Um em cada quatro brasileiros sofre com anemia

Segundo o ministério da saúde, a anemia atinge 25% dos brasileiros. A deficiência de ferro é a causa mais comum de anemia nutricional, seguida da anemia megaloblástica por deficiência de ácido fólico. Apesar de serem mais comuns entre grupos populacionais de baixo poder aquisitivo, sua ocorrência também tem sido observada nas demais classes sociais.

Os principais sintomas da anemia ferropriva são:

  • Fadiga e desânimo

  • Cansaço aos esforços

  • Palidez da pele e mucosas

  • Tontura e sensação de desmaio

  • Dor de cabeça

  • Dor nas pernas

  • Queda de cabelo

  • Unhas fracas

  • Manchas brancas nas unhas

  • Falta de apetite

  • Aceleração dos batimentos cardíacos (taquicardia)

  • Dificuldade de concentração

  • Lapsos de memória

  • Redução do desejo sexual

  • Comprometimento do desenvolvimento infantil

O diagnóstico é feito a partir do exame de sangue. O médico ou o nutricionista solicitará minimamente o hemograma e a ferritina. A anemia tem cura e as medidas de prevenção e combate consistem em melhoria dos hábitos alimentares, controle de parasitoses, fortificação de alimentos, suplementação (sulfato ferroso, ferro quelado ou ferro polimaltosado) ou medicação (como combiron, ferronil, hemoenin, neutrofer, noripurum etc).

Quanto às práticas dietéticas procure incluir em sua dieta fontes de ferro como carnes (principalmente vermelhas), leguminosas diariamente (como feijão e lentilha), folhosos (couve, brócolis, agrião, espinafre), abóbora, beterraba, seguidas do consumo de 1 fruta cítrica ou meio copo de suco de fruta cítrica.

Existem outros tipos de anemia que não resolvem-se com suplementação de ferro. Mais sobre este tema no vídeo.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Ômega-3 = antiinflamação

Artigo publicado na revista científica Nature Chemical Biology tentou mostrar os motivos pelos quais o consumo de ômega-3 na forma de peixes, óleos, castanhas ou suplementos pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares e inflamatórias.

No estudo foram avaliados os compostos produzidos pelo ômega-3 nos macrófagos, células do sistema imune presentes sempre que uma inflamação está presente. Os derivados detectados possuem a capacidade de reagir com elétrons e alvos moleculares, estimulando mudanças na função de proteínas e na expressão gênica.

Tais modificações resultam em respostas antiinflamatórias. De acordo com o grupo de pesquisadores a enzima ciclooxigenase-2 (COX-2), alvo para muitos medicamentos comuns como aspirina, ibuprofeno e acetaminofen, media a transformação do ômega-3 em derivados eletrofílicos (que reagem com elétrons).

Estes medicamentos aumentam a produção de derivados eletrofílicos (que combinam-se com os elétrons) induzindo sinais antiinflamatórios. O que acontece é que tais compostos ligam-se a resíduos de cisteína e histidina das proteínas e ativam a expressão de genes antioxidantes dependentes de Nrf2. Os compostos derivados do ômega-3 (EPA e DHA) agem ativando o receptor PPARy e inibindo citocinas inflamatórias e a produção de óxido nítrico.

GROEGER, A.L. et al. Cyclooxygenase-2 generates anti-inflammatory mediators from omega-3 fatty acids.  Nature Chemical Biology.  Published online: 2 May 2010 | doi:10.1038/nchembio.367.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Varie mais as frutas e verduras

Você consome frutas diariamente mas é sempre banana, banana, banana? Pois trate de variar mais o cardápio. Cada fruta contém fitonutrientes diferentes e uma maior variedade é capaz de prevenir doenças como câncer, osteoporose, alzheimer e diabetes. Laranja, cenoura, uva, alho, tomate, morango, amora, pimentas, brócolis, melancia, goiaba, mirtilo, açaí, romã... Estes são exemplos de alimentos ricos em compostos benéficos,  pigmentos que tornam os alimentos coloridos e que em nosso corpo fazem um bem enorme. Os nomes podem ser difíceis de decorar mas aparecerão cada vez mais na mídia e na boca dos profissionais de saúde. Vamos começar a nos familiarizar?

  • Beta-caroteno - encontrado em alimentos alaranjados e amarelados como cenoura, manga, mamão, abóbora, batata-doce.

  • Outros carotenóides:

    • Beta-criptoxantina - presente na laranja, tangerina, pêssego, limão, lima, mamão papaia, abacaxi e nectarina, assim como nos sucos destas frutas 

    • Zeaxantina - milho verde, mostarda, ervilha, vagem, pimentão verde e amarelo, pepino, kiwi e abacate, espinafre

    • Luteína - espinafre, couve-flor, ervilha brócolis, laranja, mamão, pêssego, kiwi, gema de ovo

    • Ácido elágico - nozes, framboesa, morango, romã

    • Isotiocianatos - mostarda, brócolis, couve.

Melancia protege mulheres na menopausa

As doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte entre as mulheres que estão acima do peso e na menopausa. Um estudo mostrou que aquelas que consumiram melancia por seis semanas apresentaram melhorias em marcadores relacionados a aterogênese sem alterar a composição corporal e o controle glicêmico.

A melancia é uma fruta saudável, rica em licopeno e flavonoides com poder antioxidante, anti-inflamatório e cardioprotetor. É fonte também de citrulina, que ajuda na redução da pressão arterial. Fora isso, é rica em vitamina C, vitaminas do complexo B, potássio...

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/