Ortorexia - a obsessão pela alimentação saudável

Se preocupar com a saúde e com a alimentação é muito importante mas precisamos ter cuidado para não ficarmos neuróticos e desenvolvermos transtornos ou doenças por conta desta obsessão. Apesar de ainda não reconhecida como uma desordem, a ortorexia tem ganhado atenção, uma vez que a obsessão com a beleza e um corpo saudável podem levar sim à transtornos alimentares. As consequências podem incluir doenças, malnutrição e até óbito, devido à eliminação de grupos inteiros de alimentos, por longos períodos. O problema não é se alimentar de forma saudável mas sim como isto está influenciando sua saúde.

A alimentação deve ser fonte de prazer e saúde e não de estresse e doença. Para saber se os cuidados estão sendo excessivos preste atenção em sinais clínicos como queda de cabelo, problemas de pele, funcionamento intestinal, nervosismo, falta de energia e também ao comportamento da pessoa perante às pessoas amadas. Você ou alguém conhecido tem deixado de sair, estar com amigos ou familiares que sempre foram próximos, apenas porque não quer estar em locais onde a comida estará disponível? A pessoa apresenta muito medo de morrer, ter um câncer, infartar?

O alimento deve aumentar nossa qualidade de vida e não deve nos controlar. Se você tem filhos adolescentes também observe o comportamento alimentar deles, já que alguns autores acreditam que o problema pode começar ainda na juventude. E, quando abordar o assunto alimentação saudável, não crie muitos tabus, açúcar, alimentos industrializados e fast food devem ser consumidos esporadicamente e com moderação mas não precisam ser proibidos. O relacionamento saudável com o alimento é a chave para a prevenção destas tendências.

Pessoas em sofrimento devem buscar acompanhamento especializado. Dentre os tratamentos destacados na literatura está a Terapia Cognitivo Comportamental, que ajuda pessoas com transtornos a remodelarem os pensamentos errôneos. A psicoterapia é unida ao aconselhamento nutricional, abordagem que ajuda o paciente a repensar a alimetação, fugindo de dietas rigorosas, respeitando desejos, preferências, emoções, cultura e regionalidade.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Hoje é dia da pizza!

O Dia da Pizza é celebrado desde 1985 no dia 10 de julho. Para comemorar, você pode comprar um disco de pizza já pronto no mercado e caprichar em uma cobertura saudável, combinando ingredientes como molho de tomate, queijo, orégano, cebola, palmito, escarola, rúcula, tomate, ervilha, milho, pimentão, champignon, alcachofra, alcaparra, atum... Caso você não possa consumir farinha de trigo, opte por uma massa sem glúten.

Receita 1 de pizza sem glúten

  • 1/2 xícara de chá de fécula de batata

  • 1 xícara de chá de amido de milho

  • 1 colher de sopa de óleo de coco

  • 1 colher de sopa rasa de fermento em pó

  • leite ou leite de soja

  • queijo branco

  • molho de tomate

  • orégano

Coloque os 4 primeiros ingredientes numa vasilha, pondo por último o leite até que a massa fique solta. Amasse bem e coloque numa forma. Adicione o queijo, o presunto, o molho de tomate e polvilhe com orégano. Asse em forno quente. 

SE EU TIRAR GLÚTEN VOU FICAR ALÉRGICO?

Recebo essa pergunta toda hora. Gente, as causas da doença celíaca são genética, imunológica e ativada pela ingestão do glúten (não pela retirada dele). Em pessoas que herdam dos pais a predisposição à autoimunidade mediada pelo glúten (alterações de genes HLA), o sistema de defesa lesa o intestino delgado e desencadeia a má absorção de vários nutrientes. E só tem um tratamento: a retirada do glúten. Ou seja, doença celíaca não é intolerância nem alergia. É uma doença autoimune. Existem outras doenças relacionadas como alergia ao trigo e outras questões por mecanismos desconhecidos.

Quando você para de comer sorvete por 1 ano, quando volta está alérgico? Não.

Quando você para de comer frango por 1 ano, quando volta está alérgico? Não.

Quando você para de comer arroz por 1 ano, quando volta está alérgico? Não.

Agora, se você parou de comer um alimento e quando voltou a comer passou mal, aí tem. Pesquise e entenda seu corpo. Ele te dá mensagens e, às vezes, grita por socorro por meio de dores de cabeça, problemas na pele, dificuldades digestivas, acúmulo de gordura, alterações cognitivas...

Receita 2 de massa sem glúten (e cetogênica)

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Aumentando a produtividade à tarde

Se você trabalha em um escritório pode já ter notado que às 15h todo mundo fica mais lento, com mais sono ou até mais irritado. Isto é normal. Em primeiro lugar nosso relógio biológico faz com que passemos a produzir mais melatonina à tarde, afim de controlar a temperatura do corpo.

A melatonina é um hormônio que induz o sono. Neste caso, trabalhar ou estudar em ambiente iluminados ajuda já que quanto mais escuro mais melatonina produzimos. Abra então as janelas e as cortinas e mão à obra, nada de estudar no quarto, deitado na cama! Além deste fator, os hábitos alimentares podem estar provocando esta falta de energia à tarde. Tome um café da manhã caprichado, seu corpo já ficou muito tempo sem energia enquanto você dormia.

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Sair sem se alimentar e passar a manhã inteira tomando cafezinho não compensa o que seu corpo preciso e ainda fará você chegar faminto ao almoço. Comer muito na hora do almoço, principalmente alimentos ricos em carboidratos simples (arroz, batata, macarrão, doces) fará com que seu pâncreas produz grandes quantidades de insulina fazendo com que você tenha uma hipoglicemia de rebote (diminuição da quantidade de açúcar no sangue) entre 1 e 3 horas após o almoço. Ou seja, bem neste horário das 15h... Por isso, não pule o café da manhã, leve uma fruta para comer no intervalo e escolha os alimentos do almoço com mais sabedoria. Prefira os carboidratos complexos (arroz ou macarrão integral) ou mesmo pouco arroz branco adicionado de mais folhas e vegetais afim de aumentar o conteúdo de fibras da refeição.

Ajuda também colocar um pouquinho de azeite e escolher uma proteína magra para completar. Mastigue muito bem e evite os doces. Dessa forma, você se sentirá bem mais disposto à tarde. Carboidratos complexos levam mais tempo para serem digeridos, saciando mais e as proteínas aumentam a produção de dopamina e norepinefrina, compostos que nos deixam mais alertas e concentrados. Algumas pessoas ainda arranjam um tempinho para malhar na hora do almoço. Se você tem tempo e gosta de se exercitar moderadamente neste horário, estes 40 minutos podem ser uma boa estratégia para aumentar os seus níveis de energia já que o aumento do consumo de oxigênio durante a prática nos fazem sentir mais alertas. Além disso, durante a atividade produzimos adrenalina, um potente hormônio estimulante. Mas não vá se empanturrar depois ou morrerá de sono à tarde, de qualquer forma.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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