Diabéticos em dietas ricas em fibras podem precisar de mais cálcio

Pesquisadores do UT medical Center relataram que pacientes com diabetes tipo 2 excretam menos cálcio na urina quando consome 50 gramas de fibras por dia, comparados àqueles que consomem 24 gramas ao dia. Uma menor excreção de cálcio indica uma economia já que menos deve estar sendo absorvido.

A fibra é importantíssima pois melhora o controle da glicose e do colesterol e o funcionamento intestinal. Porém um excesso de fibras diminui a absorção de diversos minerais, dentre eles o cálcio. A deficiência de cálcio está relacionada à osteoporose e ao maior risco de câncer. Porém, de acordo com o cientista responsável pelo estudo, Dr. Abhimanyu Garg, é fundamental conversar com um nutricionista antes de iniciar a suplementação do mineral pois quantidades de cálcio maiores que as recomendáveis aumenta o risco de pedras nos rins.

Tipos de fibras, fontes e funções

Fonte: Krause, 13a ed., 2012. https://amzn.to/3I1uHhW

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Frutose de alimentos industrializados aumenta ganho de peso

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Durante as últimas décadas o Brasil passou por transição nutricional. Neste tempo o aumento de alimentos ricos em energia aumentou, assim como o número de pessoas sedentárias. Tais comportamentos vieram acompanhados de ganho de peso e aumento dos casos de diabetes tipo 2 em jovens, adultos e idosos.

Desde 2007 estudos vem sendo publicados demonstrando que os açúcares tem efeito diferente no organismo alguns acelerando a fome (como a frutose) e outros inibindo a fome (como a glicose). Isto acontece porque a frutose precisa ser antes convertida em glicose antes de ser totalmente metabolizado, produzindo um desequilíbrio na quantidade de ATP (energia) em nosso organismo. 

O problema no caso seria a frutose encontrada em alimentos industrializados, adoçados artificialmente, como os refrigerantes. O estímulo dado ao cérebro aumenta a compulsão alimentar e o ganho de peso.

Para saber mais: LANE, M.D.; CHA, S.H. Effect of glucose and fructose on food intake via malonyl-CoA signaling in the brain. Biochemical and Biophysical Research Communications, 03/03/2009.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Quem consome mais carne vermelha morre antes

Pesquisa com um número surpreendente de participantes (mais de 500.000) acompanhados por 10 anos, mostrou que pessoas que consomem mais carnes vermelhas e processadas tem um maior risco de morrer. O estudo faz parte dos trabalhos do Dr. Rashmi Sinha e colaboradores do Instituto Nacional do Câncer em Rockville, Maryland e foi publicado no dia 23 de março no Archives of Internal Medicine. Dentre os participantes do estudo (todos com idades entre 51 e 71 anos no início do estudo), 47.976 homens e 23.276 mulheres morreram durante os 10 anos do estudo, sendo que dentre os que consumiram mais carnes vermelhas ou processadas - linguiça, salsicha, hamburgueres, presunto, mortadela etc (Sinha et al., 2009).

De acordo com o relatório realizado e publicado pelo World Cancer Research Found em 2007chamado Food, Nutrition, Physical Activity, and the prevention of Cancer: a Global Perspective, na população, o consumo médio de carne vermelha não deve ultrapassar 300g por semana, sendo que destas pouca ou nenhuma quantidade de carne processada.

Uma das explicações para este risco aumentado é de que o processamento de carnes, tais como a cura e o fumo, pode resultar na formação de substâncias químicas cancerígenas, incluindo compostos N-nitrosos (NOC) e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos (HAP). No nosso organismo possuímos nitrito e nitrato inorgânicos que são indispensáveis para manter o equilíbrio do óxido nítrico. Em contrapartida, nitrito e nitrato quando são adicionados a produtos cárneos geram uma resposta maléfica para o corpo humano. Após a ingestão de carnes processadas, há um aumento do nível de nitrato que é convertido a nitrito no intestino, mais reação com aminas secundárias e absorção, promovendo assim, a formação de N-nitrosaminas, que causam danos ao DNA após o metabolismo de ativação podendo levar a ocorrência de cânceres.

Já os Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs) são compostos formados durante a combustão incompleta de material orgânico. Um dos processos de liberação desses compostos é pelo processamento a altas temperaturas. Quimicamente são formados por estruturas contendo dois ou mais anéis aromáticos fundidos, cuja importância se deve a relação com alguns tipos de câncer no homem. De forma geral, a atividade carcinogênica dos HPAs é expressa pela biotransformação de intermediários reativos capazes de se ligar covalentemente ao DNA para induzir quebras e causar danos que levam à iniciação de mutação e tumores.

Além de riscos à saúde humana, o planeta também sofre consequências deletérias provenientes do consumo exacerbado de carne vermelha, pois a produção pecuária representa cerca de um quinto das emissões totais de gases relacionados ao efeito estufa, contribuindo, assim, para as alterações climáticas e suas consequências adversas para a saúde humana e ao meio ambiente, incluindo a ameaça à produtividade alimentar em muitas regiões, maior risco para alterações climáticas com impactos na vegetação, fauna e ecossistemas.

Ainda, a produção pecuária intensiva está associada à resistência aos antibióticos e ao aumento da incidência de doenças emergentes como a influenza A e a gripe aviária.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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