Metais tóxicos

Metais tóxicos, como cádmio, alumínio, chumbo e mercúrio podem se acumular no organismo provocando alterações nas estruturas celulares, suprimindo o sistema imune e ocasionando lesões importantes, daí a importância de nos expormos o mínimo possível a eles.

- Cádmio = metal pesado, tóxico, associado a aumento da inflamação e de problemas nos rins e no cérebro.  Níveis elevados no corpo também causam hipertensão, anemia, dores articulares, perda de cabelo e enfraquecimento do sistema imune. Fumantes apresentam altos níveis de cádmio assim como pessoas que vivem em ambientes poluídos. O cádmio também deixa o DNA mais instável, aumentando o risco de câncer. Estamos constantemente expostos ao cádmio, presente na fumaça do cigarro, nos pesticidas dos alimentos e nos poluentes do ar. Em crianças, o cádmio atrasa o desenvolvimento cognitivo.

- Alumínio = pode causar osteoporose, alterações gastrintestinais, nervosismo acentudado, dores de cabeça, esquecimento e dores ósseas e musculares. Utensílios de cozinha, papel alumínio, antiácidos, antitranspirantes, desodorantes, alimentos e bebidas enlatados, cigarro e queijo parmesão fundido são possíveis fontes de contaminação pelo alumínio.

- Chumbo = se acumula nos ossos, cérebro, glândulas e cabelo. Também pode lesionar rins, fígado, coração e sistema nervoso. A hiperatividade, por exemplo, tem sido ligada à intoxicação por chumbo. Sintomas comuns incluem cólicas e fraqueza muscular. Alimentos enlatados, tintas com chumbo (inclusive tintura de cabelo) e água contaminada pelas indústrias são possíveis fontes de contaminação.

- Mercúrio = é o metal mais tóxico podendo lesionar cérebro produzindo fadiga, depressão, fraqueza, perda de memória, reações alérgicas e até asma. É encontrado no solo, água, alimentos, mariscos, fungicidas e pesticidas, detergentes, amálgamas dentárias, conservantes de madeira, dentre outros.

Além de preferir alimentos orgânicos é importante uma alimentação saudável como um todo já que nutrientes das frutas, verduras e outros alimentos de origem vegetal contém vitaminas, minerais e compostos com ação antioxidante e destoxificante. Assim, o dano é menor. 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Produtos orgânicos são mais saudáveis

De acordo com o Dr. Alyson Mitchell, do UC Davis Department of Food Science and Technology, compostos bioativos encontrados naturalmente em plantas, tais quais flavonóis, vitaminas e pigmentos são muito importantes para nossa saúde e para o combate à doenças como câncer, doenças degenerativas e cardiovasculares. Mas será que existem diferenças nas quantidades destes nutrientes entre um cultivar orgânico e outro não orgânico? O que diz o pesquisador:

  1. Estudos com maçãs demonstram que culturas orgânicas melhoram a qualidade do solo e também a qualidade nutricional e sabor dos frutos.

  2. Tomate orgânicos contém mais flavonóides, licopeno e vitamina C.

  3. Pesquisas tem demonstrado que o uso contínuo de fertilizantes impacta negativamente a densidade de alguns nutrientes nos alimentos, algo conhecido como efeito diluidor. Especificamente no caso de tomates, o uso de compostos orgânicos mantém as concentrações de compostos fenólicos constante, ao passo que as concentrações de compostos benéficos declinam com o crescimento das frutas quando se utilizam fertilizantes e outros métodos convencionais.

  4. Estudos com 27 cultivares de espinafre orgânico mostrou que os mesmos continham mais flavonóides e vitamina C.

Vários outros estudos apontam resultados similares, o que mostra a importância de se incentivar o cultivo orgânico, de se melhorar os sistemas produtivos e de se maximizar a qualidade do solo e os benefícios nutricionais destes produtos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Vegetarianos: vamos melhorar a dieta?

Nem todo o vegetariano tem uma dieta apropriada já que a retirada das carnes, leite ou ovos nem sempre é compensada com um maior consumo de alimentos benéficos e protetores. Por isto, para que a dieta vegetariana realmente beneficie o corpo, precisa-se atentar à alguns pontos:

  • Sódio. O brasileiro típico consome mais sal do que o necessário. Vegetarianos tendem a consumir menos porém se o consumo de alimentos industrializados é grande (com batata fraita, sopas industrializadas, nozes e castanhas salgadas, pizzas, biscoitos e outros alimentos preparados), a quantidade de sódio continuará acima do recomendado. O sódio em excesso aumenta o risco de doenças cardiovasculares e aumenta a perda de cálcio.

  • Açúcar. Você pode se surpreender com a quantidade de açúcar consumida por alguns vegetarianos. Biscoitos doces, chocolates, açúcar (e também mel, melado, rapadura) no suco, no chá e em outros alimentos aumenta a glicemia, o peso, o risco de doenças como diabetes, câncer e problemas no coração.

  • Alimentos refinados. Troque-os pelos integrais, mais ricos em fibra, zinco, magnésio, ferro e outros minerais. Importantíssimo para os vegetarianos!

  • Melhore o consumo de gorduras boas. Gorduras saturadas e hidrogenadas devem ser reduzidas. As mesmas estão presentes no óleo de palma, de coco, na manteiga e nos alimentos industrializados. Substitua-as por óleo de canola, azeite, nozes, castanhas, sementes, abacate, açaí... Evite também as frituras.

  • Aumente o consumo de vegetais verde escuros: este grupo é rico em antioxidantes, ferro e magnésio, contém poucas calorias, açúcar e sódio.

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  • Varie ao máximo frutas e verduras. Tente incluir todos os dias frutas cítricas (laranja, tangerina, kiwi, morango etc) pois são ricas em vitamina C. Também faça pratos bem coloridos para garantir o consumo de ferro e cálcio. O ideal é consumir pelo menos 400 gramas de frutas e verduras diariamente. Se você não consegue procure um nutricionista para averiguar a necessidade de suplementação.

  • Compre alimentos fortificados com B12. Esta vitamina essencial está presente em alimentos de origem animal e em algas. Existem, contudo, cereais (como aveia) e leite de soja fortificados.

  • Não esqueça dos exercícios. Um programa de exercícios é parte importante de uma vida saudável. Apesar disso não ser novidade, alguns estudos mostram que tanto vegetarianos quanto não vegetarianos exercitam-se menos do que deveriam. A atividade física é essencial para a manutenção dos ossos e musculatura fortes, para melhoria da flexibilidade e equilíbrio e para a prevenção de doenças. Faça seu check-up e comece já!

A dieta vegetariana pode ser saudável, completa e benéfica para as pessoas, os animais e o meio ambiente. Contudo, muitas pessoas sentem dificuldade na transição da dieta onívora para a dieta vegetariana.

Também possuem muitas dúvidas acerca da combinação dos alimentos e da necessidade de suplementação. Neste curso 100% online o papel dos nutrientes são discutidos, assim como a forma de atingir a recomendação dos mesmos e preservar a saúde. Saiba mais assistindo ao vídeo:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/