Gripe A (H1N1)

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Ao chegar ao aeroporto em São Paulo precisamos responder à declaração de saúde do viajante, fornecida pela ANVISA. A medida visa detectar casos da gripe A nas pessoas que ingressam no Brasil.

Felizmente, em nossa viajem não tivemos nenhuma intercorrência. Aliás, não vimos ninguém preocupado com esta "novidade". Era até engraçado pois se encontravamos alguém de máscara na rua ou no aeroporto, já sabíamos que era brasileiro!

De qualquer forma, alguns cuidados são importantes e devem ser adotados durante todo o ano e não só em caso de viajem:

- Cuide da alimentação consumindo alimentos nutritivos, fontes de vitaminas, minerais e outras substâncias antioxidantes. Fontes importantíssimas são as frutas, verduras, castanhas e cereais integrais.

- Mantenha seu intestino funcionando. Este grande órgão deve estar íntegro para que desempenhe suas funções protetoras, seletivas e imunológicas. Os alimentos citados anteriormente também são importantes aqui, principalmente por serem fontes de fibras. Suplementos ou iogurtes que contenham probióticos (aquelas bactérias boas) também são grandes aliados na manutenção de um trato digestório sadio. Não se esqueça também de se hidratar. Esta medida simples é uma das mais importantes para o bom funcionamento de todo o corpo.

- Evite praticar exercício físico extenuante, principalmente no sol. A moderação é a chave já que em condições extremas (e aqui também está incluído o estresse psicológico), a produção de cortisol é aumentada. Este hormônio tão importante, quando em excesso reduz a produção do muco que protege a parede do estômago, reduz a adesão dos probióticos protetores à mucosa, reduz a irrigação sanguínea da mucosa (deixando-a com menos oxigênio e nutrientes), diminui a defesa natural contra os agressores externos e aumenta a ocorrência de infecções intestinais.

- Lavar bem as mãos, principalmente antes de comer. Quem não sabia disso, hein?

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Ácido Úrico

O ácido úrico (C5H4N4O3) é um composto produzido durante o metabolismo das purinas (proteínas), que são degradadas a hipoxantina, xantina e ácido úrico.

Por ser muito hidrossolúvel, o urato é facilmente eliminado pela urina em quantidades de 600-700 mg/dia, em média. Quando o ácido úrico está aumentado no sangue, dizemos que há hiperuricemia e, quando as taxas se encontram diminuídas, se diz que há hipouricemia.

Laboratórios, em geral, aceitam valores de ácido úrico plasmático de 6 mg% para mulheres e 7 mg% para homens, mas o ideal mesmo parece estar com as taxas abaixo de 5,5 mg%. Quando o ácido úrico é superior a 7 mg % no plasma sanguíneo, ele pode se depositar em qualquer tecido do organismo, dependendo muito das condições locais. Quando isso ocorre, pode surgir processo inflamatório como gota, artrite, tofo e nefrite.

A causa nutricional mais comum para esta elevação é a ingestão exagerada de proteínas (purinas). A hiperuricemia também pode ocorrer devido ao abuso do álcool, relacionada à obesidade, em decorrência de medicamentos como antiinflamatórios e diuréticos e por superprodução ou por diminuição da excreção renal e intestinal de ácido úrico.

A hiperuricemia, assim como a elevação do colesterol plasmático, do LDL-c e da homocisteína, do sedentarismo, tabagismo e hipertensão, é um fator de risco para as doenças cardiovasculares e renais.

A dieta é um item importante do tratamento do ácido úrico. Os alimentos não recomendados e que devem ser evitados pelos pacientes com hiperuricemias são aqueles ricos em purinas, como carnes, miúdos (fígado, coração, língua, rins), peixes pequenos, frutos do mar, caldos . A ingestão de líquidos deve ser aumentada afim de auxiliar a excreção e minimizar a possibilidade de formação de cálculos renais. A dieta deve ser reduzida em colesterol e gordura já que estes reduzem a excreção do ácido úrico. O açúcar também aumenta a produção de ácido úrico.

O queijo tofu aumenta a excreção do ácido úrico por isto pode ser utilizado na dieta em sanduíches, temperados em pastinhas ou mesmo em sopas.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

1 em cada 3 uruguaios tem colesterol alto

Ao chegar ao Uruguai logo vi um outdoor que dizia ¨Um em cada 3 uruguaios tem colesterol alto...¨, compre o produto tal (não me lembro o nome) e diminua o seu risco. O produto pode até ser bom mas isso chega a ser engraçado. Estamos sempre atacando os problemas pelo lado errado. O Uruguai é um dos maiores produtores de carne do mundo. Mas, mais do que colesterol, é importante avaliar os seguintes índices:

Quando os índices desequilibram-se, o risco de doenças cardiovasculares aumenta e elas são as principais causas de morte no mundo, inclusive no Uruguai. Se a pessoa come muita carne e pouca fibra, a situação piora, pois instala-se um processo de disbiose intestinal, que também aumenta o risco cardíaco.

Vegetarianos também podem ter colesterol alto

Apesar das dietas a base de plantas serem mais ricas em fibras, antioxidantes e pobres em colesterol, vegetarianos podem também ter colesterol alto. O motivo é justamente a disbiose intestinal. Quando bactérias ruins proliferam-se, aumentam a produção de endotoxinas. Ao serem absorvidas pelo intestino, chegam ao fígado, desregulando-o. Neste momento o fígado passa a produzir mais colesterol.

Muitos vegetarianos possuem uma dieta excessivamente industrializada. Não comem carne, mas comem substitutos industrializados, ricos em corantes, conservantes, açúcar ou gordura de qualidade duvidosa. Muitos medicamentos, como anticoncepcionais, antidepressivos, antiinflamatórios prejudicam o intestino. Fora isso, a ansiedade e o estresse excessivo também estão entre as causas de disbiose. A saúde depende de cuidados globais, de corpo e mente. Além de cuidar da dieta adote práticas integrativas como yoga e meditação.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/