Alimentação para o controle da herpes

Herpes é uma doença infecto-contagiosa causada pelo Herpes vírus simples. Caracteriza-se pela presença de feridas e erupções, principalmente na região genital e labial.

O vírus é transmitido por meio do contato direto com lesões infectadas de outras pessoas. Também pode ser transmitido ao nascimento, da mãe com infecção vaginal ativa para o bebê. O vírus permanecerá alojado e se manifestará durante situações como a queda da imunidade, estresse, gripe, infecções, febre, alto estresse físico e emocional. É uma infecção oportunista, aparecendo quando a imunidade cai ou quando há uso de medicação para redução da imunidade, como acontece em pacientes transplantados ou fazendo tratamento para o câncer.

Algumas pesquisas apontam uma relação entre a alimentação e a frequência e duração dos surtos de herpes. O consumo excessivo do aminoácido arginina, presente em carnes aumentam os surtos da doença.

A lisina (presente nos feijões, grão de bico, lentilha, ervilha), diferentemente da arginina, está associada à redução das feridas do herpes. Este aminoácido tem efeito significativo sobre a diminuição da replicação do vírus, pois contribui para a produção de enzimas, anticorpos e hormônios, os quais aumentam a imunidade e ajudam a combater a doença.

Outros alimentos ricos em arginina (reduzir):

  • clara de ovo

  • tremoço (feijão lupin)

  • porco

  • pinhão

  • carne vermelha

  • crustáceos (carangueijo) e moluscos

  • polvo

  • carneiro

  • peru

  • vitela

  • avestruz

  • cordeiro

  • chocolate

  • semente de tomate

  • milho

A dieta deve ser apropriada para o sistema imunológico, rica em vitaminas e minerais presentes nas frutas e vegetais. Opte também por fontes adequadas de ômega-3 (peixes, linhaça, chia) e mantenha o intestino saudável. Um intestino que funciona mal compromente o sistema imunológico. Avalie a presença de disbiose intestinal com um nutricionista e, se necessário, recorra à suplementação de probióticos, juntamente com o tratamento do leaky gut. Fora isso, pratique yoga ou medite para combater o estresse.

Aumente o consumo de  alimentos ricos em:

  • lisina: peixes, laticínios

  • ômega-3: peixes, óleo de peixe

  • probióticos: iogurtes, leite fermentado, suplemento

  • vitamina C: frutas cítricas, folhosos

  • carotenóides: frutas e vegetais alaranjados e avermelhados

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Quer emagrecer? Antes da dieta cuide do seu cérebro.

Dificuldade em seguir uma dieta ou plano de exercício? O problema pode ser seu cérebro inflamado. Quando nascemos temos cérebros muito parecidos. Contudo, ao longo da vida vamos sendo expostos a diferentes condições e nosso cérebro vai se modificando. 

O cérebro é o órgão mais complexo do nosso corpo. Pesando no adulto apenas 1,5 kg controla tudo, como um super computador. Por isto, consome 25% das calorias consumidas diariamente, recebe 25% do fluxo sanguíneo e 20% de todo oxigênio inspirado. Estima-se que o cérebro contenha mais de 1 bilhão de células nervosas. Muitos fatores podem modificar o funcionamento do cérebro:

  • Trauma craniano

  • Uso de drogas 

  • Abuso de medicamentos

  • Consumo excessivo de álcool

  • Obesidade e lipotoxicidade

  • Anormalidades endócrinas

  • Carências nutricionais

  • Inflamação crônica

  • Sedentarismo

  • Estresse crônico

  • Tabagismo

  • Desidratação

  • Pensamentos negativos

  • Falta de descanso

Para proteger o cérebro precisamos de uma dieta adequada, suplementação no caso de carências nutricionais, exercícios, quantidade de sono adequada, técnicas de controle do estresse (meditação, prática da gratidão, relaxamento, atividade física, sexo), e tratamentos no caso de desequilíbrios hormonais e/ou doenças físicas ou mentais.

No caso do emagrecimento o tratamento do cérebro também é muito importante. Comedores compulsivos ficam presos nos pensamentos a respeito da alimentação. Quando vou comer, o que vou comer, quanto vou comer são preocupações constantes. Muitos comedores compulsivos são também pouco flexíveis, preocupam-se demais, sentem raiva quando são contrariados. A atividade do giro cingulado, no cérebro, pode estar diminuída em geral por baixa produção de serotonina. Dietas hiperproteicas, medicamentos para emagrecimento, estimulantes como ritalina podem piorar a situação. Já 5-HTP, L-triptofano, erva de São João e inositol tendem a estimular a produção de serotonina reduzindo os sintomas compulsivos. Outras atividades importantes incluem atividade física e yoga.

Comedores impulsivos geralmente possuem dificuldades em controlar seus comportamentos. Podem possuir baixa atividade no córtex prefrontal devido a menor produção de dopamina. Nestas situações há uma maior tendência à distração, tédio e impulsividade. Por exemplo, crianças com déficit de atenção não tratadas possuem maior risco de desenvolverem sobrepeso (Pagoto et al., 2009; Waring & Lapane, 2008).

Comedores impulsivos também podem ter passado por traumas cranianos ou terem sido expostos a neurotoxinas. Dietas ricas em carboidratos, suplementos como o 5-HTP e medicamentos como Prozac, Zoloft e Lexapro podem piorar o quadro. Já o extrato de chá verde e o suplemento rhodiola reduzem a impulsividade e o ganho de peso nestes casos. A atividade física e o yoga contribuem para o aumento do fluxo sanguíneo e maior produção de dopamina no cérebro. Ter objetivos claros (peso, rotinas de exercícios, alimentação etc) também parece contribuir para a perda de peso.

Comedores compulsivos-impulsivos são altamente emotivos. Exames como SPECT scans mostram baixa atividade do córtex prefrontal e alta atividade do giro cingulato anterior. É comum em pessoas cujas mães fizeram alto consumo de álcool na gestação. Tratamentos que aumentam dopamina e serotonina simultaneamente (extrato de chá verde associado a 5-HTP) são mais eficientes. Além disso, atividade física ajuda bastante.

Comedores emocionais. Se você come como remédio para a dor, tristeza ou tédio precisará combinar tratamentos. Se você está deprimido ou com baixa autoestima precisará procurar profissionais habilitados nestas áreas específicas. Comedores emocionais também possuem mais frequentemente carência de vitamina D. Por isto a dosagem regular da 25-hidroxi vitamina D plasmática é recomendada. A atividade física aumenta o fluxo sanguíneo no cérebro facilitando a produção de neurotransmissores importantes para o bem estar. A prática da gratidão e da meditação também melhoram os níveis de bem estar (Kristeller, 2003).

Receba a newsletter semanal. Dra. Andreia Torres é nutricionista, mestre em nutrição, doutora em psicologia clínica, especialista em yoga.

Comedor ansioso. A ansiedade muitas vezes relaciona-se com o aumento da atividade do gânglio basal. Pode ser acompanhada de medo, tensão muscular, dores de cabeça ou abdominais, palpitações cardíacas, dificuldade respiratória e nervosismo.  A suplementação de vitamina B6 e magnésio contribui para a maior produção de GABA, neurotransmissor relaxante. Yoga, meditação e outras terapias integrativas que promovem o relaxamento contribuem para a redução da ansiedade, da compulsão e para o emagrecimento.

Deu pra perceber que o cérebro é importantíssimo para o emagrecimento, não é? Dieta antiinflamatória, descanso, lazer, paz, yoga, meditação, suplementação são estratégias importantes para a proteção do mais importante dos órgãos e também para o emagrecimento.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Tratamento da bulimia

Distúrbios alimentares transtornos deletérios à saúde e muito perigosos. Podem ser detectados por familiares, por nutricionistas, médicos e amigos próximos. O tratamento é multidisciplinar, incluindo um nutricionista e um especialista em saúde mental. A tabela abaixo apresenta as características de cada transtorno

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A prevalência estimada de bulimia nervosa é de 3% a 10% das mulheres. A bulimia pode aparecer após uma tentativa malsucedida de perda de peso ou quando o paciente descobre que vômitos, jejuns e atividade física excessiva podem compensar episódios compulsivos. Outros fatores associados ao desenvolvimento de bulimia incluem história de infância ou abuso sexual, história de abuso ou dependência de substâncias psicoativas, atletas, diabéticos e história familiar de alcoolismo ou depressão. Aliás, depressão e transtornos de humor são comuns em pacientes bulímicas. O prognóstico na bulimia é geralmente melhor do que com anorexia: mais de 50% recuperam-se e poucas desenvolvem anorexia.

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Como pacientes anoréxicos apresentam-se visualmente muito magros e pacientes bulímicos não, acaba que a bulimia nervosa pode ser de bem mais difícil diagnóstico. Na casa de suspeita de bulimia e outros transtornos algumas perguntas devem ser incluídas na anamnese de profissionais de saúde: (1) "Você come em segredo?", (2) "Você está satisfeito com seus hábitos alimentares?", (3) Você come até passar mal ou se sentir muito desconfortável?, (4) Você perde controle sobre o quanto come? (5) Você diria que o alimento domina sua vida?

Médicos devem também perguntar sobre pesos máximo e mínimos anteriormente atingidos, história menstrual, hábitos de exercício, consumo de álcool ou outras drogas, uso de laxantes, diuréticos ou pílulas dietéticas. Durante o exame clínico é importante a investigação de erosão do esmalte dentário, hipertrofia da glândula parótida, voz rouca devido ao refluxo gastroesofágico, sinal de Russell (hipertrofia das articulações dos dedos pela indução de vômitos), edema periférico e prolapso retal ou sangramento devido à constipação crônica. A avaliação laboratorial deve ser completa, dando-se atenção às anormalidades eletrolíticas induzidas por vômitos (hipocalemia, alcalose metabólica hipoclorêmica).

O acompanhamento médico, psicoterápico e  nutricional é mais eficaz quando o paciente vê a necessidade de tratamento. Dentre os objetivos terapêuticos estão a normalização da alimentação, a recuperação do estado nutricional e o restabelecimento da autoestima. Para os pacientes que recusam terapia, o objetivo do acompanhamento médico ou nutricional deve ser ajudar o paciente a perceber a gravidade da situação e trabalhar com ela para aceitar o tratamento e minimizar danos à saúde.

Diários alimentares, monitorados por um nutricionista, são uma parte essencial do tratamento. Os diários alimentares são usados ara 2 propósitos: avaliar a adequação nutricional da dieta, monitorar tipo e quantidade de alimentos consumidos e sensações emocionais e físicas que acompanham a alimentação. O diário alimentar também pode ser um componente importante da terapia cognitivo-comportamental. Durante o tratamento são quebrados ciclos nocivos de compulsão e purgação, são restaurados comportamentos alimentares "normais", são reprogramadas crenças sobre o corpo, dieta e peso. Também trabalha-se para a resolução de traumas ou outras questões emocionais. Yoga também é recomendado para a redução da ansiedade.

Embora a maioria dos bulímicos possa ser tratada ambulatorialmente, a internação é recomendada em caso de desequilíbrios eletrolíticos graves, depressão grave e risco de suicídio. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/