Receptor exclusivo para glutamato é descoberto na língua

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A palatabilidade e aceitação de um determinado alimento depende de vários fatores, porém existem sabores básicos, mais aceitos. Nossa língua é forrada por receptores capazes de sentir sabores específicos. Agora um receptor foi encontrado especificamente para o glutamato. De acordo com Ana San Gabriel, existem outros receptores ativados quando o glutamato está presente na dieta, porém os mesmos não são específicos já que precisam estar em contato com nucleotídeos e outros aminoácidos para serem ativados.

O glutamato é um aminoácido não essencial, estável e de fácil dissolução. Na culinária é usado por alguns restaurantes para reduzir o tempo de cocção de alguns alimentos ou para ressaltar sabor e cor. O problema é que o uso do glutamato aumenta a perda de vitaminas e ainda pode ser perigoso contribuindo para o aumento da pressão em indivíduos hipertensos.

Existem ainda controvérsias sobre a segurança do glutamato, porém de acordo com os mesmos pesquisadores responsáveis pelo artigo publicado no American Journal of Clinical Nutrition, o sabor umami, do glutamato está presente desde a mais tenra idade, visto que é encontrado também no leite materno. Um bebê de 5kg que mama cerca de 800 ml de leite, ingere aproximadamente 0,16 g de glutamato ao dia. Dependendo do tipo de alimento consumido, a ingestão de adultos varia em torno de 10 gramas ao dia (100 a 150 mg/kg/dia). Já o consumo do condimento glutamato de sódio varia entre 0,4g/dia nos EUA, 0,6g na Inglaterra, 1,5g no Japão e 3g em Taiwan.

Referência principal:

Ana San Gabriel, Takami Maekawa, Hisayuki Uneyama, y Kunio Torii. Metabotropic glutamate receptor type 1 in taste tissue. American Journal of Clinical Nutrition, 2009; 90 (3): 743S.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Cafeína para prematuros?

O consumo de cafeína na gestação deve ser evitado pois o hábito aumenta o risco de parto prematuro e bebês de baixo peso. Agora um novo estudo mostrou que a administração de cafeína à ratos recém nascidos teve um efeito adverso ao longo de toda a vida dos animais que mostraram maior dificuldade para dormir e mais problemas respiratórios. Problemas para dormir são indicativos de pobre saúde e menor sobrevida.

Como problemas respiratórios são a principal causa de hospitalização e morte em bebês prematuros, uma das terapias é a administração de cafeína, justamente por suas propriedades estimulantes. Porém, seus efeitos a longo prazo não haviam sido estudados. Como os cientistas mostraram preocupação com os resultados do estudo indicam-se melhores acompanhamentos de crianças afim de definir o impacto da administração de cafeína no desenvolvimento e comportamento a longo prazo.

Para saber mais: MONTANDON, G.; HORNER, R.L.; KINKEAD, R.; BAIRAN, A. Caffeine in the neonatal period induces long-lasting changes in sleep and breathing in adult rats. J Physiol, published ahead of print, September 21, 2009.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Sem abusar dos suplementos

Já falei de alguns estudos parecidos este ano, mas as evidências são grandes e as pesquisas saem uma atrás da outra. Agora o foco é na vitamina A que, lógico, não pode faltar em nosso organismo. A mesma desempenha funções essenciais na produção de energia, no combate aos radicais livres, no desenvolvimento do feto, no bom funcionamento da visão, além de nos proteger contra infecções. Estudos mais recentes mostram que a vitamina A é essencial para a bom performance metabólica das mitocôndrias (nossa usina energética, onde a maior parte do ATP produzido). De acordo com um estudo publicado última quarta feira (07/10/2009) quando há falta ou excesso de vitamina A, a mitocôndria não funciona apropriadamente, diminuindo a eficiência de todos os órgãos. Assim, de acordo com os autores, o uso de muitos suplementos ou alimentos fortificados com vitamina A pode ter efeitos muito negativos, e até letais.

Artigo: Rebeca Acin-Perez, Beatrice Hoyos, Feng Zhao, Valerie Vinogradov, Donald A. Fischman, Robert A. Harris, Michael Leitges, Nuttaporn Wongsiriroj, William S. Blaner, Giovanni Manfredi, and Ulrich Hammerling. Control of oxidative phosphorylation by vitamin A illuminates a fundamental role in mitochondrial energy homoeostasis.The FASEB Journal, 7/10/2009.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/