Refrigerantes e problemas de saúde - mais uma vez

Estou morando no Chile, o terceiro país que mais consome coca-cola no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e México. Com o aumento do consumo aumenta também a incidência de obesidade. O Chile é o 6o país do mundo com o maior número de crianças obesas e o primeiro da América Latina. Mas o consumo de refrigerantes trás outros problemas.

O corante caramelo ou 4(5)-metilimidazola é carcinogênico (Jacobson, 2012). Está presente em alguns sucos e chás industrializados (Lee e Lee, 2016), refrigerantes, doces e molhos, como o de soja (Lee et al., 2016), além de algumas marcas de gelatina, colágeno em pó, bebidas e suplementos esportivos.

O estado da Califórnia adota como dosagem segura de consumo de corante caramelo 25 mcg/dia (Jacobson, 2012). Um único copo de pepsi-cola (200 ml), por exemplo, fornece entre 38,2 e 150ml de 4(5)-metilimidazola (Smith et al., 2015), dependendo da fábrica e tipo (diet, light, regular).

Os consumo de refrigerantes está associado à várias outras doenças como diabetes, artrite reumatóide, problemas cardiovasculares, gota,  fraturas ósseas, doenças renais e até asma. Para ler os artigos anteriores publicados neste blog sobre o consumo de refrigerantes clique aqui.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Chile faz mudança no rótulo dos alimentos

Desde que cheguei no Chile no início do mês observei no supermercado etiquetas pretas pregadas em vários alimentos. Pesquisas no país mostraram que 60% das pessoas não entendem a rotulagem nutricional. Por isso, surgiu a ideia das etiquetas que passarão a ser obrigatórias a partir do dia 27 de junho.

Quatro novas etiquetas para alimentos industrializados vendidos no Chile

Quatro novas etiquetas para alimentos industrializados vendidos no Chile

O Chile importa muitos alimentos, frescos e industrializados e o objetivo das novas etiquetas é destacar quando determinado alimento é rico em açúcar, calorias, gorduras saturadas ou sódio. Molhos prontos por exemplo, podem ter a etiqueta de alto teor de sódio pregada logo abaixo de sua logomarca. Chocolates trazem etiquetas de alto teor de açúcar, gordura saturada e calorias. Os limites foram estabelecidos pelo decreto 13 publicado em junho.

Para o ministério da saúde a iniciativa visa alertar principalmente o público infantil. De acordo com o órgão um em cada 3 crianças abaixo dos seis anos estão acima do peso ideal. Além disso, um chileno morre a cada hora por complicações de enfermidades como o excesso de peso, a obesidade, o diabetes, a hipertensão e problemas do coração. 

Espera-se que as etiquetas contribuam para a seleção de alimentos menos industrializados e mais saudáveis. O decreto também restringe a publicidade de alimentos ricos em sódio, gordura saturada, calorias e açúcar para indivíduos menores que 14 anos, além de restringir a venda dos mesmos em estabelecimentos educacionais. 

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Proteínas vegetais precisam ser combinadas?

Não! Este é um grande mito da nutrição. O consumo do dia deve ser adequado mas não há necessidade de se preocupar com refeições isoladas. Nosso organismo mantém pools de aminoácidos que são usados para toda e qualquer produção de proteínas necessárias ao organismo (enzimas, anticorpos, músculo etc). Isso já era relatado por Munro desde a década de 1970. Além disso, nosso organismo recicla proteínas e aminoácidos na proporção necessária ao organismo (Moughan & Rutherfurd, 2012).

Como bem mostram estudos populacionais brasileiros, o problema no país não é o consumo de proteínas e sim o consumo de fibras já que menos de 25% das pessoas atingem a recomendação diária de frutas e hortaliças (Brasil, 2015). E isso sim é um problema já que frutas e verduras fornecem os principais nutrientes fundamentais à preservação da saúde.

Moro hoje fora do Brasil mas se desejar pode marcar comigo uma consultoria online. Ou acessar meus cursos online para aprender mais:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/