COMPULSÃO E TRANSTORNO BIPOLAR

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O transtorno bipolar (TB) é um distúrbio afetivo crônico grave associado a uma carga clínica, social e econômica significativa, incluindo altos níveis de comorbidade. Pessoas com TB apresentam frequentes mudanças de humor, dos níveis de energia e da capacidade de realizar as tarefas do dia-a-dia.

O transtorno pode estar associado também à depressão, episódios maníacos (pode ser por compras, sexo, comida), insônia, enxaqueca, alucinações ou delírios. As causas incluem fatores genéticos, biológicos (mudanças no cérebro), desequilíbrios na produção de neurotransmissoes, fatores ambientais (abuso, estresse pós-traumático).

O tratamento adequado envolve a combinação de medicação, psicoterapia e alimentação adequada que permita a produção de neurotransmissores. Falo mais sobre este aspecto no curso online psiconutrição. Além disso, se a mania é o alimento, a nutrição com abordagem comportamental será importante. Comedores emocionais usam a comida como uma ferramenta para regular as emoções. Você é um comedor emocional? Teste aqui.

É comum que após os episódios de compulsão haja restrição calórica ou de grupos de alimentos, na tentativa de controlar o peso. Por isso, o transtorno bipolar também pode estar associado à outros transtornos alimentares. Pacientes bipolares com transtornos alimentares apresentaram pior saúde mental, mais sintomas depressivos e mais comorbidades psiquiátricas, devendo ser acompanhados por equipe multiprofissional (McAulay et al., 2019; Seixas et al., 2012).

A psicoterapia é fundamental. Falar sobre sentimentos reduz a ansiedade e ajuda no gerenciamento da medicação. Indico a Julia Maciel, psicóloga formada pela UnB e que atende online, por videoconferência.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Injeção intravenosa de vitamina C e outras medidas para pacientes infectados pelo COVID-19

O Brasil está à beira de um colapso no sistema hospitalar. Enquanto muitas pessoas que podem ficar em casa insistem em ir às ruas, o número de leitos ocupados explode no Ceará, Amazonas, Rio de Janeiro e São Paulo. O país ocupa a 10ª posição no ranking entre as nações com os maiores números de casos confirmados. Porém, todos sabem (inclusive o presidente) que a situação é muito mais grave, uma vez que testes em massa não estão sendo realizados.

Os cuidados principais de prevenção de infecção pelo coronavírus (SARS-CoV-2) continuam sendo os mesmos: etiqueta respiratória, higiene pessoal, desinfecção diária de objetos mais usados (como o telefone celular, o controle remoto da TV) e superfícies (bancada da cozinha, mesa da sala, maçanetas) e distanciamento social. Estes cuidados são ainda mais importantes para pessoas em alto risco: diabéticos, hipertensos, fumantes, pessoas com níveis de vitamina D abaixo de 30 ng/ml, pessoas cronicamente inflamadas (como indivíduos obesos ou com doenças autoimunes), pessoas com deficiências.

Coma mais alimentos naturais, preparados em casa, adote uma dieta bem variada. Consuma diariamente frutas cítricas (como laranja, tangerina, acerola, limão) e fontes de zinco (frutos do mar, ostras, carnes, semente de abóbora, feijão), nutriente essencial para a imunidade. Adicione duas castanhas do Pará (conhecida no exterior como castanha do Brasil) por dia em sua alimentação. Pessoas com maiores níveis de selênio tem maior taxa de cura da COVID-19 (Zhang et al., 2020).

E quem já está infectado, faz o quê?

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  • Tenha papel higiênico, toalhinhas descartáveis ou papel toalha sempre à mão para limpar gotículas de saliva quando tossir.

  • Para aliviar o desconforto da tosse você pode usar um xarope prescrito pelo seu médico ou xarope caseiro de mel com limão.

  • Outra forma de aliviar o desconforto é passar vick vaporub no peito. Você também pode fazer o seu em casa, usando óleos essenciais. Receita: aqueça água em uma panela grande e depois coloque uma menor por dentro (banho maria), com os ingredientes abaixo. Misture sempre, até obter uma pasta homogênea:

    • 240 ml de óleo de coco

    • 170 ml de cera de abelha ralada

    • 120 ml de azeite de oliva

    • 35 gotas de óleo essencial de eucalipto

    • 30 gotas de óleo essencial de menta

    • 15 gotas de óleo essencial de alecrim

    • 15 gotas de óleo essencial de lavanda

    • 10 gotas de óleo essencial de cânfora

  • Seu médico indicará o uso de paracetamol ou dipirona (500 mg a cada 6 horas) para tomar em caso de febre acima de 38oC. Se a febre aumentar acima de 39oC ligue para o hospital.

  • Se estiver em uma região seca use um umidificador no quarto na hora de dormir.

  • Se tem asma, assegure-se que sua bombinha está dentro da data de validade.

  • Se a garganta estiver doendo e comer for desconfortável, faça sopas bem nutritivas. Congele várias porções para ficar mais fácil para você.

  • Hidrate-se bem com água e chás.

  • Descanse muito. Dormir bem e em ambiente escuro é fundamental. A restrição de sono piora a situação pulmonar e a evolução da COVID-19. Se não estiver conseguindo dormir converse com seu médico sobre o uso da melatonina (Salles, 2020).

  • Permaneça em isolamento total por 14 dias. Não entre em contato com pessoas idosas ou grupos de risco.

  • A organização mundial de saúde e a organização panamericana de saúde divulgaram um documento avaliando o uso da vitamina C (ácido ascórbico) intravenoso como tratamento de apoio à pacientes com COVID-19. Os pacientes tratados sobreviveram e nenhum teve efeitos colaterais com a terapia. Converse com seu médico.

Se está acima do peso ou tem uma doença crônica como diabetes não adie mais a consulta com seu nutricionista. Estamos atendendo online.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Gatilhos e tratamento da esclerose múltipla

A doença autoimune é uma condição que ocorre quando há uma reação imunitária anormal. O nosso sistema imunológico tem como função proteger o organismo de substâncias estranhas ou perigosas. Mas, quando o sistema imune faz interpretações erradas pode acabar destruindo tecidos saudáveis do próprio corpo.

A autoimunidade pode ser desencadeada por bactérias, vírus, medicamentos, radiação solcar, substâncias estranhas ao corpo, toxinas, metais pesados e alimentos que o corpo não aceita (isso varia de pessoa para pessoa). Falo mais sobre os gatilhos para as doenças autoimunes nesse texto.

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Existem muitos tipos de doenças autoimunes. As mais comuns são tireoidite de Hashimoto, esclerose múltipla, doença celíaca, asma, lúpus, artrite reumatóide e psoríase. A esclerose múltipla (EM) é uma doença crônica degenerativa de caráter inflamatório que acomete e reduz a bainha de mielina dos neurônios (Moreira et al., 2000).

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Os sintomas da doença (paralisia, tremor, dor, ansiedade, estresse, depressão, déficit de atenção, problemas de aprendizagem, fadiga, vertigens e distúrbios visuais) comprometem a qualidade de vida conforme a doença progride. Enquanto a cura da doença não chega muitos estudos vêm sendo feitos na área de nutrição, na tentativa de minimizar tais sintomas.

Uma deficiência nutricional bastante associado à EM é a  de vitamina D. Pessoas com vitamina D baixa são mais inflamadas e apresentam mais sintomas. Existem protocolos de tratamento com mega dosagens de vitamina D (muitas vezes associada ao ômega-3) para redução da inflamação e prevenção da destruição da mielina, nos neurônios.

Encher a dieta de fitoquímicos antioxidantes, presentes em frutas, verduras e condimentos, que melhoram o funcionamento das mitocôndrias. Uma ótima opção é o chá verde, que é rico em epigalocatequina, conhecida por melhorar a função muscular de pacientes com EM. Além dos efeitos antioxidantes tal composto e outros polifenóis presentes no reino vegetal possuem muitos efeitos neuroprotetores importantes. Alergias alimentares precisam ser identificadas.

Glúten e leite causam problemas em muitas pessoas, aumentando dores e desconfortos, inclusive intestinais. Pessoas que se expõem exageradamente a alimentos alergênicos e ultraprocessados possuem uma microbiota menos saudável. Por isso é que o tratamento da disbiose intestinal acaba sendo tão importante em doenças autoimunes. Falo mais sobre este tema aqui. Outros alimentos problemáticos incluem açúcar, alimentos com conservantes e corantes, soja transgênica, alimentos ricos em pesticidas (são cheios de metais pesados).

O azeite de oliva extra virgem deve ser utilizado (ao invés de óleo de soja, milho e canola), pois desativa vários genes inflamatórios. Nos alimentos adicione açafrão, outro potente antiinflamatório. Para redução da inflamação outra estratégia poderosa é o jejum. MARQUE UMA CONSULTA para que possa beneficiar-se da prática sem correr o risco de nenhuma carência nutricional que atrapalhe seu tratamento.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/