Alto consumo de gordura aumenta risco de câncer de pâncreas

Dois novos estudos sugerem que a obesidade e o consumo de alimentos ricos em gorduras estão associados ao maior risco de câncer pancreático. Uma das pesquisas caso-controle foi publicada no Journal of the American Medical Association, e incluiu 841 adultos com câncer de pâncreas e 754 indivíduos sem câncer. Os participantes responderam a questões sobre o peso quando ainda na adolescência (14 a 19 anos) e como o peso havia se modificado nos últimos 10 anos. Foi encontrada uma associação positiva entre o câncer de pâncreas e o sobrepeso dos 14 aos 39 anos e a obesidade dos 20 aos 49 anos. Em média o câncer havia sido diagnosticado aos 61 anos nos obesos e aos 64 anos em indivíduos com peso saudável, mostrando que o excesso de peso pode fazer com que doenças se manifestem mais rápido e o prognóstico é pior. Um segundo estudo publicado no Journal of the National Cancer Institute, incluiu 308.736 homens e 216.737 mulheres. Todos responderam a um questionário de frequência de alimentos com 124 itens. Nenhum dos participantes tinha câncer quando o estudo foi iniciado. Após 6,3 anos 865 homens e 472 mulheres foram diagnosticados com câncer  de pâncreas. Em média, os que consumiram mais gordura tiveram 23% mais chance de desenvolverem câncer de pâncreas, sendo que se a gordura fosse do tipo saturada (presente em carnes, leite, manteiga, queijos) o risco aumentava em 36%. Se o consumo de gordura animal aumentasse mais o risco subia para 43%. 
Para saber mais:
  1. Li D, Morris JS, Liu J, et al. Body mass index and risk, age of onset, and survival in patients with pancreatic cancer. JAMA. 2009 Jun 24;301(24):2553-62.
  2. Thiébaut AC, Jiao L, Silverman DT et al. Dietary Fatty Acids and Pancreatic Cancer in the NIH-AARP Diet and Health Study. J Natl Cancer Inst. 2009 Jun 26.
  3. Fonte da imagem: http://www.ecureme.com/atlas/data/dis_images/Pancreatic_Cancer550_ab.jpg

 

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Dieta para diminuir a barriga

Para perder a barriga não tem jeito, emagrecer e praticar exercícios é fundamental. Conforme-se: aquela história de transformar gordura em músculo não existe. Gastar mais energia do que se consome é a única arma realmente eficaz para a perda de gordura. No caso da gordura abdominal, que é a que mais incomoda a maior parte das pessoas e que também é a mais prejudicial também é importante se observar a qualidade da dieta. Isto porque alguns alimentos aumentam a deposição de gordura justo nesta região. Dois grupos de alimentos são clássicos: gorduras, neste caso as saturadas e trans, e os carboidratos simples. As gorduras saturadas estão presentes nos alimentos de origem animal (leite integral, manteiga, queijos, carnes) e as gorduras trans, principalmente nos alimentos industrializados, como biscoitos, sorvetes, tortas... A quantidade dessas gorduras devem ser diminuídas, até porque também aumentam os níveis de colesterol plasmático.

A gordura é sim importante mas devemos consumir uma maior quantidades das insaturadas presentes, por exemplo, nas castanhas, que também são fonte de selênio, um mineral antioxidante e que auxilia no emagrecimento. Já os cereais simples, como pães brancos e tudo o mais que for feito com farinha refinada deveriam ser substituídos pelas versões integrais. Aumente também o consumo de frutas e verduras, as mesmas são fontes de fibras, que fazem o intestino funcionar bem, desinchando a região. Também são fontes de vitaminas, minerais e fitoquímicos importantes e que auxiliam no processo de emagrecimento. Contudo, limite o consumo de sucos pois são mais calóricos e, por serem, muitas vezes, ricos em açúcar aumentam o depósito de gordura na região abdominal. Consuma boas fontes de proteína. Peixes, iogurte, feijões e soja mantém o organismo saciado por mais tempo, o que é ótimo para quem quer perder os quilinhos extras.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Ortorexia - a obsessão pela alimentação saudável

Se preocupar com a saúde e com a alimentação é muito importante mas precisamos ter cuidado para não ficarmos neuróticos e desenvolvermos transtornos ou doenças por conta desta obsessão. Apesar de ainda não reconhecida como uma desordem, a ortorexia tem ganhado atenção, uma vez que a obsessão com a beleza e um corpo saudável podem levar sim à transtornos alimentares. As consequências podem incluir doenças, malnutrição e até óbito, devido à eliminação de grupos inteiros de alimentos, por longos períodos. O problema não é se alimentar de forma saudável mas sim como isto está influenciando sua saúde.

A alimentação deve ser fonte de prazer e saúde e não de estresse e doença. Para saber se os cuidados estão sendo excessivos preste atenção em sinais clínicos como queda de cabelo, problemas de pele, funcionamento intestinal, nervosismo, falta de energia e também ao comportamento da pessoa perante às pessoas amadas. Você ou alguém conhecido tem deixado de sair, estar com amigos ou familiares que sempre foram próximos, apenas porque não quer estar em locais onde a comida estará disponível? A pessoa apresenta muito medo de morrer, ter um câncer, infartar?

O alimento deve aumentar nossa qualidade de vida e não deve nos controlar. Se você tem filhos adolescentes também observe o comportamento alimentar deles, já que alguns autores acreditam que o problema pode começar ainda na juventude. E, quando abordar o assunto alimentação saudável, não crie muitos tabus, açúcar, alimentos industrializados e fast food devem ser consumidos esporadicamente e com moderação mas não precisam ser proibidos. O relacionamento saudável com o alimento é a chave para a prevenção destas tendências.

Pessoas em sofrimento devem buscar acompanhamento especializado. Dentre os tratamentos destacados na literatura está a Terapia Cognitivo Comportamental, que ajuda pessoas com transtornos a remodelarem os pensamentos errôneos. A psicoterapia é unida ao aconselhamento nutricional, abordagem que ajuda o paciente a repensar a alimetação, fugindo de dietas rigorosas, respeitando desejos, preferências, emoções, cultura e regionalidade.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/