Aumentando a produtividade à tarde

Se você trabalha em um escritório pode já ter notado que às 15h todo mundo fica mais lento, com mais sono ou até mais irritado. Isto é normal. Em primeiro lugar nosso relógio biológico faz com que passemos a produzir mais melatonina à tarde, afim de controlar a temperatura do corpo.

A melatonina é um hormônio que induz o sono. Neste caso, trabalhar ou estudar em ambiente iluminados ajuda já que quanto mais escuro mais melatonina produzimos. Abra então as janelas e as cortinas e mão à obra, nada de estudar no quarto, deitado na cama! Além deste fator, os hábitos alimentares podem estar provocando esta falta de energia à tarde. Tome um café da manhã caprichado, seu corpo já ficou muito tempo sem energia enquanto você dormia.

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Sair sem se alimentar e passar a manhã inteira tomando cafezinho não compensa o que seu corpo preciso e ainda fará você chegar faminto ao almoço. Comer muito na hora do almoço, principalmente alimentos ricos em carboidratos simples (arroz, batata, macarrão, doces) fará com que seu pâncreas produz grandes quantidades de insulina fazendo com que você tenha uma hipoglicemia de rebote (diminuição da quantidade de açúcar no sangue) entre 1 e 3 horas após o almoço. Ou seja, bem neste horário das 15h... Por isso, não pule o café da manhã, leve uma fruta para comer no intervalo e escolha os alimentos do almoço com mais sabedoria. Prefira os carboidratos complexos (arroz ou macarrão integral) ou mesmo pouco arroz branco adicionado de mais folhas e vegetais afim de aumentar o conteúdo de fibras da refeição.

Ajuda também colocar um pouquinho de azeite e escolher uma proteína magra para completar. Mastigue muito bem e evite os doces. Dessa forma, você se sentirá bem mais disposto à tarde. Carboidratos complexos levam mais tempo para serem digeridos, saciando mais e as proteínas aumentam a produção de dopamina e norepinefrina, compostos que nos deixam mais alertas e concentrados. Algumas pessoas ainda arranjam um tempinho para malhar na hora do almoço. Se você tem tempo e gosta de se exercitar moderadamente neste horário, estes 40 minutos podem ser uma boa estratégia para aumentar os seus níveis de energia já que o aumento do consumo de oxigênio durante a prática nos fazem sentir mais alertas. Além disso, durante a atividade produzimos adrenalina, um potente hormônio estimulante. Mas não vá se empanturrar depois ou morrerá de sono à tarde, de qualquer forma.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Suplementação com ferro é segura em regiões de risco para malária?

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a suplementação de ferro é segura, inclusive em áreas de risco para malária. Contudo, pesquisadores de Zanzibar, capital da Tanzânia, não concordam com esta posição. Os mesmos propuseram a retirada da suplementação preventiva em crianças menores de dois anos, visto que a mesma poderia promover o crescimento dos parasitas. Em resposta a isto foram revisadas 68 pesquisas, envolvendo 42.981 crianças. 

Os revisores concluíram que os suplementos não aumentaram o risco de infecção e é neste estudo, publicado em 08/07/2009, que a OMS está se baseando para recomendar a suplementação de ferro, não só para o tratamento da anemia mas também para a prevenção. O debate continua e um exemplo interessante entre dois grupos foi publicado na edição de jan/fev 2009, do  Jornal de Pediatria.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Proteína vegetal e diminuição da pressão arterial

O consumo de ácido glutâmico, um aminoácido comumente encontrado em alimentos vegetais está associado a menor pressão. Estudo publicado este mês no Circulation, que um consumo 4.72% maior do ácido glutâmico diminui a pressão sistólica em 1,5 a 3,0 mmHg e a pressão diastólica em 1,0 a 1,6 mmHg. De acordo com os autores, apesar destes valores parecerem pequenos de uma perspectiva individual, observando-se em escala populacional isto representa uma importante redução, já que reduziria o risco de derrame em 6% e de infarto em 4%. O ácido glutâmico representa cerca de 23% dos aminoácidos em proteínas vegetais (como soja, feijão e até cereais integrais) e 18% em proteínas animais.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/