Doenças cardíacas matam mais de 300.000 brasileiros por ano

Com o passar da idade nos tornamos mais suscetíveis a ter problemas nos vasos sanguíneos. Mesmo assim, muitas pessoas tem na família casos de pessoas que infartaram antes dos 40 anos. A genética e a história familiar contam muito. Para prevenir ataques cardíacos e derrames, controle sua pressão arterial. Esta tende a aumentar em momentos de estresse. Você pode ir à farmácia ao hospital ou posto de saúde monitorar a pressão caso esteja sentindo-se “diferente".

O ideal seria manter a pressão abaixo de 135/85. Para conseguir isso reduza o consumo de sal e alimentos industrializados, evite alimentos tipo fast food (como hambúrgueres e milk shakes), consuma pelo menos 400g de frutas e verduras diariamente e tente aumentar o consumo de peixes (mesmo que seja sardinha ou atum) para duas a três vezes por semana. Se fuma, pare de fumar. E tente movimentar o corpo pelo menos por 30 minutos ao dia, fazendo uma atividade física que lhe dê prazer.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Exame genético avalia a tolerância à cafeína e o risco cardíaco

A análise de polimorfismos genéticos nos ajudam a compreender o risco de algumas pessoas a algumas doenças. Por exemplo, algumas pessoas possuem maior chance de sofrer de problemas cardíacos quando consomem alimentos com mais cafeína (como café, refrigerantes a base de cola, chá preto e chocolate). O risco aumentado deve-se à presença de um alelo variante do gene responsável por codificar a enzima CYP1A2, fundamental para a metabolização da cafeína.

A enzima CYP1A2 está envolvida em 95% do metabolismo da cafeína. Pessoas com as variantes CC e AC sAA são metabolizadoras lentas e apresentam maior risco de desenvolvimento de doenças cardíacas, principalmente quando ingerem mais que 400mg de cafeína por dia.

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A cafeína não aumenta o risco de infarto ou hipertensão em metabolizadores rápidos, mesmo quando consomem mais que 3 a 4 xícaras de café ao dia. Em atletas a cafeína também apresenta efeitos distintos. Em geral metabolizadores rápidos têm uma melhora de rendimento (até 5%) quando consomem café, enquanto metabolizadores lentos não melhoram quase nada. Contudo, os resultados ainda são contraditórios, especialmente porque pessoas já acostumadas a tomar café tendem a metabolizar a bebida mais rápido do que pessoas não habituadas à cafeína.

É igualmente importante lembrar que além dos fatores genéticos que interferem na ação da enzima CYP1A2, existem fatores ambientais que também modificam sua ação. Cigarro, álcool e contraceptivos orais, que inibem a CYP1A2, enquanto vegetais crucíferos (brócólis, couve, repolho, couve-flor) favorecem a síntese de CYP1A2.

APRENDA A INTERPRETAR EXAMES NUTRIGENÉTICOS

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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França é o primeiro país a banir 5 pesticidas exterminadores de abelhas - Brasil faz o contrário

A França é uma referência no esforço global para salvar as abelhas. O país proibe, desde 19/12/18 o uso de 5 pesticidas derivados da nicotina (clotianidina, imidacloprido, tiametoxam, tiacloprido e acetamiprido) responsáveis pelo colapso da população de abelhas. Todos estes inseticidas são liberados para uso no Brasil. A medida, saudada por apicultores e ambientalistas franceses, é controversa entre produtores de arroz, trigo e beterraba, que alegam que a proibição os deixa sem alternativa efetiva para proteger algumas culturas de pragas. A agência de saúde pública da França discorda.

Introduzido em meados da década de 1990, os neonicotinóides sintéticos são agrotóxicos que compartilham a estrutura química da nicotina e atacam o sistema nervoso central dos insetos. Destinado a substituir os pesticidas mais antigos, eles são agora os mais utilizados para tratar as culturas de floração, como árvores frutíferas, beterrabas e vinhas.

Estudos científicos mostraram que os neonicotinóides cortam a contagem de espermatozóides das abelhas e atrapalham sua memória e habilidade de direção. Pesquisas sugerem até que as abelhas podem desenvolver um perigoso vício aos inseticidas, bem como acontece com os fumantes de cigarro.

As Nações Unidas alertaram no ano passado que 40% dos polinizadores invertebrados - particularmente abelhas e borboletas - correm risco de extinção global. No Brasil, apicultores gaúchos e catarinenses, registraram perda de 25% na produção de mel. Nos últimos três meses, mais de 500 milhões de abelhas morreram no Rio Grande do Sul, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, segundo estimativas de Associações de apicultura, secretarias de Agricultura e pesquisas realizadas por universidades.

As abelhas são as principais polinizadores da maioria dos ecossistemas do planeta. Voando de flor em flor, elas polinizam e promovem a reprodução de diversas espécies de plantas. No Brasil, das 141 espécies de plantas cultivadas para alimentação humana e produção animal, cerca de 60% dependem em certo grau da polinização pelas abelhas. Enquanto a França e os demais países da União Europeia limitam cada vez mais o uso dos agrotóxicos, em prol do meio ambiente e da saúde humana, o governo brasileiro aprovou nos últimos 3 meses o uso de 121 novos pesticidas, dentre eles o Metomil, ingrediente ativo extremamente tóxico e utilizado em culturas de algodão, batata, soja, couve e milho. O Brasil é hoje o maior mercado mundial de agrotóxicos e continua colocando a sociedade em perigo.

O voto é apenas o primeiro passo no processo democrático. Depois vem as cobranças. Precisamos, enquanto sociedade, nos reunir e dizer que assim não dá!

Aprenda mais sobre nutrição e saúde no curso de formação de coaches de saúde integrativa

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/