Altos níveis de Bisfenol A na urina aumentam o risco de doenças crônicas

Altos níveis urinários de Bisfenol A (BPA), um composto químico comumente utilizado na fabricação de embalagens plásticas para alimentos e bebidas, está associado a um maior risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e anormalidades hepáticas. Entre 40 e 90% das pessoas em diferentes estudos possuem BPA no organismo.

A entrada do BPA no corpo ocorre no contato do plástico ou metal com o alimento. Em especial quando a comida passa muito tempo ali, ou muda de temperatura. Embora o bisfenol esteja proibido em mamadeiras desde 2012, ele ainda é permitido em alguns níveis na composição de outros utensílios. Com o tempo, vai acumulando-se no corpo.

Efeitos do BPA no organismo

Estudos comprovam que o BPA é um poderoso disruptor endócrino, ou seja, altera a distribuição de hormônios pelo organismo, causando diversos problemas de saúde. O site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo (SBEM-SP) lista os principais impactos da substância nos sistemas hormonais, afetando os hormônios da tireoide, a liberação de insulina pelo pâncreas e proliferação de células de gordura.

Utensílios para evitar

  • Potes e pratinhos de plástico e recipientes metálicos, que não tiverem o selo “livre de BPA”. Evite aqueles com o número 3 ou 7 no triângulo de reciclagem. Se possível, substitua os recipientes da casa pelos de vidro ou polipropileno. 

  • Papel alumínio, pois também contém BPA.

  • Troque a panela de alumínio pelas de vidro, de cerâmica revestida ou de inox. Esses materiais não liberam substâncias prejudiciais à saúde nem soltam partes do seu revestimento.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Idosos com dietas restritas em calorias precisam se exercitar mais para minimizar a perda de massa muscular

Idosos sedentários e com excesso de peso estão em maior risco de desenvolvimento de doenças crônicas. Para melhorar a qualidade de vida recomenda-se a associação entre atividade física e alimentação saudável. Os que, além da dieta balanceada, praticam exercícios físicos de forma regular conseguem perder mais gordura do que aqueles que apenas controlam a alimentação porém não se exercitam.  Além disso, mantém a massa magra por mais tempo.

Para os idosos que estão fazendo dietas para emagrecimento a atividade física é ainda mais importante. Estudo publicado no J. of Applied Physiology mostrou que idosos que não se exercitam acabam perdendo muita massa muscular e, isto interfere diretamente na capacidade dos mesmos realizarem atividades simples do dia-a-dia (Amati et al., 2008).

Apesar da sarcopenia fazer parte do processo fisiológico do envelhecimento o estilo de vida saudável pode retardar o processo. O termo Sarcopenia, deriva do grego (sarkpenia – sark=carne /penia=perda) e diz respeito à perda de massa muscular levando, como conseqüência, à uma diminuição da sua função.

O processo é mais marcante após a 4ª e 5ª décadas da vida, sendo um processo multifatorial. Diversos fatores estão ligados a este evento, podendo ser citados a queda na produção hormonal, dietas hipocalóricas ou restritas em proteínas, o sedentarismo, além de co-morbidades desencadeadas por doenças como diabetes, hipotireoidismo, erros do metabolismo, doenças de má absorção ou doenças imunológicas.

A prescrição de exercícios adequados para cada idoso ocorre após avaliação cardiológica e física. Já a prescrição dietética acontece após a avaliação do estado nutricional do idoso. Para individualização busque profissionais de saúde qualificados.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Estilo de vida saudável diminui mortes prematuras em mulheres

Quase metade dos óbitos em mulheres em decorrência de doenças crônicas como câncer e problemas do coração pode ser evitado com um estilo de vida saudável que inclui abstensão do tabagismo, manutenção de um peso saudável, prática de atividade física moderada e adoção de uma alimentação com pouca carne vermelha e gorduras trans.

No estudo, publicado esta semana no site do British Medical Journal, 80.000 mulheres com idades entre 34 e 59 anos, foram acompanhadas por 24 anos. Todas as participantes preencheram questionários com informações sobre a alimentação, consumo de álcool, história de doenças prévias, dentre outras informações. Durante o período ocorreram 8.882 mortes, incluindo 1.790 por doenças cardiovasculares e 4.527 por câncer. Destas 28% poderiam ter sido evitadas se as mulheres não tivessem fumado, se tivessem praticado atividade física, seguido uma alimentação balanceada e mantido o peso ideal durante a vida. Interessantemente, mulheres com consumo de baixo a moderado de álcool (até 1 drinque ao dia) tiveram uma menor chance de morrer por doenças cardiovasculares do que mulheres que nunca faziam uso das bebidas.

Para saber mais: http://www.bmj.com/cgi/content/abstract/337/sep16_2/a1440

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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