Dieta para diminuir a barriga

Para perder a barriga não tem jeito, emagrecer e praticar exercícios é fundamental. Conforme-se: aquela história de transformar gordura em músculo não existe. Gastar mais energia do que se consome é a única arma realmente eficaz para a perda de gordura. No caso da gordura abdominal, que é a que mais incomoda a maior parte das pessoas e que também é a mais prejudicial também é importante se observar a qualidade da dieta. Isto porque alguns alimentos aumentam a deposição de gordura justo nesta região. Dois grupos de alimentos são clássicos: gorduras, neste caso as saturadas e trans, e os carboidratos simples. As gorduras saturadas estão presentes nos alimentos de origem animal (leite integral, manteiga, queijos, carnes) e as gorduras trans, principalmente nos alimentos industrializados, como biscoitos, sorvetes, tortas... A quantidade dessas gorduras devem ser diminuídas, até porque também aumentam os níveis de colesterol plasmático.

A gordura é sim importante mas devemos consumir uma maior quantidades das insaturadas presentes, por exemplo, nas castanhas, que também são fonte de selênio, um mineral antioxidante e que auxilia no emagrecimento. Já os cereais simples, como pães brancos e tudo o mais que for feito com farinha refinada deveriam ser substituídos pelas versões integrais. Aumente também o consumo de frutas e verduras, as mesmas são fontes de fibras, que fazem o intestino funcionar bem, desinchando a região. Também são fontes de vitaminas, minerais e fitoquímicos importantes e que auxiliam no processo de emagrecimento. Contudo, limite o consumo de sucos pois são mais calóricos e, por serem, muitas vezes, ricos em açúcar aumentam o depósito de gordura na região abdominal.

Consuma boas fontes de proteína. Peixes, iogurte, feijões e soja mantém o organismo saciado por mais tempo, o que é ótimo para quem quer perder os quilinhos extras.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Ortorexia - a obsessão pela alimentação saudável

Se preocupar com a saúde e com a alimentação é muito importante mas precisamos ter cuidado para não ficarmos neuróticos e desenvolvermos transtornos ou doenças por conta desta obsessão. Apesar de ainda não reconhecida como uma desordem, a ortorexia tem ganhado atenção, uma vez que a obsessão com a beleza e um corpo saudável podem levar sim à transtornos alimentares. As consequências podem incluir doenças, malnutrição e até óbito, devido à eliminação de grupos inteiros de alimentos, por longos períodos. O problema não é se alimentar de forma saudável mas sim como isto está influenciando sua saúde.

A alimentação deve ser fonte de prazer e saúde e não de estresse e doença. Para saber se os cuidados estão sendo excessivos preste atenção em sinais clínicos como queda de cabelo, problemas de pele, funcionamento intestinal, nervosismo, falta de energia e também ao comportamento da pessoa perante às pessoas amadas. Você ou alguém conhecido tem deixado de sair, estar com amigos ou familiares que sempre foram próximos, apenas porque não quer estar em locais onde a comida estará disponível? A pessoa apresenta muito medo de morrer, ter um câncer, infartar?

O alimento deve aumentar nossa qualidade de vida e não deve nos controlar. Se você tem filhos adolescentes também observe o comportamento alimentar deles, já que alguns autores acreditam que o problema pode começar ainda na juventude. E, quando abordar o assunto alimentação saudável, não crie muitos tabus, açúcar, alimentos industrializados e fast food devem ser consumidos esporadicamente e com moderação mas não precisam ser proibidos. O relacionamento saudável com o alimento é a chave para a prevenção destas tendências.

Pessoas em sofrimento devem buscar acompanhamento especializado. Dentre os tratamentos destacados na literatura está a Terapia Cognitivo Comportamental, que ajuda pessoas com transtornos a remodelarem os pensamentos errôneos. A psicoterapia é unida ao aconselhamento nutricional, abordagem que ajuda o paciente a repensar a alimetação, fugindo de dietas rigorosas, respeitando desejos, preferências, emoções, cultura e regionalidade.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Hoje é dia da pizza!

O Dia da Pizza é celebrado desde 1985 no dia 10 de julho. Para comemorar, você pode comprar um disco de pizza já pronto no mercado e caprichar em uma cobertura saudável, combinando ingredientes como molho de tomate, queijo, orégano, cebola, palmito, escarola, rúcula, tomate, ervilha, milho, pimentão, champignon, alcachofra, alcaparra, atum... Caso você não possa consumir farinha de trigo, opte por uma massa sem glúten.

Receita 1 de pizza sem glúten

  • 1/2 xícara de chá de fécula de batata

  • 1 xícara de chá de amido de milho

  • 1 colher de sopa de óleo de coco

  • 1 colher de sopa rasa de fermento em pó

  • leite ou leite de soja

  • queijo branco

  • molho de tomate

  • orégano

Coloque os 4 primeiros ingredientes numa vasilha, pondo por último o leite até que a massa fique solta. Amasse bem e coloque numa forma. Adicione o queijo, o presunto, o molho de tomate e polvilhe com orégano. Asse em forno quente. 

SE EU TIRAR GLÚTEN VOU FICAR ALÉRGICO?

Recebo essa pergunta toda hora. Gente, as causas da doença celíaca são genética, imunológica e ativada pela ingestão do glúten (não pela retirada dele). Em pessoas que herdam dos pais a predisposição à autoimunidade mediada pelo glúten (alterações de genes HLA), o sistema de defesa lesa o intestino delgado e desencadeia a má absorção de vários nutrientes. E só tem um tratamento: a retirada do glúten. Ou seja, doença celíaca não é intolerância nem alergia. É uma doença autoimune. Existem outras doenças relacionadas como alergia ao trigo e outras questões por mecanismos desconhecidos.

Quando você para de comer sorvete por 1 ano, quando volta está alérgico? Não.

Quando você para de comer frango por 1 ano, quando volta está alérgico? Não.

Quando você para de comer arroz por 1 ano, quando volta está alérgico? Não.

Agora, se você parou de comer um alimento e quando voltou a comer passou mal, aí tem. Pesquise e entenda seu corpo. Ele te dá mensagens e, às vezes, grita por socorro por meio de dores de cabeça, problemas na pele, dificuldades digestivas, acúmulo de gordura, alterações cognitivas...

Receita 2 de massa sem glúten (e cetogênica)

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/