Crianças palestinas com precário estado nutricional

Palestina é a denominação histórica dada pelo Império Britânico a uma região do Oriente Médio situada entre a costa oriental do Mediterrâneo e as marges do Rio Jordão. Por ser um estreito trecho de favorável passagem entre a África e Ásia, foi palco de um grande número de conquistas, pelos mais variados povos. A área encontra-se hoje dividida em três partes: uma parte integra o Estado de Israel;  duas outras (a Faixa e Gaza e a Cisjordânia), deveriam integrar um estado palestiniano-árabe a ser criado. Porém Israel ocupou militarmente a região que vem sofrendo ataques terroristas. Grande parte da população fugiu permanecendo em campos de refugiados, em situação precária. O problema nas diversas esferas faz com que o estado nutricional da população também seja comprometido. Estudo publicado na revista The Lancet, mostrou que 1 em 4 crianças palestinas não fazem o café da manhã, 1 em 10 é anêmica e 1 em 17 está desnutrida. O precário estado nutricional é refletido na dificuldade de aprendizagem. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Suplemento a base de soja é eficiente para reduzir calores na menopausa

De acordo com os ensaios publicados no Journal of Nutrition, suplemento dietético SE5-OH contendo S-equol, desenvolvido a base de soja, pode ser apropriado para mulheres na menopausa.

A soja contém naturalmente a isoflavona daidzeína. Certas bactérias presentes do nosso trato digestório conseguem converter a daidzeína no S-equol [7-hydroxy-3-(4'-hydroxyphenyl)-chroman]. Parece que o S-equol se liga a receptores b para estrógenos, suprindo a falta do hormônio na menopausa. Estudos japoneses mostraram maior bem-estar nas mulheres que produziam  S-equol em comparação às que não produziam.

A produção de S-equol depende dos tipos de bactérias presentes no intestino. Estima-se que 50% das asiáticas e 20 a 30% das norte-americanas são capazes de produzir o composto. Para aquelas que não podem produzir o composto uma alternativa seriam suplementos de S-equol. Isto seria importante pois alguns estudos mostrando que o mesmo reduz a perda óssea na pós menopausa, reduz a perda de massa magra, diminui a severidade e frequência de calores na menopausa. Enquanto o produto não chega ao mercado e testes sobre sua eficácia, tolerância e efeitos adversos sejam feitos o ideal é cuidar do intestino para que o mesmo tenha todas as bactérias necessárias à produção de S-equol, assim como de vitaminas e ácidos graxos de cadeia curta.

Outras consequências da queda de estrogênio (em homens e mais comumente em mulheres, na perimenopausa e menopausa) estão dor nos seios, fadiga e problemas de sono, mudanças de humor, depressão, problemas de memória, dores de cabeça, suores noturnos, infecções frequentes urinárias, atrofia vaginal...

Como os alimentos ricos em fitoestrógenos ajudam na modulação hormonal, capriche em: isoflavonas (encontradas na soja e outras leguminosas, como grão de bico, feijão mungo e alfafa), coumestanas (encontradas em brotos de alfafa, trevos e brotos germinado), lignanas (encontradas em sementes de linhaça, chia, sementes de abóbora, girassol, gergelim), frutas como morangos, maçã, romã, cranberries e vegetais como cenoura, couve-flor, brócolis, couve de Bruxelas e repolho.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Fitoquímicos reduzem inflamação e risco de doenças

Compostos naturais das plantas (fitoquímicos) são fundamentais para a diminuição da inflamação crônica no organismo. É sabido que a inflamação aumenta o risco de doenças como  câncer, doenças cardiovasculares, resistência à insulina, diabetes, artrite, artrose, Alzheimer dentre outras.  

Seis destes compostos - luteolina (chá de camomila, pimentão verde), quercetina (maçãs, cebola), crisina (maracujá), eriodicitol, hesperetina e naringenina (estas três encontradas nas laranjas, limão e outras frutas cítricas) atuam como agentes antiinflamatórios. Estes 6 fitoquímicos conseguem atuar na enzima TBK1 inibindo a habilidade da mesma sinalizar a inflamação. Dentre eles, parece que a luteolina é o principal inibidor do TBK1. O ácido elágico dos morangos também parece ter o mesmo efeito.

Outras estratégias importantes para o combate à inflamação:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/