Motivos para beber menos

Os riscos do consumo de álcool superam em muito seus possíveis benefícios. Mesmo aquele copinho de vinho que parece tão inofensivo tem suas desvantagens, além de não reduzir a mortalidade (Goulden, 2016). A redução do consumo de álcool melhora a saúde cardiovascular (Huynh, 2014) e reduz o risco de vários tipos de câncer (Connor, 2016). Muitas pessoas acham que não conseguiriam se divertir sem álcool mas isso não é verdade. Gravei um novo vídeo sobre o tema. Assista aqui:

Impacto do consumo de álcool na microbiota intestinal

O álcool pode comprometer a saúde intestinal por vários mecanismos:

- indução da inflamação intestinal

- aumento da permeabilidade intestinal, contribuindo para leaky gut e disbiose

- aumento de proteobactériaas e diminuição de bacteroidetes

- crescimento excessivo de bactérias aeróbicas no intestino delgado e bactérias anaeróbicas no jejuno

Como amenizar os impactos negativos do álcool?

- Dar um tempo de folga ao seu corpo, bebendo menos nos próximos dias

- Consumindo mais água

- Comendo mais frutas e verduras - as fibras ajudam a restabelecer a microbiota, aumentar a diversidade bacteriana, além de contribuir para maior proteção da mucosa

- Prefira proteínas magras (reduza o consumo de gordura saturada)

- Faça atividade física para ajudar na destoxificação e melhorar a produção de ácidos graxos de cadeia curta no intestino

Compartilhe se achou interessante.
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
Tags

Como manter o cérebro saudável durante toda a vida?

GettyImages-483717419.jpg

Cada pessoa envelhece em um ritmo e o mesmo vale para o cérebro. Duas pessoas com a mesma idade podem ter aparências bem distintas, uma parecendo mais jovem e outra mais velha. O mesmo ocorre com o tecido nervoso. Uma parte da explicação está na genética. Pesquisadores descobriram uma variante genética chamada TMEM106B que acelera o envelhecimento do cérebro, principalmente a partir dos 65 anos. Até lá todo mundo está mais ou menos no mesmo barco (Martin, Bergman & Barzilai, 2007).

Além da genética o ambiente influencia a velocidade de envelhecimento do cérebro. Pessoas que consomem mais vegetais, que exercitam-se regularmente, dormem bem, nutrem as amizades e continuam aprendendo ao longo da vida possuem melhor saúde cognitiva. Outro ponto é o controle do estresse. 

Às vezes parece que é impossível fugir do estresse.  As contas continuam chegando, as responsabilidades no trabalho e na família são gigantes, o dia tem menos horas do que precisamos para resolver tudo. Altos níveis de estresse colocam a saúde do corpo e da mente em risco. A administração do estresse, por outro lado, torna tudo mais fácil, nossa vida mais produtiva e feliz.

Para controlar os níveis de estresse existem alguns passos importante: (1) identifique as principais fontes de ansiedade e estresse (divórcio, problemas financeiros, criação dos filhos, trabalho, pensamentos disfuncionais, trânsito, redes sociais, doença etc); (2) identifique as rotinas ou situações que podem ser modificadas; (3) aprenda a dizer não, a impor limites; (4) assuma o controle sobre as situações estressantes que te estressam desnecessariamente (como programas de TV violentos); (5) Analise sua lista de afazeres e responsabilidades e priorize;  (6) expresse seus sentimentos positivamente ao invés de engolir tudo o que te desagrada; (7) pratique a gratidão; (8) conecte-se com amigos que lhe façam bem; (9) ouça música; (10) faça yoga ou medite.

Estudos mostram que a prática regular de yoga e meditação associa-se a modificações metabólicas no cérebro, reduzem o estresse e os sintomas associados à depressão (Pascoe & Bauer, 2015). A prática também melhora as competências sociais e emocionais e o bem estar (Harris et al., 2016). Vale a pena experimentar! Para os que gostam demais as inscrições para o curso de formação de instrutores de yoga estão abertas:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
Tags

Fitoterapia no tratamento da disbiose intestinal

A disbiose é o resultado de um desequilíbrio entre os microorganismos presentes no intestino. Bactérias patogênicas podem produzir toxinas, inflamar o tecido, modificar o pH e prejudicar a absorção de nutrientes. Como resultado, podem surgir mais intolerâncias, gases, diarreia ou prisão de ventre, queda de cabelo, irritabilidade, ganho de peso, dentre outros sintomas.

O tratamento da disbiose envolve a modificação da dieta, reposição de nutrientes, enzimas, probióticos e prebióticos. Fitoterápicos também podem auxiliar no tratamento:

❗️Mentha piperita (hortelã): Favorece a digestão, reduz a formação de gases intestinais, melhora a motilidade do intestino e combate a bactérias maléficas.

❗️Taraxacum officinale (dente de leão): Fonte de inulina, um tipo de fibra prebiótica que estimula o crescimento de bactérias benéficas no intestino.

❗️Cassia angustifolia (sene): Melhora os movimentos intestinais, diminuindo o acúmulo de fezes no intestino, o que reduz a formação de gases, cólicas, formação de toxinas e a proliferarão de bactérias maléficas. 

❗️Rhamnus pushiana (cáscara sagrada): Possui efeito laxante, auxiliando o funcionamento intestinal para eliminação das fezes. 

❗️Cynara scolymus (alcachofra): Contém fibras prebióticas (inulina), essências para os crescimento das bactérias benéficas, melhorando o quadro de disbiose.

❗️Foeniculum vulgare (funcho):Estimula os movimentos intestinais, contribuindo para a eliminação das fezes.

❗️Fucus vesiculosus (fucus): É fonte de pectina, uma fibra que pode ser fermentada por bactérias benéficas, porduzindo substâncias protetoras da mucosa intestinal.

❗️Plantago ovata (psyllium): E um tipo de fibra solúvel que pode melhorar a constipação intestinal e, após metabolizado pela microbiota benéfica, produz compostos reparadores da mucosa intestinal, de forma semelhante ao fitoterápico fucus.

Discuto estes temas em dois cursos online: (1) Diagnóstico e tratamento da disbiose intestinal; (2) Uso de fitoterápicos. Saiba mais:

Compartilhe se achou interessante.
Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/