Carnes podem ser substituídas por qual tipo de alimento?

Para quem come carne

Carne é toda parte comestível de animal comível. Recobre o esqueleto e também o diafragma, língua, esôfago e víscera de diferentes animais. A quantidade de gordura da carne varia de acordo com o animal, seu sexo, idade, quantidade de atividade física e, após o abate, o grau de maturação. Carnes de animais mais novos, que possuam gordura intrafascicular (que impede que o músculo se resseque durante a cocção) costumam ser mais macias, assim como carnes brancas. Apesar das carnes serem fonte de proteína, ferro e vitaminas do complexo B seu consumo não pode ser alto. As carnes mais gordas são ricas em gordura saturada, envolvidas no aumento nas taxas de colesterol sanguíneo. Além disso carnes vermelhas são ricas em purinas e colesterol.

Deve-se também ter o cuidado de comprar carnes em locais idôneos afim de evitar problemas de contaminação e doenças. A carne de gado tem cor vermelho vivo e odor próprio. Carnes arroxeadas, acizentadas ou esverdeadas, in natura, congeladas ou descongeladas, com odor forte ou desagradável devem ser dispensadas. As carnes descongeladas não devem ser recongeladas, isto porque durante o procedimento se produz a precipitação e desidratação das proteínas, com aumento da consistência muscular e rompimento de fibras.

Para amaciar a carne pode-se utilizar temperos como alho, vinagre ou vinho, suco de limão ou métodos mecânicos ("bater o bife").

A cocção correta da carne também é muito importante. Carnes mal passadas devem ser evitadas. Um dos grandes objetivos de se aquecer a carne é a eliminação de germes patogênicos. Com a cocção também melhora-se a digestibilidade do alimento. Para evitar que a carne fique seca comece a cocção em fogo brando pois quando o fogo está muito alto a carne perde muita água e gordura, desidratando-se. Quando a mesma já estiver cozida você poderá aumentar a temperatura para conseguir o dourado final.

Para quem não come carne

Carnes podem ser substituídas por alimentos de origem vegetal, tanto para adequado aporte de proteínas quanto de ferro e vitaminas do complexo B. A pessoa que adota uma dieta vegetariana deve fazer mudanças na dieta para que todas as suas necessidades nutricionais sejam supridas. 

Latícinios e clara de ovo fornecem proteína mas não fornecem ferro. Vegetais verde escuros fornecem ferro porém pouca proteína. Castanhas e sementes (nozes, avelãs, castanha-do-Pará, castanha de caju, amêndoas, gergelim, semente de girassol) e leguminosas (feijão, lentilha, ervilha, grão-de-bico, soja e derivados) fornecem proteína, ferro e outros nutrientes.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
Tags ,

Vitamina K diminui resistência à insulina em idosos

2de9730a53f34724e29a4997a359f435308a69a24ca86ff6244aac18fd464f1c.png

O rápido envelhecimento da população, associada a fatores como urbanização, sedentarismo, consumo de tabaco e álcool e ganho excessivo de peso durante a vida fazem com que a resistência a insulina seja mais comum e o risco de diabetes tipo 2 aumente.

A resistência insulínica é uma situação onde há um desequilíbrio entre a quantidade de insulina produzida pelo pâncreas e a ação desta insulina. Quando uma pessoa tem resistência à ação da insulina, a glicose não entra nas células e energia não é produzida. Se não tratada, a hiperglicemia persistente aumenta o risco de problemas cardiovasculares, danos nos nervos, rins e retina, catarata, infecções bacterianas e fúngicas.

Estudo mostrou que a suplementação de vitamina K diminuiu o desenvolvimento de resistência à insulina em idosos não diabéticos. A insulina é um hormônio importantíssimo por facilitar a entrada de glicose em nossas células para a conversão em energia. A resistência à insulina juntamente com a obesidade abdominal aumentam o risco de desenvolvimento de diabetes e doenças do coração.

A vitamina K é estocada em nosso organismo principalmente no tecido adiposo. Porém, quando existe um excesso de gordura corporal a vitamina K pode não conseguir ser liberada prontamente para o metabolismo da glicose. Apesar de no estudo, publicado na edição de novembro da revista Diabetes Care, terem sido utilizados suplementos os autores acreditam que estes não são necessários visto que as mesmas doses podem ser consumidas com uma dieta rica em alimentos como brócolis e vegetais verde escuros.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Chás e água evitam a erosão dentária

Você sabe bem: açúcares e carboidratos podem causar cáries. Um copo de refrigerante com 300ml pode ter até 7 colheres de sopa de açúcar, ou seja se você lanchou no shopping e foi ao cinema passando algumas sem escovar os dentes, já corre o risco de maior erosão do esmalte dentário. Mas este não é um fenômeno que ocorre apenas após o consumo de refrigerantes, salgadinhos e doces. Frutas cítricas encontradas em sucos comuns são erosivos e também podem causar danos irreversíveis. Já os chás fermentados não causam estes danos irreversíveis, pelo menos é o que propoem os autores de artigo publicado na edição de julho/agosto do General Dentistry.

Porém os autores do estudo lembram que apesar de o consumo de chá verde  e preto terem danificado muito pouco o esmalte (sendo comparados à água), a bebida deve ser preparada sem açúcar, adoçante, leite ou limão para que seja benéfica à nossa saúde bucal.

Fonte da imagem: http://z.hubpages.com/u/310268_f520.jpg

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
Tags