Consumo excessivo de colesterol pode aumentar o risco de Alzheimer

Pesquisa realizada em ratos demonstrou que o consumo crônico de uma dieta rica em colesterol aumentou o risco de déficits de memórias e de doença de Alzheimer. As causas dos Alzheimer são desconhecidas porém dentre as hipóteses está o processo inflamatório e o estresse oxidativo. De acordo com o estudo a hipercolesterolemia aumentou a inflamação local, o que causou microhemorragias no tecido cerebral. Pode-se então especular que as dietas ricas em colesterol, presente por exemplo no ovo, no bacon, nos laticínios integrais e nas carnes gordas, associados a outros fatores de risco contribui para doenças como derrames silenciosos e outros danos cerebrais que podem eventualmente levar anos depois ao Alzheimer. 

Para contrabalançar os efeitos do colesterol aumente o consumo de temperos: açafrão (rico em curcumina) e colorau (rico em tocotrienóis) reduzem a inflamação e o risco de várias doenças crônicas. Claro, ao considerarmos a natureza multifatorial da doença de Alzheimer, precisamos pensar em estratégias integrativas que mantenham estresse baixo, peso adequado, glicemia normal e inflamação sob controle. Uma das dietas preconizadas é a ketoflex, associada à atividade física, yoga e meditação para o combate ao estresse, sono de qualidade e exercícios cognitivos.

Ebook: Nutrição no Alzheimer

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Diminuir o consumo de carboidratos refinados é essencial para o emagrecimento

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Alimentos como biscoitos, bolos, tortas doces e salgadas, pizzas e pães feitos com farinha branca são a perdição de muita gente. Tais alimentos possuem carboidratos de rápida absorção, os quais estimulam o estoque na forma de gordura, principalmente na região abdominal. Por isto, uma das estratégias para quem quer perder peso é reduzir o consumo dos mesmos. Estudo publicado esta semana no New England Jornal of Medicine  comprova justamente isto. Durante a pesquisa 772 famílias européias foram acompanhadas por 8 semanas. Foi proposta uma dieta hipocalórica para cada um dos indivíduos. As dietas diferenciavam-se da seguinte forma:

Tipo 1 - Pouca proteína (13% das calorias) e dieta com alto índice glicêmico (rica em carboidratos refinados)

Tipo 2 - Pouca proteína (13% das calorias) e dieta com baixo índice glicêmico. 

Tipo 3 - Muita proteína (25% das calorias) e dieta com baixo índice glicêmico

Tipo 4 - Muita proteína (25% das calorias) e dieta com alto índice glicêmico

Tipo 5 - Dieta hipocalórica padrão sem nenhuma restrição quanto ao tipo de carboidrato

Foi observado que 548 adultos (71% da amostra inicial) conseguiu seguir a dieta sendo que o grupo 3 foi o mais bem sucedido. O pior resultado foi dos participantes do grupo 1, sendo que foi o grupo que mais ganhou peso após o término do período de estudo. Os pesquisadores concluíram que um modesto aumento na quantidade de proteínas na dieta e a redução dos carboidratos de alta absorção é uma estratégia fundamental para a perda e para a manutenção do peso perdido. 

Outra etapa do estudo envolveu as crianças destas famílias. O estudo a ser publicado na revista Pediatrics mostrou que as crianças que seguiram o mesmo padrão dietético dos pais com a dieta do tipo 3 normalizaram o peso, mesmo que não tenham contado calorias. Isto porque carboidratos de baixo índice glicêmico e proteínas conferem mais saciedade do que carboidratos de absorção rápida, o que fez com que as crianças diminuíssem o consumo de calorias ao final do dia. 

Para saber mais: 

Thomas Meinert Larsen, Stine-Mathilde Dalskov, Marleen van Baak, Susan A. Jebb, Angeliki Papadaki, Andreas F.H. Pfeiffer, J. Alfredo Martinez, Teodora Handjieva-Darlenska, Marie Kunešová, Mats Pihlsgård, Steen Stender, Claus Holst, Wim H.M. Saris, Arne Astrup. "Diets with High or Low Protein Content and Glycemic Index for Weight-Loss Maintenance." N Engl J Med, 2010; 363:2102-2113, Publicado online no dia 25/11/2010. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Carotenóides contra o câncer

Um componente comum das doenças crônicas - como o câncer e as doenças cardiovasculares - é o dano causado pelos radicais livres ao nosso DNA, às proteínas e às gorduras presentes nas células. Os carotenóides, como o beta-caroteno, o alfa-caroteno e o licopeno, atuam como antioxidantes que protegem todas estas estruturas, contrabalançando os danos. O benefício da suplementação de carotenóides é muito controverso por isto o ideal é melhorar o consumo de frutas e verduras amarelas, alaranjadas e vermelhas.

Em um estudo realizado com 15.318 adultos e publicado este mês, o risco de morte era muito menor naqueles com maiores níveis sanguíneos de alfa-caroteno. Alfa e beta caroteno são similares estruturalmente porém o carotenóide do tipo alfa parece mais eficiente na inibição do câncer, especialmente no cérebro, fígado, pulmão e pele. Alimentos com conteúdo interessante de alfa e beta carotenos incluiem cenouras, batata doce, abóbora, brócolis, feijão verde, espinafre e outros folhosos, em geral.

Para saber mais: Chaoyang Li, MD, PhD; Earl S. Ford, MD, MPH; Guixiang Zhao, MD, PhD; Lina S. Balluz, MPH, ScD; Wayne H. Giles, MD, MS; Simin Liu, MD, ScD. Serum {alpha}-Carotene Concentrations and Risk of Death Among US Adults The Third National Health and Nutrition Examination Survey Follow-up StudyArch Intern Med., November 22, 2010.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/