Idosos com dietas restritas em calorias precisam se exercitar mais para minimizar a perda de massa muscular

Idosos sedentários e com excesso de peso estão em maior risco de desenvolvimento de doenças crônicas. Para melhorar a qualidade de vida recomenda-se a associação entre atividade física e alimentação saudável. Os que, além da dieta balanceada, praticam exercícios físicos de forma regular conseguem perder mais gordura do que aqueles que apenas controlam a alimentação porém não se exercitam.  Além disso, mantém a massa magra por mais tempo.

Para os idosos que estão fazendo dietas para emagrecimento a atividade física é ainda mais importante. Estudo publicado no J. of Applied Physiology mostrou que idosos que não se exercitam acabam perdendo muita massa muscular e, isto interfere diretamente na capacidade dos mesmos realizarem atividades simples do dia-a-dia (Amati et al., 2008).

Apesar da sarcopenia fazer parte do processo fisiológico do envelhecimento o estilo de vida saudável pode retardar o processo. O termo Sarcopenia, deriva do grego (sarkpenia – sark=carne /penia=perda) e diz respeito à perda de massa muscular levando, como conseqüência, à uma diminuição da sua função.

O processo é mais marcante após a 4ª e 5ª décadas da vida, sendo um processo multifatorial. Diversos fatores estão ligados a este evento, podendo ser citados a queda na produção hormonal, dietas hipocalóricas ou restritas em proteínas, o sedentarismo, além de co-morbidades desencadeadas por doenças como diabetes, hipotireoidismo, erros do metabolismo, doenças de má absorção ou doenças imunológicas.

A prescrição de exercícios adequados para cada idoso ocorre após avaliação cardiológica e física. Já a prescrição dietética acontece após a avaliação do estado nutricional do idoso. Para individualização busque profissionais de saúde qualificados.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Estilo de vida saudável diminui mortes prematuras em mulheres

Quase metade dos óbitos em mulheres em decorrência de doenças crônicas como câncer e problemas do coração pode ser evitado com um estilo de vida saudável que inclui abstensão do tabagismo, manutenção de um peso saudável, prática de atividade física moderada e adoção de uma alimentação com pouca carne vermelha e gorduras trans.

No estudo, publicado esta semana no site do British Medical Journal, 80.000 mulheres com idades entre 34 e 59 anos, foram acompanhadas por 24 anos. Todas as participantes preencheram questionários com informações sobre a alimentação, consumo de álcool, história de doenças prévias, dentre outras informações. Durante o período ocorreram 8.882 mortes, incluindo 1.790 por doenças cardiovasculares e 4.527 por câncer. Destas 28% poderiam ter sido evitadas se as mulheres não tivessem fumado, se tivessem praticado atividade física, seguido uma alimentação balanceada e mantido o peso ideal durante a vida. Interessantemente, mulheres com consumo de baixo a moderado de álcool (até 1 drinque ao dia) tiveram uma menor chance de morrer por doenças cardiovasculares do que mulheres que nunca faziam uso das bebidas.

Para saber mais: http://www.bmj.com/cgi/content/abstract/337/sep16_2/a1440

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Pão francês vai mudar de sabor

O Plenário do Senado Federal

 aprovou nesta terça-feira, em votação simbólica, o projeto (PLC 22/07) que obriga as prefeituras e os governos estaduais e federal a exigirem dos seus fornecedores de biscoitos, pães e massas, que a farinha de trigo tenha recebido mistura de algum derivado de mandioca. O projeto prevê que a farinha de trigo ou seus produtos transformados vendidos aos governos, e utilizadas em programas sociais, deverão ter no mínimo 3% de derivados de mandioca já no primeiro ano de vigência da lei, caso o projeto seja sancionado pelo presidente da República. A partir do segundo ano, a farinha de trigo deverá receber no mínimo 6%, percentual que subirá para 10% depois do terceiro ano. 

Os moinhos que aceitarem realizar a mistura contarão com incentivo fiscal. O projeto proposto pelo deputado Aldo Rebelo, em 2001, visa reduzir a importação de trigo e tornar os produtos feitos com sua farinha mais nutritivos. Com isto espera-se a geração de empregos, já que a mandioca é produto tipicamente nacional, produzida com tecnologia simples. Panificadoras particulares não precisarão aderir à medida.

VOU FICAR ALÉRGICO SE PARAR DE COMER PÃO?

Recebo essa pergunta toda hora. Gente, as causas da doença celíaca são genética, imunológica e ativada pela ingestão do glúten (não pela retirada dele). Em pessoas que herdam dos pais a predisposição à autoimunidade mediada pelo glúten (alterações de genes HLA), o sistema de defesa lesa o intestino delgado e desencadeia a má absorção de vários nutrientes. E só tem um tratamento: a retirada do glúten. Ou seja, doença celíaca não é intolerância nem alergia. É uma doença autoimune. Existem outras doenças relacionadas como alergia ao trigo e outras questões por mecanismos desconhecidos.

Quando você para de comer sorvete por 1 ano, quando volta está alérgico? Não.

Quando você para de comer frango por 1 ano, quando volta está alérgico? Não.

Quando você para de comer arroz por 1 ano, quando volta está alérgico? Não.

Agora, se você parou de comer um alimento e quando voltou a comer passou mal, aí tem. Pesquise e entenda seu corpo. Ele te dá mensagens e, às vezes, grita por socorro por meio de dores de cabeça, problemas na pele, dificuldades digestivas, acúmulo de gordura, alterações cognitivas...

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/