Já tomou seu suco de laranja hoje?

Alimentos de origem vegetal contém flavonóides, que protegem nossa saúde de várias formas. No suco de laranja, um estudo mostrou que seu consumo junto a um café da manhão com alto teor de calorias, carboidratos e gordura, neutralizava parte dos radicais livres gerados pela comida inadequada. O mesmo não aconteceu com o consumo concomitante de água, refrigeranes ou sucos adoçados.

A produção excessiva de radicais livres contribui para o risco aumentado de doenças cardiovasculares, diabetes, obesidade e várias doenças inflamatórias. De acordo com a Dra. Husam Ghanim, da Universidade de Búffalo, nos EUA, a naringenina, narirutina e a hesperidina, flavonóides da laranja são potentes antioxidantes e que ajudam a combater a inflamação.

De qualquer forma, os autores do estudo não recomendam dietas com alto teor de gordura ou açúcares, devido ao claro poder inflamatório das mesmas. Mas, naqueles dias em que é impossível resistir às guloseimas, a inclusão de frutas com alto poder antioxidante pode diminuir a inflamação e diminuir o risco de aterosclerose e resistência à insulina. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Multivitamínicos podem aumentar o risco de câncer de mama?

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Pesquisadores suecos após acompanharem mais de 35.000 mulheres por 10 anos encontrarem um link entre o uso de suplementos multivitamínicos e um aumento de 19% no risco de câncer de mama. O estudo foi publicado no dia 24/03/2010 no American Journal of Clinical Nutrition.

De acordo com os autores, não se pode ainda afirmar que os suplementos sejam a causa do câncer de mama apesar de ter sido observada a associação. Pode ser que as mulheres com o pior estilo de vida tenham sido as que suplementavam mais. Ou com os maiores riscos genéticos. De qualquer forma, o uso deve ser cauteloso e indicado por profissional da área já que outros estudos também demonstraram associação parecida. Por isto, a Dra. Susanna Larsson, responsável pelo estudo sugere a adoção de uma dieta saudável e colorida, rica em nutrientes vindos dos alimentos.

O único suplemento que parece proteger contra o câncer de mama é a vitamina D. Quando abaixo de 40 ng/dl associa-se a maior perda óssea, piora da imunidade, aumento do risco de câncer de mama e declínio cognitivo. Para agendamento de consulta acesse: www.andreiatorres.com/consultoria

Estudo citado: Susanna C Larsson, Agneta Åkesson, Leif Bergkvist, and Alicja Wolk.  "Multivitamin use and breast cancer incidence in a prospective cohort of Swedish women." Am J Clin Nutr. Disponível online desde 24 de março de  2010.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Problemas em receptores cerebrais de indivíduos compulsivos são idênticos aos daqueles viciados em drogas

Estudo recente publicado na Nature Neuroscience mostrou pela primeira vez que os mecanismos moleculares envolvidos nos vícios relacionados às drogas são os mesmos por trás da compulsão alimentar. A pesquisa mostra claramente como, em ratos, a compulsão e o desenvolvimento da obesidade coincide com a deterioração do equilíbrio químico no cérebro. Quando os centros do prazer respondem menos, os ratos desenvolvem hábitos compulsivos, principalmente quanto a alimentos ricos em calorias e gorduras. As mesmas alterações químicas são observadas em animais que consomemdrogas como cocaína e heroína.

De acordo com um dos autores do estudo, Dr.  Paul J. Kenny, o trabalho levou quase 3 anos para ser concluído, e confirma o poder viciante dos "junk foods", alimentos com baixo teor nutricional. No estudo, os animais continuavam a comer compulsivamente mesmo quando percebiam que iriam levar choques elétricos. E mais, dentre os alimentos oferecidos, os animais sempre consumiam os que mais contribuem com o ganho de peso como salsichas, bacon e bolos. Quando os alimentos foram retirados e substituídos por opções saudáveis, eles simplesmente recusavam-se a comer, o que continuou por duas semanas.

De acordo com o pesquisador, comportamentos compulsivos ou vícios estão relacionados a mecanismos cerebrais de recompensa. Quando estes são hiperestimulados algum problema se desenvolverá. Na pesquisa, os animais não paravam de comer ou entrariam em um estado depressivo. O foco da pesquisa foi o receptor D2 para dopamina.

A dopamina é um neurotransmissor liberado no cérebro em resposta a experiências prazerosas como o consumo de alimento, cocaína, álcool ou mesmo atividade física ou sexual. O consumo de cocaína, por exemplo, altera o fluxo de dopamina ao bloquear sua secreção normal. No caso, este hormônio importante para o bem estar só será secretado com o consumo da droga, em doses cada vez maiores. O mesmo acontece com as comidas altamente prazerosas, ricas em gordura e açúcar.

Na pesquisa o problema de compulsão nos animais foi desenvolvido nos ratos após a contaminação por um vírus que danifica o receptor de dopamina. No dia seguinte à infecção por vírus o acesso aos alimentos altamente palatáveis já os fez tão compulsivos quanto animais que já tinham acesso a estes alimentos a várias semanas. De qualquer forma, a mensagem é de que não devemos nos expor demais a alimentos ruins ou o vício aparecerá. Há, e nem deixe seus filhos exporem-se demais a estes alimentos. Refrigerante, doces, balas, alimentos tipo fast food são comida de festa, não devemos estar presente no dia-a-dia.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/