Cuidar do intestino também é importante para indivíduos com HIV

Um novo estudo está avaliando o papel dos probióticos no aumento da contagem de células CD4 em indivíduos infectados pelo virus HIV. Os pacientes selecionados farão ingestão de cápsulas contendo 2 bilhões de células de Bacillus coagulans também conhecido como GanedenBC30 por 3 meses. Estudos na África demonstraram que o uso de iogurtes com probióticos aumentava as células do sistema imune CD4 em indivíduos infectados por HIV.

Contudo, tais pesquisas deixaram algumas perguntas sem respostas por isto o uso agora de cápsulas com cepas específicas. A hipótese dos cientistas americanos da AHF é que o consumo do probiótico reduzirá a passagem de bactérias prejudiciais e inflamatórias para a corrente sanguínea. Estas bactérias patogênicas acelerariam a destruição das moléculas CD4, o que enfraquece o sistema imune e abre espaço para as infecções oportunistas. Já as bactérias probióticas não produzem as toxinas das anteriores e ainda expulsam as cepas ruins à saúde.

Para saber mais sobre probióticos clique aqui

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
Tags

Saúde oral

Novo artigo da nutrition today discute mitos da saúde oral nas diversas fases da vida. 

Mito 1: As consequências da saúde oral ruim ficam restritas à boca

Isto não é verdade. O que a gestante consome, por exemplo, é essencial ao desenvolvimento da dentição do feto. Uma alimentação inadequada nesta fase aumenta o risco de cáries dentárias e outros problemas bucais na criança anos após o nascimento. A dieta deficiente nas vitaminas B6 e B12 aumenta o risco de má formação do palato.

A cárie é a doença mais comum na infância (5 vezes mais prevalentes do que a asma)! Além disso, se a criança apresenta dores de dentes sua concentração na escola diminui e seu aprendizado é prejudicado. Outro problema é que com dor a criança passa a optar por alimentos que não exigem tanta mastigação como iogurtes, balas (é só chupar), chocolates (derrete na boca), sorvetes e salgadinhos ou massas, que são mais moles e pobres em fibras. Tais alimentos não são tão nutritivos quanto frutas e verduras. Por isto, as complicações orais podem contribuir para o ganho de peso, deficiências nutricionais e doenças crônico-degenerativas a longo prazo.

Mito 2: Quanto mais açucarada a dieta maior é o número de cáries

Nem sempre, já que o problema não é a quantidade de açúcar na dieta mas sim o tempo que este açúcar permanece em contato com os dentes. Se a criança come um doce mas escova os dentes não há tanto problema quanto tomar um refrigerante ou comer alimentos ricos em carboidratos e que podem permanecer grudados nos dentes como os salgadinhos de pacote. Quando não há higienização as bactérias passam a digerir estes açúcar produzindo ácidos que danificam os dentes. 

Mito 3: Cáries na infância não são preocupantes já que os dentes de leite serão substituídos por dentes permanentes

O problema é que a perda da dentição precocemente prejudica o desenvolvimento da coroa dos dentes permanentes. Além disso, o dente permanente tem maior chance de nascer mal posicionado por falta de espaço entre os demais dentes de leite.

Mito 4: A osteoporose afeta apenas a espinha e os quadris

Não! A osteoporose também conduz a perda de dente já que os ossos estão ancorados nos ossos da face, que também podem ser afetados. A mandíbula e outros ossos da face estão constantemente se renovando durante a vida. Para isso uma dieta adequada é fundamental. Nutrientes importantes aos ossos ou para seu perfeito metabolismo incluem cálcio, vitamina D, magnésio, cobre, zinco, manganês, boro, vitamina K, vitamina C, silício.

Mito 5: Dentaduras melhoram a saúde oral

Nem sempre, se as próteses não estiverem bem ajustadas a pessoa acaba optando pelos alimentos de mais fácil mastigação como massas e bolos. Se você cuida de um idoso fique atento ao posicionamento das dentaduras, se o indivíduo tem dificuldade de mastigação ou se sente desconforto. Enquanto a prótese não é substituída ajude-o a preparar alimentos mais nutritivos e de fácil mastigação como purês de legumes e de frutas, sopas, sucos batidos com vegetais, carnes moídas e macias.

Mito 6: Cáries são problemas exclusivos de crianças

Adultos também podem ter cáries. Além da higienização inadequada o uso de drogas como antidepressivos, diuréticos, antihistamínicos e sedativos aumentam o risco de cáries pois diminuem a produção de saliva. A mesma é importante para limpar a cavidade bucal com maior velocidade. Neste caso, um maior consumo hídrico é fundamental. Indivíduos que passaram por cirurgias de estômago ou intestino também podem absorver menos os nutrientes importantes para a saúde dentária e também para a produção de saliva. Indivíduos diabéticos também precisam dar mais atenção à higienização visto que o risco de doenças periodontais dobra neste caso. E, é um ciclo vicioso já que as doenças periodontais dificultam o controle do diabetes.

Referência: 

Palmer et al. It's More Than Just Candy : Important Relationships Between Nutrition and Oral HealthNutrition Today, 2010; 45 (4): 154. Disponível em Nursing Center.com

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Coma menos carboidratos e proteja seu coração

Os carboidratos são essenciais para o funcionamento do cérebro, coração, rins e outros tecidos. Porém o exagero, principalmente na forma de carboidratos simples vindos de biscoitos, bolos, pães, pizza, arroz branco, cereais matinais, açúcares e doces em geral acaba sendo prejudicial à saúde. Em um novo estudo, pesquisadores demonstraram que dietas com menos carboidratos não só facilitam a perda de peso como também melhoram a saúde do coração. Uma das explicações é que muito destes carboidratos, em excesso na dieta acabam virando triglicerídeos, que são transportados pelo LDL-c, lipoproteína vulgarmente conhecida como 'colesterol ruim'. Por isto, o equilíbrio entre proteínas magras, carboidratos de baixo índice glicêmico e gorduras boas é fundamental. Você não precisa abolir os carboidratos de sua vida mas estes devem vir principalmente das frutas e verduras. O restante deve ser complementado com cereais integrais.

Referência: Foster, G.D.;  Wyatt, H.R.; Hill, J.O. et al. "Weight and Metabolic Outcomes After 2 Years on a Low-Carbohydrate Versus Low-Fat Diet - A Randomized Trial". Annals of Internal MedicineAugust 3, 2010 vol. 153 no. 3 147-157

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/