Suplementação de vitamina A não deve ser utilizada por mães HIV+ que amamentam

Suplementos de vitamina A e beta-caroteno não seguros para mulheres HIV+ que amamentam pois os mesmos aumentam a excreção do vírus no leite aumentando a chance de transmissão da infecção para o bebê. A pesquisa aparece em dois artigos publicados no  the American Journal of Clinical Nutrition e no Journal of Nutrition.

Estudos estimam que o risco de transmissão do vírus pelo leite humano seja de 7 a 22%, aumentando no caso da suplementação. A OMS, o UNICEF e a UNAIDS recomendam aconselhamento às mães para que estas possam decidir quanto à alimentação de seus filhos. No Brasil, o ministério da saúde desaconselha a amamentação por mulheres soropositivas para o HIV. Porém, a prática é muito comum principalmente na população mais carente não só aqui mas em outros países do mundo como a África. A pesquisa é bastante controversa pois a suplementação pós-parto de vitamina A é muito comum em vários países onde a prevalência de infecção por HIV é alta. Neste caso, quanto mais informação melhor para que as próprias mulheres decidam os procedimentos a adotar.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Bisfenol A altera os níveis de testosterona nos homens

Bisfenol A (BPA) é um composto químico controverso utilizado em embalagens de alimentos e bebidas. Vários países baniram o uso de BPA de embalagens destinadas à alimentação de bebês e também de mamadeiras. No Brasil, o bisfenol ainda é liberado em embalagens para todos os públicos inclusive infantis apesar de não existirem estudos formais em humanos mostrando sua segurança total. Quase todos os experimentos foram realizados em camundongos ou ratos desconsiderando que entre os roedores e os humanos existem diferenças na forma como o BPA é metabolizado. De qualquer forma existem evidências de que o contato com o BPA e sua circulação no organismo aumenta o risco de problemas como disfunções hormonais, mal funcionamento pancreático (o que pode conduzir a diabetes), doenças cardiovasculares e obesidade.

Atualmente o BPA esteve presente em mais de 90% dos indivíduos rastreados em todo o mundo e, agora, um novo estudo publicado no último volume da Environmental Health Perspectives, mostrou que Europeus estão expostos a cerca de 5 microgramas diariamente e quanto maior a exposição maior o risco de problemas endócrinos nos homens, especialmente aumentos anormais de testosterona no sangue. As repercursões disto não são claras mas o estudo mostra uma vez mais que o bisfenol A realmente atua como um disruptor endócrino, por sua estrutura similar aos hormônios naturalmente produzidos em nosso organismo, o que pode também aumentar o risco de câncer em homens e mulheres. A solução é consumir a menor quantidade possível de alimentos industrializados e embalados.

Artigo: GALLOWAY, T. et al. Daily Bisphenol A Excretion and Associations with Sex Hormone Concentrations: Results from the InCHIANTI Adult Population Study. EHP, 2010.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Vitamina D e prevenção de doenças autoimunes

Muitas funções para a vitamina D

Muitas funções para a vitamina D

A extensão na qual a deficiência de vitamina D impacta negativamente o organismo aumentando a susceptibilidade a uma gama de doenças é enorme. Em pesquisa publicada na Genome Research pesquisadores mapearam 2.776 pontos do DNA nos quais a vitamina D interage e exerce suas influências. 

Estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo tenham deficiência de vitamina D, devido à baixa exposição solar e/ou má alimentação. Além de enfraquecer ossos, a deficiência ainda aumenta o risco de doenças autoimunes como esclerose múltipla, artrite, diabetes tipo 1, alguns tipos de câncer (como leucemia e câncer de cólon e reto), demência, doença de Crohn e lupus eritematoso sistêmico. 

A pesquisa também mostrou que a vitamina D também influencia significativamente a atividade de 229 genes como o IRF8, envolvido com a esclerose múltipla e o PTPN2, associado com a doença de Crohn e o diabetes tipo 1.

Agora os investigadores estudam se suplementos de vitamina D na gestação e precocemente na vida teriam efeitos benéficos nos anos vindouros. Alguns países como a França institucionalizaram a suplementação da vitamina como rotina nos serviços de atenção primária. 

De acordo com os pesquisadores, o estudo dá suporte às interpretações de que nós não evoluímos tão rapidamente quanto mudou o estilo de vida. Agora passamos mais tempo abrigados, usamos filtro solar o tempo todo, parte da população mundial mora em regiões frias e isto afeta negativamente nossos genes. A solução é tomar o solzinho como os bebês pela manhã ou no final da tarde e suplementar, se for o caso. Para isto, marque sua consulta de nutrição.

O livro de Michael F. Holick, "Vitamina D", é considerado uma referência essencial sobre a vitamina D. Ele oferece informações detalhadas sobre a importância este hormônio e como ele melhorar a saúde de todos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/