alto consumo de gordura saturada. o alelo APOE4 aumento a mortalidade em pessoas com SD em até 7 vezes. Outra associação perigosa é Alzheimer + epilepsia. Os resultados de pesquisas recentes nesta área confirmam a necessidade urgente de ensaios clínicos que estudem a prevenção e diminuição da velocidade de progressão do Alzheimer em pessoas com SD (Hithersay et al., 2019).

Na área de nutrição os estudos focam no uso de alimentos e suplementos para a redução do estresse oxidativo, controle da glicemia, melhoria da função mitocondrial e redução do acúmulo de placas beta amilóides no cérebro.

Discuto muitas questões relacionadas à suplementação de compostos específicos no curso online. Saiba mais aqui.

Compartilhe e ajude este trabalho a continuar.
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, mestre em nutrição humana, doutora em psicologia clínica e cultura, pós-doutora em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em Coaching e Yoga. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/contato/