Propriedades do alho

O alho, além de ser um tempero versátil e saboroso, é conhecido por suas diversas propriedades funcionais que o tornam um alimento com inúmeros benefícios para a saúde.

O que são componentes funcionais?

São substâncias presentes em alimentos que exercem efeitos benéficos para a saúde além de suas funções nutricionais básicas. No caso do alho, essas propriedades estão relacionadas a compostos como a alicina, que se forma quando o dente de alho é amassado ou picado.

Quais são os principais benefícios do alho para a saúde?

  • Ação antioxidante: O alho é rico em antioxidantes que combatem os radicais livres, ajudando a prevenir o envelhecimento precoce e doenças crônicas como o câncer.

  • Propriedades anti-inflamatórias: A alicina presente no alho possui ação anti-inflamatória, o que pode ajudar a aliviar dores e inchaços.

  • Saúde cardiovascular: O alho contribui para a saúde do coração, ajudando a reduzir os níveis de colesterol ruim, controlar a pressão arterial e prevenir a formação de coágulos sanguíneos.

  • Fortalecimento do sistema imunológico: O alho estimula o sistema imunológico, aumentando a produção de células de defesa e protegendo o organismo contra infecções.

  • Controle da diabetes: Alguns estudos sugerem que o alho pode ajudar a controlar os níveis de açúcar no sangue e melhorar a sensibilidade à insulina.

  • Propriedades antimicrobianas: O alho possui ação antimicrobiana, sendo eficaz contra bactérias, vírus e fungos.

Como consumir alho para obter seus benefícios?

O alho pode ser consumido de diversas formas e cada ela possui suas vantagens e desvantagens, que destaco na tabela:

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

A complexa relação entre cérebro e intestino

Vivem no intestino aproximadamente 100 trilhões de bactérias. Vivem em nossa casa mas nos ajudam a metabolizar alimentos, a produzir vitaminas, a manter o sistema imune saudável, a produzir neurtoransmissores. Até 80% da Dopamina e 90% da Serotonina do corpo são produzidas pelas bactérias intestinais. Apesar desses neurotransmissores não atravessarem a Barreira Hemato Encefálica, sinalizam, estimulam, enviam sua informação via neurônios do Sistema Nervoso Entérico. ⁣⁣⁣ ⁣⁣⁣ Essa Comunicação entre a Microbiota e o eixo Cérebro-Intestino influencia diretamente na saúde e na doença, inclusive no grau de inflamação e sintomas de ansiedade e edepressão.

O que é a depressão?

A depressão é uma desordem do sistema nervoso central muito comum. Estima-se que atinja mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo. A depressão pode ser desencadeada por situações estressantes como problemas familiares, financeiros ou de saúde. Também pode ser oriunda de outros fatores, como carências nutricionais, desequilíbrios na produção de neurotransmissores ou entre diferentes sistemas. Por ser uma situação tão complexa, antidepressivos não funcionam em todos os casos. Estima-se que na verdade cerca de 40% dos indivíduos que tomam antidepressivos não alcancem os resultados esperados.

Por isto, o tratamento da depressão precisa trabalhar diferentes frentes. Descobertas recentes mostram que alterações do humor e desordens neurodegenerativas frequentemente associam-se à inflamação, ao estresse oxidativo e à disfunção mitocondrial.

A depressão tem sido associada a reduções na expressão dos fatores neurotróficos em várias áreas do cérebro. Estes fatores promovem a sobrevivência das células neuronais, crescimento de novas células nervosas e também atuam na plasticidade sináptica. Quando os fatores neurotróficos estão diminuídos as medicações não tem o mesmo efeito. A inflamação parece reduzir os fatores neurotróficos e, por isto, precisa ser combatida.

Nutrição e depressão

Carências nutricionais de ácidos graxos, vitamina B12, vitamina D e antioxidantes contribuem para maior estresse e maior inflamação. A inflamação intestinal também afeta a inflamação sistêmica. Por isto, a correção de deficiências de nutrientes e a restauração da saúde intestinal são consideradas fundamentais para a saúde emocional.

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Cérebro e trato digestório se influenciam mutuamente. Esta interação ocorre via nervo vago, sofre influências imunes e neuroendócrinas. Na presença de disbiose intestinal há maior passagem de toxinas para a corrente sanguínea e para o cérebro, o que gera maior resposta imune, maior geração de radicais livres e maior desequilíbrios emocionais. A flora intestinal (microbiota) saudável também contribui para a destoxificação (eliminação de toxinas) e também para a menor absorção de toxinas.

Vários compostos antiinflamatórios vem sendo pesquisados, no sentido de contribuir para o tratamento da depressão. Muitos estudos atuais mostram resultados positivos com o uso de suplementos e alimentos fontes de quercetina, o resveratrol, a epigalocatequina galato do chá verde, a curcumina do açafrão e a vitamina D.

A melatonina também possui benefícios antiinflamatórios e antioxidantes. Parece suprimir vias inflamatórias (como MMP-9) e proteger o intestino e também o cérebro. A melatonina é produzida no cérebro a partir da serotonina e esta reação requer SAMe, uma substância metiladora fundamental para nossa saúde física e mental.

SUPLEMENTOS USADOS PARA TRATAMENTO DA DEPRESSÃO NA EUROPA

Fora todos estes fatores, temos uma genética própria. Somos diferentes. Pessoas com polimorfismos, como o da 5,10-metileno-tetrahidrofolato redutase (MTHFR). A MTHFR é a enzima que converte a vitamina B9 inativa em sua forma ativa. Com isso contribui para diversas vias metabólicas inclusive para a produção de SAMe. Deseja fazer um teste genético? Marque uma consulta para conversarmos.

TÉCNICAS PARA ESTIMULAR O NERVO VAGO

1) SOM

- Encontre um local calmo

- Coloque sua música ou mantra favorito (KALYANI, et al, 2011).

- Feche os olhos

- Cante junto

2) YOGA

A respiração lenta, a entoação de mantras como o OM, as posturas (ásanas) e as técnicas de concentração ajudam a ativar o nervo vago (STREETER et al. 2010).

3) MODULAÇÃO INTESTINAL

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Gestantes obesas podem ter bebês biologicamente mais velhos

Nossa idade biológica está ligada ao tamanho dos telômeros, pequenas estruturas de DNA e proteínas localizadas nas extremidades dos cromossomos. Os telômeros se encolhem ao longo dos anos, conforme as células se dividem. Assim, a proteção dos cromossomos diminui. Telômeros mais curtos estão associados a doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e aterosclerose.

O comprimento dos telômeros ao nascer varia de pessoa para pessoa. Pesquisadores da Bélgica descobriram que gestante acima do peso podem dar a luz a bebês com telômeros 2,5 a 55,5% mais curtos (Martens et al., 2016). De acordo com Tim Nawrot os telômeros levam de 5 a 10 anos para decrescerem nesta proporção. A hipótese é que gestantes acima do peso, especialmente a obesa possuem um ambiente corporal mais inflamado e cheio de radicais livres, fatores que encurtam os telômeros.

Por isto, o ideal é que as mulheres programem-se para engravidar adotando hábitos saudáveis, como atividade física, descanso e alimentação balanceada. Para saber mais sobre os telômeros e como protegê-los assista o vídeo:

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Extra: no módulo 9 do meu curso de yoga converso mais sobre nutrição na gestação e ensino as técnicas de yoga e meditação apropriadas para a gestante praticar em casa.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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