Suplementação de vitamina D protege contra quedas em idosos

Existem evidências de que a vitamina D seja um nutriente extremamente importante para a longevidade. Sua carência associa-se a doenças como Alzheimer, Parkinson, obesidade e vários tipos de câncer

Conforme envelhecemos os músculos perdem receptores para a vitamina D (Bischoff-Ferrari et al., 2004). Parece que quanto mais baixos forem os níveis de vitamina D plasmáticos maior é a perda de força e o declínio físico de idosos (Wicherts et al., 2007). Muitos estudos mostram que a hipovitaminose D aumenta inclusive o risco de quedas. Por isto, orgãos como a Sociedade Americana de Geriatria recomendam a suplementação dos idosos (LeBlanc & Chou, 2015), especialmente aqueles que já caíram uma ou mais vezes e os que fazem uso de medicamentos como antihipertensivos e estatinas para redução do colesterol (Moyer, 2012)

A suplementação (700 a 1.000 UI/dia) pode contribuir para o aumento da massa muscular, potência, força muscular (Beaudart et al.,2014) e equilíbrio (Muir et al., 2011). A Sociedade Americana de Geriatria recomenda dosagens ainda maiores (até 4.000 UI/dia) para a prevenção de quedas em idosos (AGS, 2014). Doses maiores do que esta, principalmente na forma de injeções, não trazem benefícios, pelo contrário, podem até aumentar o risco de quedas (Dawson-Hughes & Harris, 2010).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Menos carne, mais vegetais e fibras

Brincadeiras na internet, após divulgação do caso pela polícia federal.

Brincadeiras na internet, após divulgação do caso pela polícia federal.

Levamos um susto na última sexta-feira, com o anúncio da operação "Carne Fraca" pela Polícia Federal (PF). O órgão apurou o envolvimento de fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) em um esquema de liberação de licenças e fiscalização irregular de frigoríficos.

A operação investigou grandes empresas do setor no Brasil, como a BRF, que controla marcas como Sadia e Perdigão, e também a JBS, que detém as marcas Friboi, Seara e Swift, dentre outras marcas.

O principal objetivo da operação foi desarticular uma suposta organização criminosa liderada por fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que, com o pagamento de propina, fechavam os olhos para a produção de produtos adulterados, emitindo certificados sanitários sem fiscalização. A investigação revelou a venda de carnes podres maquiadas com altas quantidades de ácido ascórbico (vitamina C), re-embalagem de produtos vencidos e a presença de papelão em áreas limpas dos abatedouros. Ouça ao depoimento de uma ex-funcionária de frigorífico:

Carne é toda parte comestível de um animal. Carnes embutidas (como salsicha, linguiça, bacon, presunto, salame, carnes secas ou defumadas) são obtidas a partir do processo de moagem da carne, adicionada à componentes como gordura, sal, açúcar, nitratos e nitritos, especiarias. O acondicionamento é feito dentro de uma tripa natural ou artificial.

Existem evidências de que o processamento da carne aumenta o risco de doenças cardiovasculares, doença pulmonar obstrutiva crônica, câncer de intestino, estômago, mama e próstata. As possíveis causas são os compostos produzidos durante o processo de processamento destes produtos, como compostos nitrosos (nitratos e nitrosaminas), hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, aminas heterocíclicas e cloreto de sódio. 

Por outro lado estudos mostram que a forma mais eficiente de proteger o corpo contra todas estas doenças é aumentar o consumo de frutas, verduras, castanhas e sementes. Estes alimentos são fontes de vitaminas, minerais, fitoquímicos e fibras, protegendo o corpo pela ação antioxidante, antiinflamatória e/ou varredora de compostos prejudiciais. 

Dietas ricas em fibras também reduzem o risco de derrames, problema que atinge uma pessoa a cada cinco minutos no Brasil. Dentre as complicações do derrame estão: 

  • Diminuição ou perda súbita da força na face, braço ou perna de um lado do corpo

  • Alteração súbita da sensibilidade com sensação de formigamento na face, braço ou perna de um lado do corpo

  • Perda súbita de visão num olho ou nos dois olhos

  • Alteração aguda da fala, incluindo dificuldade para articular, expressar ou para compreender a linguagem

  • Dor de cabeça súbita e intensa sem causa aparente

  • Instabilidade, vertigem súbita intensa e desequilíbrio associado a náuseas ou vômitos.

  • Perda de movimentos corporais

  • Incontinência urinária e/ou fecal

  • Confusão e perda da memória

  • Depressão

  • Óbito

Uma única maçã extra ao dia ou 1/4 de xícara de brócolis já melhora a função arterial e reduz o risco de derrames. Que tal levar nesta próxima semana seu lanchinho saudável para o trabalho ou escola?

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Mindful eating (alimentação consciente) e obesidade

Nem todo mundo quer fazer dieta, nem todo mundo quer ou precisa ter restrições alimentares mas a maioria das pessoas quer ser mais saudável, quer viver mais anos com qualidade. Pensando nisto, estratégias de alimentação consciente vem sendo investigadas.

Muitas vezes comemos sem atenção, mais do que precisamos, sem estarmos com fome, por tédio ou ansiedade. As técnicas de alimentação consciente podem ajudar aguçando nossos sentidos para o que comemos, quando e por quê.

Exercícios de alimentação consciente incluem prestar atenção nas sensações corporais, nos sinais de fome e saciedade, na aparência, cor, textura e sabor dos alimentos. Roger e colaboradores (2016) avaliaram o impacto de 15 pesquisas (560 participantes) sobre mindful eating na obesidade. Viram que as técnicas ensinadas colaboraram para a redução do peso corpóreo (média de 4.2 kg), melhoria dos comportamentos alimentares, alívio de sintomas depressivos mesmo após a finalização do acompanhamento. 

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/