Má alimentação reduz a qualidade de vida

A má alimentação é o fator que mais influi negativamente na qualidade de vida (Lim et al., 2012). O baixo consumo de frutas, o sobrepeso e a dieta rica em sódio estão entre os fatores que diminuem os anos de vida produtivos de uma pessoa e aumentam as deficiências. Outros fatores são mostrados na figura abaixo.

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Para saber mais sobre o assunto e a aprender como melhorar a alimentação assista o vídeo:

Estou no Chile, país que me acolhe até setembro. É minha quarta vez aqui mas como agora ficarei mais tempo estou fazendo tudo lentamente, conhecendo mais a forma de viver do Chileno, a história do país, as gírias, as músicas, as comidas, as feiras. Adoro as cores, as frutas diferentes, os nomes engraçados usados para os vegetais. E adoro conversar com os agricultores, amo experimentar as frutas enquanto me ensinam a escolher as mais maduras ou mais doces... a feira da foto achei hoje sem querer durante um passeio de bicicleta. Recomendo também o mercado central.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

O intestino fora de casa ou a constipação do viajante

Viajei recentemente com uma colega para um congresso e ela se queixou de que fora de casa o intestino não funciona. O banheiro é diferente, a comida é diferente, são muitas horas sentada no avião e a atividade física geralmente não acontece. Além disso, muitas vezes não se bebe água na quantidade adequada e com isso o intestino sofre mais.

O intestino é órgão responsável pela digestão e absorção de nutrientes. Pra que funcione bem precisa de fibras, precisa de água e também de uma microbiota (flora intestinal) equilibrada (Possemiers et al., 2011). 

As fibras alimentares aumentam o bolo fecal e o deixam mais macio. Além disso são nutrientes para as bactérias do intestino (Sonnenburg e Sonnenburg, 2014) que as utilizam para a produção de energia e de ácidos graxos de cadeia curta, que mantêm a microbiota saudável (Fechner, Fenske e Jahreis, 2013). 

Ácidos graxos de cadeia curta também suprimem a inflamação e reduzem o risco de câncer de cólon (Louis, Hold e Flint, 2014). Por isso, antes de viagens cuide mais do seu intestino, consumindo mais fibras, bebendo mais água e, se necessário, suplementando bactérias probióticas. O consumo de alimentos de origem vegetal é importantíssimo. Sem eles nossos intestinos "desnutrem" (Sonnenburg e Sonnenburg, 2014) e funcionam pior. Leve com você frutas nas viagens, leve suas castanhas, sua garrafa de água. Se acha que não se alimentará bem, que terá um consumo baixo de fibras, coloque na mala também uma caixa de farelo de aveia para colocar nas frutas, no iogurte, no suco ou água durante o dia (ou duas vezes ao dia, se precisar).

Agora, se o seu intestino realmente trava nas viagens, converse com seu nutricionista sobre o uso de simbióticos (Kellow, Coughlan e Reid, 2014), suplementos que combinam probióticos (bactérias boas) e fibras prebióticas, para prevenir a disbiose e a inflamação (Tan et al., 2014).

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

A era dos idosos e as tecnologias de comunicação em saúde

Com o envelhecimento populacional sistemas de saúde já sobrecarregados enfrentarão em breve uma onda mundial de aposentados mais velhos, com mais doenças e demandando novos bens e serviços que possam ajudá-los a permanecer saudáveis, ativos e independentes.

Dificuldades no acesso, cuidados excessivamente centrados em hospitais, escassez de recursos e medidas insuficientes na área de prevenção podem ser parcialmente remediadas pelo uso de tecnologias de saúde digital (e-Health). Tecnologias eletrônicas persuasivas podem ser intencionalmente projetadas para mudar a atitude ou o comportamento de uma pessoa (Fogg, 2009a; 2009b), como parar de fumar, consumir menos álcool, praticar atividade física, adotar uma dieta mais saudável, fazer exames preventivos. Estas medidas podem melhorar a qualidade de vida, retardar o desenvolvimento de doenças crônicas e reduzir os custos dos sistemas de saúde. Também permite que pacientes jovens ou idosos tenham mais independência.

O surgimento da Internet possibilitou a proliferação de sites projetados para persuadir ou motivar as pessoas a mudarem suas atitudes e comportamentos. Na imagem a seguir observamos uma imagem que exemplifica como as tecnologias persuasivas podem afetar os cuidados de saúde. Os três círculos representam: (1) a tecnologia que impulsiona a mudança de comportamentos. Deve ser selecionada ou projetada de forma a impactar positivamente os cuidados com a saúde; (2) estratégias de persuasão que devem ser empregadas com a intenção de mudar comportamentos, atitudes ou motivação; e (3) os subdomínios dentro dos serviços de saúde, onde vemos potenciais aplicações limitadas por doença, estilo de vida ou ciclo natural, do nascimento até a morte (Chatterjee & Price, 2009).

Dentro do campo da saúde, tecnologias interativas persuasivas podem ser implantadas para assumir mais de uma função por vez. Por exemplo, um aplicativo pode avaliar calorias gastas durante a caminhada, ao mesmo tempo que gera um feedback positivo (recompensa) quando o usuário atinge uma meta pessoal. Se várias pessoas estão conectadas a um servidor através da Internet, então o suporte social pode ser aproveitado, o que tem mostrado impacto na motivação e mudança de comportamento.

Várias estratégias podem ser utilizadas para persuadir, dentre elas destacam-se:

  • Redução da complexidade de mensagens ou tarefas;
  • Sequenciamento dos passos a serem seguidos para que objetivos sejam atingidos;
  • Individualização da informação de acordo com as necessidades do usuário;
  • Sugestões de intervenções na hora e local mais apropriados;
  • Simulação de cenários para observação de efeitos de determinados comportamentos e atitudes;
  • Ambientes imersivos para aumentar engajamento com a tecnologia;
  • Exemplos contextualizados para que o usuário consiga adaptar as sugestões à própria vida;
  • Suporte social;
  • Recompensas.
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/