Seu corpo quer ser gordo?

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Alguns clientes dizem em nossas conversas: “Andreia, já tentei de tudo. Acho que meu corpo quer ser gordo mesmo". Pois é, se você já tentou perder 30, 10 ou mesmo 1 kg já percebeu que o corpo resiste à perda de peso. Concordo: o culpado não é sua falta de força de vontade, é a evolução.

Nosso hipotálamo, estrutura do cérebro que sintetiza vários hormônios, está regulado para nos preservar, para nos manter vivos. Quando perdemos gordura nossas células produzem menos leptina. Sem este sinalizador o hipotálamo faz com aumentar nossa vontade de comer. Existem as pessoas que produzem até bastante leptina, mas são insensíveis a ela. Isso mesmo, assim como existe a resistência à insulina, existe a resistência à leptina. É por isso que muita gente tem uma fome que nunca passa. Isso varia muito com a genética.

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Por exemplo, o receptor da melanocortina 4 (MC4R) comunica-se com a leptina aumentando a saciedade. Pessoas com defeitos no gene para o MC4R possuem mais compulsão alimentar. Parece que 6% das crianças e adultos obesos possuem mutações do MC4R. E não há o que fazer quanto a isso. Não podemos mudar a genética. Mas - pera aí - podemos mudar o ambiente! Dá para manter a forma mesmo com alterações genéticas? Sim! Dá mais trabalho mas é uma opção. Enquanto algumas pessoas são magras comendo batata frita no sofá, outras precisarão optar por exercícios de alta intensidade na maior parte dos dias da semana. Principalmente se quiserem manter o peso a longo prazo.

Adotar dieta antiinflamatória e suplementos adequados, incluindo curcumina C3 com bioperina é fundamental, pois estão associados a redução da leptina em pacientes inflamados (Shadnoush et al., 2020). Precisa de ajuda? Marque aqui sua consulta de nutrição online.

Claro, nem todo mundo conseguirá perder muito peso e, na verdade, nem todo mundo precisa. O objetivo não é necessariamente estar magro, mas estar saudável. Para obesos, a perda de 10 kg reduz enormemente o risco de diabetes, doenças cardíacas e pressão alta. O ponto é não desistir só porque você não se parece com a Gisele Bündchen. Tendemos a nos concentrar na aparência, porque é o que todo mundo percebe. Mas desafie suas crenças de que não é bom/bonito/legal/interessante o suficiente. De que nunca emagrecerá. De que ninguém nunca gostará de você. Assim, fica muito difícil ser saudável. Aprenda mais sobre o tema nos meus cursos online sobre emagrecimento e alimentação consciente:

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Segunda-feira chegou: 10 dicas de emagrecimento

Dietas malucas não funcionam por muito tempo. Apesar da febre fitness mais de 50% dos adultos no Brasil está acima do peso. Então, o ideal é adotar hábitos que possa levar para a vida toda. Aqui estão dicas para perda de peso baseadas nas evidência científicas sobre o tem:

1. Hidrate-se bem durante todo o dia e beba água antes das refeições. Pessoas desidratadas ficam com o metabolismo até 30% mais lento. Então carregue sua garrafa de água para onde for. Meia hora antes das principais refeições tome um a dois copos de água. Quem tem esse hábito consome menos calorias e perde até 44% mais peso.

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2. Combine no seu café da manhã alimentos saudáveis, antiinflamatórios e com boas proteínas. Que tal um omelete com cebola, tomate e um chá de ervas. O café também possui antioxidantes. Além disso, a cafeína pode aumentar o metabolismo em cerca de 3%. Mas não vale adicionar açúcar! Outra opção seria os chás da planta camellia sinensis (chá verde, chá preto, chá branco, chá oolong) ou o chá de hibiscus que também contém antioxidantes e cafeína. Os mesmos podem ser consumidos quentes ou frios, puros ou batidos com folhas verdes.

3. Quem acorda sem fome alguma pode aproveitar para tentar o jejum. Coma só quando ficar com fome. Pode ser às 10h, por exemplo. Agora, se você acorda com fome, não recomendo. Lembre, para ser uma perda de peso definitiva os hábitos precisam ser para a vida. E quando há sofrimento rapidamente desistimos.

4. Reduza os doces. Por essa você já esperava. E não tem jeito, se você está sempre comendo sobremesas, balas, chocolates ou adicionando açúcar em tudo, haverá constante estímulo de insulina e acúmulo de gordura em suas reservas. O início pode ser difícil mas quanto menos comer menos sentirá falta. Também é importante reduzir os carboidratos refinados, substituindo-os por versões integrais ou tubérculos. Por exemplo, trocar pão branco por mandioca faz diferença!

5. Use pratos e copos menores. Quando vamos a um restaurante self-service que disponibiliza pratos gigantes acabamos comendo mais pois parece que o prato está vazio quando colocamos as porções convencionais. Reduzir os utensílios tem o efeito psicológico contrario. O prato parecerá cheio e você comerá menos.

6. Mantenha alimentos saudáveis ​​por perto caso você fique com fome. Quando você programa suas refeições e lanches fica muito mais fácil manter a dieta. Na hora da fome, quem não programou nada acaba pegando a opção mais fácil que encontrar. E as opções mais fáceis costumam ser justamente as mais calóricas e menos nutritivas. Leve com você seu almoço ou opções para o lanche como frutas, castanhas, cenourinhas picadas, tomate cereja, iogurte, ovo cozido.

7. Diariamente, consuma alimentos ricos em fibras. O intestino precisa estar funcionando bem para que o emagrecimento seja duradouro. Frutas e verduras são muito importantes. Aveia, batata doce com casca, leguminosas, cogumelos são opções interessantes. Verduras podem ser consumidas na salada, no macarrão, no sanduíche, nos sucos, nas sopas…

8. Troque as frituras por versões dos alimentos assadas ou cozidas. Você reduz calorias e também a quantidade de gordura saturada e trans na alimentação.

9. Faça atividade física regularmente. Além de gastar calorias você ganha músculos, que são ótimos para manter a queima de gordura. O exercício também melhora a circulação sanguínea, ajuda a prevenir diabetes, hipertensão, câncer e Alzheimer. Além disso, reduzem o estresse e a compulsão alimentar.

10. Corrija deficiências nutricionais. Um nutricionista fará uma avaliação completa baseada em dados antropométricos (peso, altura, circunferências, dobras cutâneas), dados dietéticos, clínicos e bioquímicos. A partir disso, conseguirá prescrever suplementos que ajudem a reequilibrar o corpo para que funcione melhor e a queima de gordura seja facilitada. Deficiências comuns que atrapalham o emagrecimento são vitamina D, ômega-3, zinco, selênio, cromo, vanádio, vitamina C. Fitoquímicos e suplementos como carnitina também poderão ser considerados.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

"Meu filho não come nada! Não sei mais o que fazer!" - Conheça a Terapia de Integração Sensorial

O consumo alimentar inadequado e as carências nutricionais afetam negativamente o crescimento, a aprendizagem e o desenvolvimento de crianças. O baixo consumo de alimentos saudáveis em quantidades adequados podem afetar pessoas de qualquer classe social. Influem no consumo alimentar inadequado a renda, os hábitos familiares, o baixo conhecimento nutricional, doenças como refluxo, carências nutricionais (como ferro ou zinco) que interfiram na sensibilidade de paladar, genética influindo em preferências alimentares e a desordem de processamento sensorial, foco deste texto.

A Desordem de Processamento Sensorial (DPS), também chamada de Disfunção da Integração Sensorial ou simplesmente Disfunção Sensorial é uma desordem neurológica que gera dificuldades na assimilação, processamento e resposta às informações sensoriais provenientes do ambiente e dos sentidos do próprio corpo do indivíduo.

A criança pode ter, por exemplo, maior dificuldade em regular e organizar as respostas do estímulo sensorial (auditivo, táctil, olfativo, gustativo, visual, vestibular e proprioceptivo).  Pode acontecer:

* Hiper-responsividade sensorial: é uma tendência para responder estímulos sensoriais mais rapidamente, mais intensivamente e com longa duração. É por isto, que algumas crianças não aceitam determinados sons, cores, sabores ou texturas.

* Hiporesponsividade sensorial: tendência a não responder ao estímulo sensorial. Pode ocorrer inclusive da criança não sentir dor, expondo-se à riscos de morte.

* Desejo pela sensação/busca sensorial: tendência de desejar estímulos sensoriais intensos e incomuns. Por isto, algumas crianças desenvolvem picamalácia e ingerem produtos impróprios como terra, sabão, grãos crus...

A DPS é mais comuns em pessoas no Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e na Síndrome de Down.  Em decorrência da DPS pode haver rejeição de um ou vários tipos de alimentos, aumentando o risco de desnutrição em crianças que limitam o consumo alimentar. Por outro lado, outra crianças aceitam apenas alimentos amiláceos ou açucarados como pães, bolos, biscoitos ou doces aumentando o risco de ganho excessivo de peso. Nas duas situações também há uma alta incidência de carências de vitaminas e minerais.

Faz parte da terapêutica nutricional de crianças com DPS o enriquecimento da dieta, a correção de carências nutricionais, por meio de suplementos alimentares e a educação da família sobre as dificuldades sensoriais da criança. O nutricionista deve encaminhar a criança ao terapeuta ocupacional sempre que for detectado:

  • Baixo peso ou perda de peso intensa

  • Engasgos, vômitos, refluxo

  • Trauma por incidente (asfixia)

  • Falta de coordenação para comer e respirar

  • Inabilidade para consumir alimentos pastosos aos 10 meses

  • Inabilidade para consumir alimentos sólidos aos 12 meses

  • Inabilidade de usar o copo aos 16 meses

  • Aversão ou evitação de todos os alimentos com determinada textura ou de determinado grupo

  • Consumo de menos de 20 alimentos diferentes aos 18 meses

  • Choro na maior parte das refeições

Nestes casos, o nutricionista não consegue trabalhar sozinho necessitando da ajuda de um terapeuta ocupacional. O questionário "perfil sensorial" permite ao terapeuta ocupacional uma avaliação da capacidade de processamento sensorial de cada paciente. As intervenções terapêuticas e as atividades sensório-motoras conduzidas pelo terapeuta ocupacional aumentam gradativamente a aceitação a diferentes texturas, cores, sabores, sensações e aromas. O tratamento deve ser altamente individualizado, positivo, descontraído e inclui muitas brincadeiras.

O tratamento multidisciplinar é sempre muito mais eficaz. Profissionais que aprendem  a trabalhar juntos beneficiam beneficamente seus trabalhos e a vida de seus pacientes. Hoje entrevistei a Laura Monteiro, uma terapeuta ocupacional de BH, que explicou o que é a terapia de integração sensorial:

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