"Não consigo...". Suas crenças limitam sua vida?

landscape-1445641521-1444304374-sadwoman.jpg

Muito do que achamos que não conseguimos parte de generalizações inadequadas. Alguém pode tentar emagrecer algumas vezes sem sucesso. O que pensa? "Não consigo emagrecer". Alguém pode ter tido um casamento ruim e generaliza: "ninguém me respeita/valoriza/ama... Nunca casarei novamente". Quando decidimos em acreditar algo, é difícil mudar uma interpretação. Mas é necessário já que para alcançarmos uma vida diferente precisamos mudar convicções que nos reprimem. E podemos criar novo significados para a vida mesmo após experiências dolorosas. Mas às vezes, é mais fácil a gente dizer "não consigo".

O que você tem dito não conseguir?

  • emagrecer?

  • acordar cedo?

  • ganhar dinheiro?

  • ter relacionamentos harmoniosos?

  • aprender matemática?

  • tocar um instrumento?

  • meditar?

Preencha com suas próprias limitações autoimpostas, suas convicções enfraquecedoras:

- ___________________________

- ___________________________

- ___________________________

Mas será que essas crenças limitadoras são verdadeiras ou são resultado da influência de outras pessoas? Com muita frequência as pessoas acreditam em algo pois os outros acreditam também. Isto é conhecido na psicologia como confirmação social. Porém, a confirmação social pode limitar nossa vida quando fazemos algo, não porque queremos, mas porque os outros fazem também. Sabe a famosa "Maria vai com as outras"? Uma pessoa que só anda com pessoas que bebem demais tende a beber também. Uma pessoa que só tem amigos negativos, tende a ficar mais negativo também. Com quem você está se relacionando? O que estas pessoas fazem e dizem? Você as admira? É assim que você quer se comportar? É assim que você quer estar em 5 ou 10 anos? Uma pessoa que sai todos os dias a noite, bebe e dorme tarde, realmente não vai meditar. Mas o "não consigo meditar" é real ou autoimposto?

Se você deseja algo diferente em sua vida talvez precise mudar a atitude interior, as companhias, as pessoas em quem se espelha. Convicções enfraquecedoras cobram um preço em nossas vidas. Pense:

  • Até que ponto essa convicção é real? (Leia aqui um texto sobre pensamentos automáticos e convicções sem sentido)

  • Até que ponto tal convicção é, na verdade, absurda?

  • A pessoa de quem herdei tal convicção é alguém que admiro?

  • O quanto me manter preso a esta convicção me custa (em termos físicos, financeiros e emocionais)?

  • Estou pronto por substituir esta convicção enfraquecedora por outra convicção, uma que seja fortalecedora de meu caráter, dos meus valores, da minha saúde e de minha felicidade?

  • O que realmente quero?

  • O que me impede de mudar?

  • O que ganharei se mudar? Em que minha vida melhorará? Que boas experiências terei?

  • Como farei para interromper meus padrões e pensamentos limitadores?

  • Quando posso começar a experimentar novas coisas?

Assuma de forma consciente a orientação da sua própria mente para não ficar à mercê de pensamentos automáticos ou de opiniões alheias. Estabeleça para você um novo conjunto de padrões. Como você quer se sentir daqui pra frente? O que você quer expressar daqui pra frente? Quem você quer ser daqui pra frente? Quando você tem um plano, uma lista de coisas que te fazem bem, que fazem sua vida ter mais sentido você deixa menos espaço para a dor e para os pensamentos limitantes. Condicione-se!

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
Tags

Meditação da árvore

Seu filho não para quieto? Não há problema! Neste 4o vídeo da série de mindfulness para pais e filhos a meditação é em pé. Aproveitem!

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Intervenções nutricionais na fibromialgia

A fibromialgia (FM) é uma doença crônica não degenerativa, que afeta principalmente mulheres. Os principais sintomas são a dor e fadiga crônica. As pacientes também podem apresentar síndrome do intestino irritável, sono pouco restaurador, rigidez matinal, depressão e ansiedade.

Os sintomas da FM parecem estar associados a várias alterações metabólicas, como disbiose intestinal, alterações no eixo hipotalâmico, aumento do cortisol, disfunção mitocondrial, estresse oxidativo, ativação, no sistema nervoso central, de células gliais no líquido cefalorraquidiano.

A terapia médica convencional inclui o uso de analgésicos, relaxantes musculares, drogas antiinflamatórias não-esteroidais e antidepressivos. Contudo, os medicamentos raramente resolvem completamente os sintomas. Por isso, os pacientes são estimulados a adotarem uma dieta antiinflamatória, praticarem atividade física moderada, yoga e aderirem a práticas meditativas.

A terapia nutricional tem como objetivos reduzir a fadiga, melhorar a qualidade do sono, contribuir para o tratamento da depressão e ansiedade, proporcionar qualidade de vida, reduzir sintomas gastrintestinais e controlar a inflamação. Pacientes com FM frequentemente relatam intolerâncias alimentares específicas. Por isso, a dieta adota deve ser antiinflamatória e, de forma geral, exclui alimentos ultraprocessados, glúten, laticínios, álcool, histaminas, glutamato, cafeína e FODMAPs.

Revisão sistemática mostrou que a dieta hipocalórica (quando o paciente está acima do peso), vegetariana e pobre em FODMAPs pode melhorar a dor e a repercussão funcional em pacientes com fibromialgia (Silva et al., 2019). Entretanto, o componente psicossomático da doença deve ser levado em consideração. Por isto, o tratamento é sempre multiprofissional.

SUPLEMENTAÇÃO NA FIBROMIALGIA

1- Coenzima Q10: melhora a produção de energia nas mitocôndrias e tem ação antioxidante. Existe coenzima Q10 em alimentos como sardinha, espinafre e brócolis. Mas quem tem fibromialgia precisará de quantidades superiores, obtidas a partir da suplementação. Essencial após os 30 anos e a qualquer momento para quem toma estatinas (medicação para redução do colesterol).

2- Magnésio dimalato: promove o relaxamento muscular, aumenta a vasodilatação, diminui a inflamação, reduz cãimbras, melhora o sono, controla a pressão arterial, auxilia a eliminação de toxinas e a produção de energia mitocondrial.

3- Creatina: aumenta a reciclagem de energia, contribui para a manutenção da massa magra, melhora a sensibilidade a insulina e ajuda a diminui a dor.

4- GABA: níveis reduzidos deste neurotransmissor aumentam a percepção de dor. Aumentar a Neurotransmissão de Gaba é uma estratégia que auxilia na modulação da dor (Reckziegel et al., 2016).

5-RIBOSE: para aumentar energia.

Estudos mostram que pacientes com fibromialgia também podem ter deficiência de aminoácidos de cadeira ramificada (leucina, isoleucina e valina), assim como de triptofano. Em uma recente revisão também foi demonstrado que deve-se atentar aos níveis de magnésio, L-carnitina e S-adenosilmetionina, nutrientes importantes para redução da inflamação e geração de energia na célula. Por fim, a sensibilidade ao glúten também parece aumentar as manifestações dolorosas nos pacientes com fibromialgia. Por isto, uma dieta livre de trigo, cevada e centeio é preconizada (Rossi et al., 2015).

Yoga, meditação e massagens ayurvédicas com óleo de gergelim também contribuem para a redução da dor (Carson et al., 2010; Hennard, 2011; Meneguzzi et al.., 2011). O curso online de terapias integrativas e complementares com ênfase em yoga, meditação e ayurveda está com inscrições abertas. Saiba mais aqui: http://andreiatorres.com.br/curso/yoga

A fibromialgia é uma doença complexa. Vários cuidados são necessários e a psicoterapia também ajuda muito. Falar sobre sentimentos reduz a ansiedade e ajuda no gerenciamento da medicação. Indico a Julia Maciel, psicóloga formada pela UnB e que atende online, por videoconferência. Atividade física, meditação, acupuntura e yoga também vêm mostrado-se importantes complementos ao tratamento tradicional medicamentoso. Cuide-se!

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/