Chá verde melhora a recuperação após o exercício físico

Nos dias 09 e 10 de junho (2008) aconteceu a 5a conferência da Sociedade Internacional de Nutrição Esportiva. Um dos trabalhos apresentados foi sobre o uso do aminoácido não essencial teanina, presente no chá verde afim de melhorar a regeneração mental após a atividade física. A teanina reduz o estresse mental pois tem efeitos relaxantes. No estudo uma dosagem variando entre 50 e 200 mg da substância foi administrada resultando em uma recuperação mental mais rápida. A bebida com teanina também aumentou os níveis de leucócitos (células de defesa), serotonina e dopanina (neurotransmissores relacionados ao humor).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Suplemento de soja pode atrapalhar tratamento contra o câncer de mama

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De acordo com notícia publicada ontem no site da Universidade de Illinois, o uso de suplemento de soja deve ser repensado em mulheres em tratamento com inibidores da enima aromatase. Isto porque a genisteína, uma isoflavona da soja que imita os efeitos do hormônio sexual feminino estrógeno, pode diminuir a eficiência dos inibidores de aromatose, que visam justamente diminuir os níveis de estrogênios no organismo. Estes estrogênios poderiam promover o crescimento do tumor em alguns tipos de cânceres de mama. O estudo foi publicado na revista científica Carcinogenesis no dia 16/07/08.

Os inibidores da aromatase são drogas que interferem com a enzima aromatase, a qual catalisa (acelera) um passo essencial na conversão de moléculas de estradiol em estrogênio. Cerca de 2/3 dos cânceres de mama são dependentes de estrogênio ou sensíveis ao estrogênio, o que significa que na presença do hormônio o tumor cresce mais rapidamente. A maior parte das mulheres diagnosticadas com câncer de mama já passaram da menopausa, então seus ovários não são mais capases de produzir níveis normais de estrogênio. Outros tecidos, contudo, produzem o hormônio esteróide androstenediona que, com a ajuda da aromatase, é convertido em testosterona e estrogênios. 

Os pesquisadores responsáveis por este estudo realizaram uma série de experimentos em ratos com doses variadas de estrogênio. Primeiramente, os animais receberam androstenediona, hormônio que é convertido a estrogênio. Isto permitiu a determinação da taxa de crescimento máxima dos tumores nas mamas. Depois uma droga inibidora da aromatase (letrozola) foi administrada. Esta droga é comumente utilizada em mulheres com câncer de mama. O tratamento das ratas com a droga inibiu os efeitos da androstenediona e as células cancerígenas pararam de crescer. Porém, quando a genisteína foi adicionada, foi observada uma redução na efetividade do medicamento e os tumores voltaram a crescer. Quanto maior era a dose do suplemento mais rápido era o crescimento das células cancerígenas. 

O problema é que muitas mulheres tomam suplementos de soja afim de aliviar os sintomas da menopausa. De acordo com os pesquisadores, estes compostos da soja não são completamente entendidos. Assim, como a soja, outros suplementos com fitoestrógenos também precisam ser utilizados com cautela em mulheres com histórico pessoal ou familiar de câncer de mama.

De acordo com a nutricionista Marcia Regina Vitolo, a prescrição de isoflavonas da soja ainda é uma questão bastante controversa. Atualmente, os discretos efeitos na síndrome climatérica e no metabolismo ósseo não preenchem os requisitos necessários para serem consideradas alternativa à terapia de reposição hormonal na menopausa. 

Para saber mais: 

* Young H. Ju , Daniel R. Doerge , Kellie A. Woodling , James A. Hartman , Jieun Kwak , and William G. Helferich. Dietary Genistein Negates the Inhibitory Effect of Letrozole On The Growth Of Aromatase-expressing Estrogen-Dependent Human Breast Cancer Cells (MCF-7Ca) In Vivo. Carcinogenesis Advance Access published on July 16, 2008, Disponível em: http://carcin.oxfordjournals.org/cgi/content/abstract/bgn161

* Márcia Regina Vitolo, Nutrição da gestação ao envelhecimento. Editora Rubio, 2008, p. 410-411.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Altos níveis de Bisfenol A na urina aumentam o risco de doenças crônicas

Altos níveis urinários de Bisfenol A (BPA), um composto químico comumente utilizado na fabricação de embalagens plásticas para alimentos e bebidas, está associado a um maior risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e anormalidades hepáticas. Entre 40 e 90% das pessoas em diferentes estudos possuem BPA no organismo.

A entrada do BPA no corpo ocorre no contato do plástico ou metal com o alimento. Em especial quando a comida passa muito tempo ali, ou muda de temperatura. Embora o bisfenol esteja proibido em mamadeiras desde 2012, ele ainda é permitido em alguns níveis na composição de outros utensílios. Com o tempo, vai acumulando-se no corpo.

Efeitos do BPA no organismo

Estudos comprovam que o BPA é um poderoso disruptor endócrino, ou seja, altera a distribuição de hormônios pelo organismo, causando diversos problemas de saúde. O site da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo (SBEM-SP) lista os principais impactos da substância nos sistemas hormonais, afetando os hormônios da tireoide, a liberação de insulina pelo pâncreas e proliferação de células de gordura.

Utensílios para evitar

  • Potes e pratinhos de plástico e recipientes metálicos, que não tiverem o selo “livre de BPA”. Evite aqueles com o número 3 ou 7 no triângulo de reciclagem. Se possível, substitua os recipientes da casa pelos de vidro ou polipropileno. 

  • Papel alumínio, pois também contém BPA.

  • Troque a panela de alumínio pelas de vidro, de cerâmica revestida ou de inox. Esses materiais não liberam substâncias prejudiciais à saúde nem soltam partes do seu revestimento.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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