Benefícios do uso da páprica na alimentação

A páprica também conhecida como pimentão doce ou colorau é um condimento originário da América Central. Em geral, é utilizada em carnes, molhos, sopas e pães. À época de seu descobrimento (por volta do ano 1.400) não se imaginou que mais do que colorir os alimentos, a páprica também fornece proteção contra doenças inflamatórias, degenerativas e contra o câncer.

Um dos antioxidantes da páprica é o caroteno. Criptoxantina, luteína e zeaxantina também estão presentes. Estes pigmentos reduzem o estresse oxidativo, protegem as membranas celulares e combatem doenças como artrite, degeneração macular e diabetes (Yuan et al., 2016). São melhor absorvidos com gorduras. Por isto, coloque também um pouco de azeite ou óleo de coco em sua comida. A páprica também é fonte de capsaicina, ingrediente que reduz o risco de doenças autoimunes (Deng et al., 2016) e de câncer de estômago (Gomceli, Demiriz e Tez, 2012).

Uma colher de sopa de páprica fornece cerca de:

  • 20 Kcal

  • 3,8 g de carboidratos

  • 1 g de proteína

  • 0,9 g de gordura

  • 2,5 g de fibras

  • 3.560 UI de vitamina A (71% das necessidades diárias)

  • 0,3 mg de vitamina B6 (14% das necessidades diárias)

  • 2 mg de vitamina E (10% das necessidades diárias)

  • 1,6 mg de ferro (9% das necessidades diárias)

  • 4,8 mg de vitamina C (8% das necessidades diárias)

  • 5,4 mcg de vitamina K (7% das necessidades diárias)

  • 0,1 mg de riboflavina (7% das necessidades diárias)

  • 1 mg de niacina (5% das necessidades diárias)

  • 158 mg de potássio (5% das necessidades diárias)

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Celulite em crianças e adolescentes

O estilo de vida moderno trouxe muitos benefícios a todos. Por outro lados, crianças e adolescentes passam cada vez mais tempo sentados, na escola, em frente à TV, no computador ou acessando smartphones e tablets. Associada à grande inatividade física está o consumo de alimentos cada vez mais processados. Com isto, o excesso de peso, o diabetes e a hipertensão manifestam-se cada vez mais cedo. Não raro, dermatologistas recebem cada vez mais jovens com queixas de celulite. Os hormônios femininos facilitam a retenção de líquidos e o aumento de tecido gorduroso. Assim, as mães devem ficar atentas para garantir aos filhos uma alimentação nutritiva e saudável, a prática moderada de exercícios e instruí-los a usarem roupas confortáveis. Também é importante o acompanhamento médico periódico, inclusive com a dosagem hormonal, além da pesquisa quanto à resistência insulínica e ovários policísticos.

O acompanhamento nutricional também é recomendado. Durante a consulta o nutricionista irá avaliar a ingestão alimentar, fará a avaliação clínica e antropométrica e pesquisará sinais e sintomas relacionados à disbiose intestinal, que podem agravar o quadro. Alguns nutrientes e compostos dos alimentos merecem atenção:

O silício participa da composição da elastina, colágeno, proteoglicanos e glicoproteínas que dão estrutura às células. Melhora a microcirculação das células. O teor tende a diminuir com a idade. Por isto, pessoas mais velhas tendem a ter mais celulite que pessoas mais jovens. O silício está presente em frutas (maçã, laranja, manga, banana), legumes (repolho cru, cenoura, cebola, pepino, abóbora), oleaginosas (amendoim, amêndoas), cereais (aveia, soja) e em peixes.

O selênio participa formação da glutationa, uma enzima que protege as células contra radicais livres, mantendo-as mais saudáveis. O selênio também protege a pele contra a toxicidade provocada por metais pesados como mercúrio, cádmio e prata. A melhor fonte de selênio é a castanha do Brasil.

Os carotenóides presentes em vegetais e frutas amareladas e alaranjadas são compostos antioxidantes e que estimulam a comunicação e destoxificação celular além de melhorar a resposta imunológica. Vitamina E (abacate, azeite de oliva) e vitamina C (frutas cítricas e vegetais como tomate e pimentão) também são antioxidantes potentes melhorando a saúde da pele. Os vegetais das famílias das brássicas (brócolis, couve, couve-flor, couve de bruxelas, repolho) contém substâncias que facilitam também a destoxificação, a eliminação de toxinas. Já o chá verde é fonte de catequinas também antioxidantes e que facilitam a destoxificação. Gengibre, pimenta e canela também tem sido investigados por propriedades similares. Por fim, hidratação e consumo adequado de fibras são muito importantes para a adequado funcionamento intestinal.

Resumindo, o tratamento dietético foca na redução do tecido adiposo, na regularização do trânsito intestinal, na redução da retenção hídrica e da inflamação celular. Reduzir alimentos industrializados e aumentar o consumo de alimentos fontes de substâncias antioxidantes e antiinflamatórias é muito importante. Como sempre, a dieta balanceada e adequada à idade é a chave.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Cabelo bonito naturalmente

Existem muitos tratamentos para manter o cabelo saudável, como banhos de queratina, shampoos e cremes vitaminados ou ricos de aminoácidos. Mas para um cabelo bonito de verdade o cuidado precisa vir de dentro para fora.

O cabelo é composto por 14% de cisteína, aminoácido presente em todos os alimentos de origem animal. Sementes, soja, amendoim e aveia também são ótimas fontes. Em adição aos alimentos proteicos a dieta não pode ser pobre em ácido pantotênico, biotina, vitamina D, vitamina E e minerais como selênio, zinco, cálcio, cobre, ferro e magnésio. O cabelo também desidrata se faltarem água ou lipídios no seu cardápio diário. 

Pessoas com deficiência de ferro, cobre e vitamina D apresentam mais queda de cabelo. O zinco é importante para a síntese de queratina, o qual protege o folículo piloso. Falta de selênio, zinco e/ou biotina acelera a despigmentação do cabelo, principalmente próximo à raiz.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/