Bebês com aterosclerose?

A dieta da mãe e os níveis de colesterol da mãe influenciam a saúde cardiovascular de seus filhos ainda dentro da barriga. O aumento dos níveis de colesterol maternos aceleram a progressão da aterosclerose no feto, o que aumenta o risco de doenças do coração ao longo da vida da criança. Se este é o seu caso reduza o consumo de gordura saturada, aumente o consumo de fibras e procure um nutricionista.

Leia aqui dicas para reduzir o colesterol. 

O excesso de colesterol também aumenta o risco de doença de Alzheimer.

Dra. Andreia Torres - CRN 1685/1

Extra: no módulo 9 do meu curso de yoga converso mais sobre nutrição na gestação e ensino as técnicas de yoga e meditação apropriadas para a gestante praticar em casa.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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"Vacinei meu filho e ele desenvolveu autismo". Será?

As desordens do espectro autista envolvem um grupo de distúrbios complexos, com graus variados de comprometimento do desenvolvimento neurológico. A maior parte das crianças é diagnosticada por volta dos 4 anos, idade considerada tardia. Quanto mais precoce o diagnóstico, mais cedo a criança é encaminhada para o tratamento e intervenções que podem acelerar o desenvolvimento.

As causas do autismo parecem incluir uma combinação entre uma genética favorável (principal fator) e certas condições ambientais que podem levar a mudanças no desenvolvimento do cérebro. Leia mais sobre esse assunto aqui.

Em 1998 um grupo de pesquisadores publicou um artigo em que relatavam que a vacina tríplice era uma das causas do autismo. Isso gerou uma comoção entre os pais. Só que este estudo apresentava várias falhas. Foi feito com apenas 12 crianças, dados foram fraudados e foi revelado que um dos investigadores representava advogados que estavam processando a indústria da vacina. Após este estudo, vários outros apareceram mostrando que não havia relacionamento entre a vacinação e o desenvolvimento do autismo.

Mesmo assim muitos pais ainda relatam que várias características autísticas de seus filhos (isolamento social ou emocional, dificuldade em entender gestos, falta de interesse, comportamentos ou padrões repetitivos, inflexibilidade com mudanças, indiferença à dor, fascinações visuais com a luz ou movimento, resposta adversa a certos sons ou texturas) apareceram após a vacinação. Como somos seres individuais e não existem dois autistas idênticos a hipótese precisa ser mais investigada. Contudo, a maior parte dos pesquisadores acredita que traços de autísticas já estavam presentes, sem que os pais tenham se dado conta.

Por isso, o diagnóstico deve ser sempre feito por uma equipe multidisciplinar que conheça bem os marcos do desenvolvimento infantil. Alguns sinais e indicadores são usados por estes profissionais para ajudar no diagnóstico, como:

- Falta de sorriso largo ou outras expressões de prazer e alegria aos 6 meses de vida;

- Falta de interação com os pais, falta de imitação normal de sons, sorrisos ou outras expressões faciais que os bebês já fazem aos 9 meses de vida;

- Falta de balbuciações (aquela tagarelice dos bebês) aos 12 meses de vida;

- Falta de gestos, como apontar, acenar, tentar pegar, aos 12 meses de vida;

- Sem expressão por meio de palavras aos 18 meses de vida;

- Sem uso de duas palavras com significado aos 24 meses de vida. Em geral a falta de vontade de interagir por meio de palavras é um dos primeiros sinais das desordens do espectro autista.

A partir dos 24 meses pode haver também falta de interesse em interações com crianças e comportamentos repetitivos na hora de brincar, de se vestir ou comer. Muitas vezes os pais consideram a criança apenas séria ou antissocial quando já há um desenvolvimento diferente de outras crianças.

Até o momento a genética parece ser o principal fator desencadeante do autismo. Contudo, genes relacionados às desordens autísticas podem se manifestar quando a criança entre em contato com estressores ambientais, como toxinas, medicamentos e vírus. Desta forma, a vacina pode até ter sido envolvida no aparecimento de sintomas mais graves, mas não pode ser considerada o principal fator. A criança poderia ter desenvolvido os mesmos sintomas ao entrar em contato posteriormente com outros estressores. Assim, autoridades de saúde do mundo todo recomendam que todos os pais e cuidadores sigam o calendário de vacinações normais das crianças para que outros problemas de saúde não surjam.

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O diagnóstico precoce abre espaço entretanto para uma série de possibilidades terapêuticas que passam inclusive pela alimentação, assunto discutido em outros textos:

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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O "dia do lixo", ter ou não ter?

Um bom nutricionista nunca vai te impor um plano alimentar. Ele vai conversar com você, descobrir seus valores, metas, objetivos de curto, médio e longo prazo, estudar sua somatotipia, levar em consideração seus hábitos, renda, gostos… Vai te mostrar a importância de uma série de alimentos, vai te mostrar a repercussão negativa de tantos outros. Mas quem vai fazer é você. Então você deve negociar com este profissional um plano que seja possível de executar. Vocês devem ser parceiros.

Muitos nutricionistas não gostam da ideia de seu cliente fugir ao que foi prescrito. Mas a verdade é que para algumas pessoas saber que no final de semana terá uma taça de vinho, um bombom ou uma fatia de pizza funciona como uma super motivação para realizar as mudanças necessárias da semana. Ajudam a sentir-se que não estão em uma prisão, em uma “cadeia alimentar”. Eu por exemplo, adoro ir à festa de criança para comer brigadeiro, adoro encontrar os amigos para um chopp. Não considero nada disso como lixo e sim como comida. Mas inserir esses alimentos na dieta de forma esporádica é diferente de tê-los sempre ou mesmo de ter um dia apenas para comer alimentos que inflamam e que nos fazem acordar no dia seguinte inchados, de mal humor, com dores… Quem extrapolou entre natal e ano novo sabe bem o que isso significa, pois muita gente ganhou 2 ou mais kgs em poucos dias.

Um dia ou dias inteiros de alimentos inflamatórios, hipercalóricos, cheios de açúcares ou gorduras aterogênicas pode acabar com seus resultados, não só estéticos. O acúmulo de gordura, água, sal e glicogênio também é uma sobrecarga a mais para vários órgãos e isso influencia seu bem estar e sua saúde. Mas atenção! Algumas pessoas ficam dizendo por aí que esses “dias de lixo” são importantes para “acordar” o corpo. Isso não existe (seu corpo passou a semana toda dormindo?).

Nosso corpo precisa de nutrientes, uma série de vitaminas, minerais, aminoácidos, ácidos graxos, carboidratos, fibras, água e fitoquímicos. Se tiver tudo nas quantidades adequadas, de forma bem distribuída durante o dia, não precisará ser acordado de nada. Agora, se adotou uma dieta maluca qualquer - ela vem disfarçada de diferentes nomes a gosto do freguês (da proteína, da sopa, da melancia, japonesa, dos shakes…) aí sim, seu corpo estará louco para ter o que não tem nunca. Afinal, estarão faltando uma série de compostos para a produção de enzimas, hormônios, tecidos… Se estiver faltando tudo isso uma hora ou outra produzirá hormônios que provocarão compulsão para que você coma mais e forneça ao corpo o que ele precisa.

Quem conhece melhor seu corpo? Seu médico? Seu fisioterapeuta? Seu psicólogo? Seu nutricionista? Seu amigo? Não, né? Você é a pessoa perfeita para saber o que se passa com você mesmo. Então se você já testou e viu que certas “dietas” não funcionam para você, converse com seu nutricionista. Readapte, flexibilize. O plano alimentar ideal é aquele que consegue seguir indefinidamente. “Dietas”que você só consegue fazer por 1 mês, por 1 semana, por 3 dias não são boas para quem você é.

Meus cursos sobre emagrecimento e alimentação consciente trabalham com práticas de yoga e práticas meditativas que apoiam escolhas alimentares saudáveis. Caso queira atuar nesta área dê uma olhada na formação internacional em práticas alternativas e complementares com ênfase em Yoga, Ayurveda e meditação.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/