O óleo de coco

Muitos clientes tem chegado ao consultório com dúvidas acerca do consumo do óleo de coco, principalmente como coadjuvante do emagrecimento. Isto porque a gordura do óleo de coco retarda o esvaziamento gástrico e aumenta a saciedade. Uma das diferenças na composição do óleo de coco em relação a outros óleos é o alto teor do  triglicerídeos de cadeia media (ácido láurico e caprílico), que são facilmente utilizados pelo fígado, dificultando seu estoque.

É o contrário do que acontece após o consume de gorduras saturadas, provenientes de alimentos como laticínios integrais, carnes gordas e manteiga. Os ácidos graxos de cadeia médica também são metabolizados mais rapidamente já que não precisam de carnitina para entrarem nas mitocôndrias e não aumentam as lipoproteínas LDL e VLDL, pois não são significativamente transportados por elas, ao contrário de outros tipos de gordura.

O custo do óleo extra-virgem é alto (cerca de R$ 100,00 /litro) e a recomendação de uso é de 30 mL por dia, o equivalente a 2 colheres de sopa. A vantagem deste óleo é que pode ser utilizado para preparo dos alimentos, em substituição ao óleo de soja, milho ou girassol (que tal um omelete?), ou mesmo em substituição à manteiga (é só deixar o vidro na geladeira até atingir a consistência pastosa).

Mas não adianta aumentar o consumo de óleo de coco e continuar abusando de outros alimentos aterogênicos, hipercalóricos ou inflamatórios. As dietas que dão certo a longo prazo, tanto para a perda de peso, quanto para a prevenção de doenças são aquelas que possuem menos alimentos industrializados, menos carne vermelha e laticínios integrais, mais frutas, verduras e gorduras monoinsaturadas (como as vindas do azeite e abacate).

Para indivíduos apoE4 não recomenda-se óleo de coco pois pode aumentar o estresse oxidativo e a inflamação, contribuindo para o risco de doença de Alzheimer. Quando usado, é feito de forma pontual apenas para que o paciente entre, em alguns momentos do protocolo de tratamento, em cetose.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Não dá para ser de outra forma

Artigo publico no dia 10/04/2012 no American Journal of Preventive Medicine evidenciou, mais uma vez, que não existe  receita mágica para a perda de peso. A pesquisa acompanhou mais de 4.000 pessoas e mostrou que as pessoas que conseguiram reduzir mais o peso e o percentual de gordura foram aquelas que fizeram atividade física regular e alimentaram-se de forma saudável durante o ano todo, consumindo menos gordura e alimentos industrializados. Já as que preferiram seguir o caminho "mais fácil", utilizando shakes ou suplementos emagrecedores, fizeram dietas malucas/da moda ou pularam refeições perderam menos peso. Ou seja, reeducação alimentar, acompanhamento com profissionais de saúde especialistas na área e atividade física são fundamentais para a perda de peso e melhoria da saúde a longo prazo.

O estudo é importante e mostra que pequenos e constantes passos são fundamentais, principalmente neste momento em que o Brasil bateu recorde histórico em número de pessoas com sobrepeso e obesidade. Dados do Ministério da Saúde publicados esta semana apontaram que mais da metade da população encontra-se acima do peso. Uma das causas é a péssima qualidade da dieta, com consumo insuficiente de frutas e hortaliças e e o alto consumo de gorduras e refrigerantes. Além disso, o estudo apontou que o número de brasileiros sedentários, apesar de ter diminuído ainda é alto. Falta de tempo? Não: mais de 25% dos brasileiros passam mais de 3 horas ao dia em frente a TV.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Benefícios do Vinho Tinto

O vinho tinto é rico em compostos fenólicos variados, com propriedades antioxidantes e antiinflamatórias. O composto mais estudado é o resveratrol, o qual tem sido associado à redução do risco de doenças cardiovasculares, degeneração macular, esteatose hepática e câncer de mama.

Além do resveratrol, o piceatanol outro composto presente nas uvas roxas, suco de uva integral, vinho tinto, mirtilo, cacau e amendoins, e produzido no corpo a partir do resveratrol, parece ter um efeito adicional. O mesmo parece reduzir a conversão de pré-adipócitos em adipócitos maduros, o que diminui o risco de ganho de peso e obesidade. Isto porque o piceatanol liga-se a receptores de insulina nas células adiposas imaturas, bloqueando a capacidade do hormônio insulina em controlar os ciclos celulares e ativar genes que levariam ao amadurecimento dos adipócitos. Os estudos com o piceatanol para a redução do ganho de peso vem sendo feitos em culturas celulares e ainda precisarão ser replicados em animais e humanos. Até lá capriche no consumo de frutas roxas e oleaginosas ou converse com seu nutricionista a respeito da suplementação de polifenóis como o resveratrol.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/