Chá verde na redução do risco de câncer e na neuroproteção: papeis e cuidados

Por várias vezes relatei aqui no blog estudos que associam o consumo de chá verde a uma série de benefícios à saúde. O consumo de apenas uma xícara de chá ao dia já reduz o risco de câncer, sendo que pessoas que consomem maiores quantidades estão mais protegidas (Zhang et al., 2015). O chá verde (e outros chás produzidos a partir da planta camellia sinensis) contém substâncias que levam ao aumento de antioxidantes no corpo (Benzie et al., 1999; Narotzki et al., 2015), à redução de danos ao DNA (Hakim et al., 2003; Pal et al., 2012), protege o cérebro contra o estresse oxidativo (Chen et al., 2016; Pinto et al., 2015), previne o câncer (Li et al., 1999), ou sua recorrência (Shimizu et al., 2008). A combinação das catequinas e da cafeína da camellia sinensis também promovem um efeito termogênico, contribuindo para o controle do peso corporal (Dullo et al., 2000).

Apesar dos benefícios os polifenóis do chá verde, os mesmos podem quelar metais, como o manganês, reduzindo a absorção intestinal e contribuindo para carências nutricionais. Por isto, recomenda-se que chás ou suplementos com compostos fenólicos dos chás sejam consumidos fora do horário de refeições. Como os chás derivados da camellia sinensis são ricos em cafeína, podendo atrapalhar o sono ou agitar pessoas mais sensíveis, o consumo não deve ser exagerado. Ademais, gestantes e lactantes não devem abusar da cafeína já que esta aumenta o risco de restrições no crescimento intrauterino, assim como de nascimentos prematuros (Care Study Group, 2008).

A indústria tem se esforçado na produção de compostos ricos nas catequinas da camellia sinensis porém livres de cafeína. A epigalocatequina galato do (EGCG) do chá verde tem uma ação antioxidante 25 a 100 vezes mais poderosa que a das vitaminas C e E. Mesmo assim, o uso por crianças, gestantes e lactantes deve ser acompanhado por nutricionistas e médicos. 

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Conheça mais sobre soja, tomate, berinjela, brócolis, mel, açafrão, chá verde, maçã, mirtilo, açaí, dentre tantos outros alimentos. Conversaremos também sobre nutrientes e não nutrientes que podem ser destacados nos rótulos dos alimentos por seu potencial benefício à saúde, incluindo ácidos graxos, carotenóides, fibras e probióticos.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

"Por que não consigo perder peso?"

Você sabe o que deve comer, o que não deve comer, já fez dietas antes, mas encontrou uma barreira e não perde peso? Existem várias causas para a dificuldade de emagrecimento como os desequilíbrios hormonais, o estresse emocional, o alto consumo de alimentos industrializados, o baixo gasto energético e a inflamação do intestino. Ao longo dos anos escrevi diversas vezes sobre estes temas aqui no blog.

Hoje trago alguns outros fatores que dificultam a perda de peso:

a) você não está consumindo os nutrientes que seu corpo precisa

Dietas restritivas causam vários desequilíbrios no organismo, como a inibição da enzima da tireóide deiodinase 2, cuja principal função é converter o hormônio T4 (tiroxina) em T3 (triiodotironina), o qual é fundamental para a queima de gordura e para o emagrecimento. Quanto maior é a restrição de calorias e carboidratos na dieta menos T3 será produzido, o que desacelera o metabolismo e acaba com as chances de emagrecimento. E você já deve ter visto isto, gente que não come nada e também não emagrece nada! Para estimular a conversão de T4 em T3 aumente um pouco o consumo calórico, ingira carboidratos complexos (aveia, arroz integral, batata doce, frutas) e fontes de selênio, como a castanha do Brasil.

b) você faz atividade aeróbica e perde músculos

Muita gente quando quer emagrecer começa a correr, nadar, andar. Todos estes exercícios são ótimos e podem ser muito prazerosos. Contudo, durante o processo de emagrecimento não são suficientes para a manutenção da musculatura. E com menos músculos o corpo fica mais lento, menos eficiente em queimar gorduras. Converse com um educador físico sobre outras alternativas de exercício que garantirão a manutenção ou ganho de músculos. Lembre também de consumir proteínas adequadamente. As mesmas podem vir de alimentos de origem animal (carnes, peixes, ovos) ou vegetal (quinoa, cogumelos, leguminosas, castanhas). Peça a um nutricionista fazer o cálculo de um plano alimentar que favoreça a queima de gordura e o ganho de massa magra.

c) você se estressa demais, inclusive por estar de dieta

A mentalidade da dieta faz com que muita gente se estresse ainda mais. Com isso, os níveis de cortisol sobem, a compulsão alimentar aumenta e a perda de peso fica mais difícil. Relaxe, medite, aprenda estratégias de alimentação consciente e vá com mais calma para que consiga resultados duradouros.

d) você está sem apoio

Fazer dieta é difícil. Levantar do sofá para ir malhar depois de um dia cansativo de trabalho é difícil. Mas se você tem um ótimo sistema de apoio tudo anda mais fácil. Peça ajuda para parentes, cozinhe pratos saudáveis em família, marque de encontrar os amigos na academia ou no parque. Tracem objetivos conjuntos e incentivem uns aos outros.

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e) seus objetivos estão distantes

Você quer emagrecer 40 kg? Talvez esta seja a razão do desespero. Parece tão longe! Tenha metas menores, realistas, atingíveis. Por exemplo:

  • Comer duas frutas ao dia durante toda a semana;

  • Beber 8 copos de água diariamente;

  • Encontrar com uma amiga na academia duas vezes por semana;

  • Cozinhar uma vez por semana e congelar pratos saudáveis para 7 dias.

f) você está comendo mais do que gasta

Você foi ao parque, correu por 40 minutos, suou loucamente e agora se sente exausto. A recompensa: sorvete, pizza, cerveja, pães, macarrão... Muita gente superestima o gasto calórico da atividade física. Creem que gastaram 1.000 kcal quando gastaram apenas 350. Acabam comendo mais do que gastaram pois sentem-se famintos e o peso não cai. Você pode usar um programa gratuito como o fitness pal para monitorar seu gasto e seu consumo calórico. Ou pode pedir a ajuda de um nutricionista.

g) você come sem prestar atenção

Um dia você corre, malha, come pouco. Nos outros? Nem tanto. A falta de consistência pode estar sabotando seus resultados. Também existem os clientes que mantém um ritmo ótimo durante a semana mas no final de semana colocam tudo a perder. Comer um bombom não vai estragar sua dieta, mas comer uma caixa vai. Tirar um dia de folga não vai te tirar do ritmo mas comparecer uma vez por semana à academia e depois folgar duas vai sim. Comer sem prestar atenção, em frente à TV, por exemplo, pode também sabotar sua dieta e dificultar muito a perda de peso.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Suplementação para prevenção da catarata em diabéticos

A catarata é uma opacidade parcial ou total do cristalino, lente natural do olho, localizado logo atrás da pupila. O cristalino tem um papel fundamental na convergência dos raios luminosos para formação da imagem na retina. Por isto, qualquer alteração na sua constituição afeta nitidez das imagens.

O envelhecimento é a causa mais comum de catarata. Contudo, o uso crônico de corticóides, doenças metabólicas, diabetes, uveítes (inflamação intra-ocular), traumas e exposição excessiva à radiação ultravioleta também contribuem para o problema e para a perda visual progressiva, tanto para perto quanto para longe.

O diagnóstico da catarata é feito por um oftalmologista por meio do exame de biomicroscopia acompanhado de dilatação da pupila. Caso seja visualizado a existência de catarata, exames complementares poderão ser realizados para complementação do diagnóstico. O tratamento da catarata é cirúrgico e consiste na remoção do cristalino com implante de nova lente.

Como diabéticos possuem maior risco de desenvolvimento de catarata pesquisadores vem estudando formas de prevenção do problema. Polifenóis com propriedades antiinflamatórias como a curcumina e as antocianinas vem sendo investigados (Ghosh & Konishi, 2007; Stefek, 2011), assim como quercetina, piruvato de cálcio, ácido lipóico e ubiquinol (coenzima Q10), compostos que, dentre outras funções atuam inibindo a enzima aldose redutase e a consequente conversão de glicose em sorbitol, galactose ou frutose. O aumento da concentração destes compostos na lente, aumenta o estresse oxidativo na região tanto em diabéticos quanto em não diabéticos e o risco de catarata (Gul, Rahman & Hasnain, 2009).

Desta forma, uma dieta de baixo índice glicêmico, livre de açúcares simples e rica em antioxidantes é recomendada. Para prescrição e dosagens de suplementos consulte um nutricionista especialista na área.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/