Ácido Úrico

O ácido úrico (C5H4N4O3) é um composto produzido durante o metabolismo das purinas (proteínas), que são degradadas a hipoxantina, xantina e ácido úrico.

Por ser muito hidrossolúvel, o urato é facilmente eliminado pela urina em quantidades de 600-700 mg/dia, em média. Quando o ácido úrico está aumentado no sangue, dizemos que há hiperuricemia e, quando as taxas se encontram diminuídas, se diz que há hipouricemia.

Laboratórios, em geral, aceitam valores de ácido úrico plasmático de 6 mg% para mulheres e 7 mg% para homens, mas o ideal mesmo parece estar com as taxas abaixo de 5,5 mg%. Quando o ácido úrico é superior a 7 mg % no plasma sanguíneo, ele pode se depositar em qualquer tecido do organismo, dependendo muito das condições locais. Quando isso ocorre, pode surgir processo inflamatório como gota, artrite, tofo e nefrite.

A causa nutricional mais comum para esta elevação é a ingestão exagerada de proteínas (purinas). A hiperuricemia também pode ocorrer devido ao abuso do álcool, relacionada à obesidade, em decorrência de medicamentos como antiinflamatórios e diuréticos e por superprodução ou por diminuição da excreção renal e intestinal de ácido úrico.

A hiperuricemia, assim como a elevação do colesterol plasmático, do LDL-c e da homocisteína, do sedentarismo, tabagismo e hipertensão, é um fator de risco para as doenças cardiovasculares e renais.

A dieta é um item importante do tratamento do ácido úrico. Os alimentos não recomendados e que devem ser evitados pelos pacientes com hiperuricemias são aqueles ricos em purinas, como carnes, miúdos (fígado, coração, língua, rins), peixes pequenos, frutos do mar, caldos . A ingestão de líquidos deve ser aumentada afim de auxiliar a excreção e minimizar a possibilidade de formação de cálculos renais. A dieta deve ser reduzida em colesterol e gordura já que estes reduzem a excreção do ácido úrico. O açúcar também aumenta a produção de ácido úrico.

O queijo tofu aumenta a excreção do ácido úrico por isto pode ser utilizado na dieta em sanduíches, temperados em pastinhas ou mesmo em sopas.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

1 em cada 3 uruguaios tem colesterol alto

Ao chegar ao Uruguai logo vi um outdoor que dizia ¨Um em cada 3 uruguaios tem colesterol alto...¨, compre o produto tal (não me lembro o nome) e diminua o seu risco. O produto pode até ser bom mas isso chega a ser engraçado. Estamos sempre atacando os problemas pelo lado errado. O Uruguai é um dos maiores produtores de carne do mundo. Mas, mais do que colesterol, é importante avaliar os seguintes índices:

Quando os índices desequilibram-se, o risco de doenças cardiovasculares aumenta e elas são as principais causas de morte no mundo, inclusive no Uruguai. Se a pessoa come muita carne e pouca fibra, a situação piora, pois instala-se um processo de disbiose intestinal, que também aumenta o risco cardíaco.

Vegetarianos também podem ter colesterol alto

Apesar das dietas a base de plantas serem mais ricas em fibras, antioxidantes e pobres em colesterol, vegetarianos podem também ter colesterol alto. O motivo é justamente a disbiose intestinal. Quando bactérias ruins proliferam-se, aumentam a produção de endotoxinas. Ao serem absorvidas pelo intestino, chegam ao fígado, desregulando-o. Neste momento o fígado passa a produzir mais colesterol.

Muitos vegetarianos possuem uma dieta excessivamente industrializada. Não comem carne, mas comem substitutos industrializados, ricos em corantes, conservantes, açúcar ou gordura de qualidade duvidosa. Muitos medicamentos, como anticoncepcionais, antidepressivos, antiinflamatórios prejudicam o intestino. Fora isso, a ansiedade e o estresse excessivo também estão entre as causas de disbiose. A saúde depende de cuidados globais, de corpo e mente. Além de cuidar da dieta adote práticas integrativas como yoga e meditação.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Dieta para ter menos acne

A acne é um problema dermatológico multifatorial sendo mais prevalente em épocas de maior produção ou desequilíbrio hormonal, como adolescência e até na menopausa. A dieta pode ajudar fornecendo nutrientes que atuem no reparo das estruturas celulares, que diminuam a inflamação e a produção de sebo. Algumas dicas:

- Evite alimentos fontes de gordura saturada como leite integral, manteiga, embutidos (presunto, salsicha, linguiça...), óleo de coco, bacon e carnes gordas;

- Consuma alimentos fonte de ácidos graxos (gorduras) monoinsaturados, com alto poder antiinflamatório e antioxidante. Você pode optar por abacate, azeite de oliva extravirgem, óleo de canola; - Consuma alimentos fontes de ômega-3 como salmão, sardinha, atum e óleo de linhaça;

- Evite alimentos que contenham açúcar branco ou farinha refinada: bolos, doces, balas, doces, refrigerantes, sorvetes, biscoitos etc. - Prefira alimentos integrais aos refinados pois possuem um índice glicêmico mais baixo (portanto menos inflamatório). Ex: Arroz integral, pão integral, cereais integrais;

- Consuma alimentos ricos em Vitaminas e minerais antioxidantes que neutralizam os radicais livres responsáveis pela inflamação da acne:

  • Zinco: carnes magras, ovos, lentilha, cereais integrais;

  • Selênio: Cereais e grãos integrais;

  • Vitamina C: laranja, acerola, kiwi, goiaba, mamão, salsinha, pimentão verde;

  • Carotenóides: Cenoura, abóbora, couve, espinafre;

  • Vitamina E: Semente de girassol e oleaginosas;

  • Ácido pantotênico (vitamina B5): semente de girassol, cogumelos, salmão, fígado de galinha, leite, brócolis, levedura.

- Mantenha o seu intestino saudável consumindo com menor frequência alimentos alergênicos como frutos do mar, chocolate, amendoim, castanhas, suínos e enlatados. Aumente também o consumo de frutas e verduras para pelo menos 5 porções ao dia e não esqueça-se de manter-se bem hidratado.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/