Plástico e doenças crônicas

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O bisfenol A (BPA), composto utilizado na fabricação do plástico, já foi implicando no câncer, obesidade, problemas reprodutivos, diabetes, doenças hepáticas e cardiovasculares. Por isto, alguns países proibem seu uso em mamadeiras e chupetas.

O problema é que diversas outras embalagens como garrafas de refrigerantes, utensílios como colheres e conchas de plástico, filmes plásticos para embalar alimentos e recipientes tipo tupperware. O uso do bisfenol nos plásticos os tornam mais resistentes à lesões, arranhões e até a aquecimentos. O problema é que desde 2007 foi comprovado que o composto é absorvido pelo organismo, indo parar em nossa corrente sanguínea.

De acordo com estudos recentes, quanto maior é a concentração em nosso organismo maior são os efeitos deletérios. Estudo publicado este ano confirma mais uma vez a relação entre as concentrações de bisfenol medidas na urina (sinal de que foi absorvida) e as doenças cardiovasculares nos americanos. Mesmo assim, a própria Tupperware, a mais famosa fabricante de embalagens plásticas no mundo, diz não estar convencida com estas pesquisas e afirma não utilizar o bisfenol apenas em embalagens destinadas ao público infantil.

Se você está pensando em fugir dos plásticos, adote as dicas:

- Nunca aqueça os plásticos pois isto facilita a passagem do bisfenol para os alimentos. Ou seja, nada de colheres e conchas de plástico dentro da panela e nada de potes de plástico no microondas!

- Não cubra os alimentos com filmes plásticos ao menos que o mesmo não toque o alimento. Uma alternativa é substituir os filmes por papel manteiga.

- Gradativamente, vá substituindo as embalagens e potes plásticos da sua casa por aquelas de vidro temperado.

Fonte: 

David Melzer, Neil E. Rice, Ceri Lewis, William E. Henley, Tamara S. Galloway. Association of Urinary Bisphenol A Concentration with Heart Disease: Evidence from NHANES 2003/06. PLoS ONE, 2010; 5 (1).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Dieta rica em metionina aumenta o risco de Alzheimer

A metionina é um aminoácido, constituinte de proteínas, cujos níveis são altos principalmente em alimentos de origem animal, como as carnes. Quando os níveis de metionina estão muito altos o corpo tenta se proteger transformando-a em outro aminoácido denominado homocisteína. O problema é que estudos prévios já haviam demonstrado que altos níveis de homocisteína aumentam o risco de doenças cardiovasculares e demência.

Para testar a hipótese de que altos níveis de homocisteína afeta o o funcionamento do sistema nervoso, camundongos de 15 meses (o equivalente aos 70 anos de idade humanos) foram alimentados durante 7 meses com uma dieta rica em homocisteína. O grupo de ratos que consumiu a dieta rica em metionina, teve as concentrações de homocisteína muito aumentadas. Além disso houve uma deposição 40% maior de placa amilóide no cérebro, uma medida para o grau no qual a doença de Alzheimer evoluiu. Os pesquisadores também observaram uma menor capacidade de aprendizado e de ganho de novas habilidades nos camundongos com dietas ricas em metionina.

É importante salientar que a metionina é um aminoácido essencial ao organismo e que retirá-la da dieta não irá prevenir a doença, porém o consumo exagerado de carnes poderá acelerar o processo de envelhecimento do sistema nervoso. Por isto, não abuse, a dieta equilibrada é a chave para a prevenção desta e de muitas outras condições associadas com a idade.

Artigo: 

J.-M. Zhuo, D. Pratico.  Normalization of hyperhomocysteinemia improves cognitive deficits and ameliorates brain amyloidosis of a transgenic mouse model of Alzheimer's disease. The FASEB Journal, 2010.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Importante - Agrotóxicos

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Esta aberta a consulta pública sobre a reavaliação toxicológica de agrotóxicos no Brasil. Para se manifestar não é necessária formação específica, vínculo institucional ou qualquer outro requisito. Basta enviar para os contatos abaixo sua posição exigindo do Poder Público seu direito a alimentos saudáveis, livres de agrotóxicos (algumas organizações já se manifestaram e seus documentos (links abaixo) podem ser aproveitados, se houver interesse).

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA está propondo o banimento ou a restrição severa de diversos agrotóxicos, baseados em estudos científicos que demonstram seus danos à saúde. É claro que os interesses econômicos em jogo são pesados, e muitos pressionam para impedir que a Agência atue em defesa da saúde da população. Então, para que o interesse da sociedade prevaleça sobre o da indústria, é muito importante que os cidadãos e organizações manifestem apoio à reavaliação e ao banimento desses venenos. IMPORTANTE: O prazo das manifestações às consultas públicas do endosulfan e do acefato se encerra dia 20 de dezembro.

Consulta Pública 90 – Fosmete: Inseticida que apresenta características neurotóxicas (danos ao sistema nervoso), sendo capaz de provocar a síndrome intermediária .

Consulta Pública 89 – Metamidofós: Inseticida proibido em diversos países. Apresenta características neurotóxicas, imunotóxicas e provoca toxicidade sobre o sistema endócrino (desregulação hormonal), reprodutor e desenvolvimento embriofetal .

Consulta Pública 88 – Triclorfom: Inseticida que apresenta características genotóxicas (alterações genéticas), imunotóxicas, teratogênicas, neurotóxicas, provocando hipoplasia cerebelar, provoca efeitos adversos sobre a reprodução e o sistema endócrino.

Consulta Pública 61 – Endossulfam: Acaricida proibido em diversos países. Apresenta características genotóxicas, neurotóxicas, danos ao sistema imunológico e provoca toxicidade endócrina ou alteração hormonal e toxicidade reprodutiva e malformações embriofetais.

Consulta Pública 60 – Acefato: Inseticida proibido em diversos países. Possui características genotóxicas, pode causar câncer e leva a distúrbios neuropsiquiátricos e cognitivos (dificuldades de aprendizagem).

As manifestações devem ser encaminhadas por escrito para o seguinte endereço: Agência Nacional de Vigilância Sanitária, SIA, Trecho 5, Area Especial 57, Lote 200, Brasília, DF, CEP 71.205.050 ou Fax: (061)3462-5726 ou E-mail:toxicologia@anvisa.gov.br

Manifestação do Idec: http://pratoslimpos.org.br/?p=601

Manifestação da Terra de Direitos: http://tinyurl.com/terradedireitos

As notas técnicas produzidas pela Anvisa estão na internet:http://tinyurl.com/anvisa

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/