Uso de ervas deve ser suspenso antes de cirurgias

A literatura traz relatos frequentes de pacientes que apresentam efeitos colaterais adversos, mesmo após procedimentos cirúrgicos bem sucedidos. Reações a anestesias e medicamentos são bem relatados. E existem também os efeitos indesejáveis, como sangramento excessivo, com o uso de suplementos, como o ômega-3.

A sociedade americana de anestesiologistas recomenda que todos os pacientes cirúrgicos suspendam medicamentos ou suplementos a base de ervas 2 semanas antes de cirurgias. Além disso, converse com o seu médico e anestesista sobre o uso de qualquer medicação, suplemento e até chás que esteja tomando.

Lahiri (2014) cita alguns suplementos a base de ervas e seus possíveis efeitos colaterais após cirurgias:

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Dieta rica em alimentos de origem animal aumenta risco de doenças coronarianas

Artigo publicado na Nature Reviews Nephrology descreve mecanismo em que dietas ricas em gorduras, carnes e outros alimentos de origem animal elevam o risco de doenças crônicas e cardiometabólicas.

Tais alimentos são ricos em compostos (carnitina e colina) que alteram a composição intestinal, aumentam a produção bacteriana de toxinas como a trimetilamina (TMA), a permeabilidade intestinal, a resistência a insulina, esteatose e inflamação do tecido adiposo.

A TMA chega ao fígado sendo convertida pela enzima flavina monooxigenase (FMO) em óxido de trimetilamina (TMAO). O TMAO aumenta danos cardiovasculares e renais.

Para reverter essa cascata bioquímica é importante reduzir o consumo de gorduras ruins, de alimentos de origem animal e cuidar do intestino (tratar a disbiose).

Não use suplementos de carnitina e colina sem orientação, especialmente se você já tiver na família casos de doenças cardiovasculares ou de Alzheimer (Vogt et al., 2018).

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Ansiedade: o papel da erva Ashwagandha

Os mecanismos de estresse podem ser benéficos conduzindo-nos à ação. Contudo, o estresse crônico geralmente resulta em declínio na saúde. Assim, o controle do estresse e ansiedade deve ser levado à sério. Praticar exercícios, ouvir música, meditar, entrar em contato com a natureza, dormir e tirar férias são estratégias frequentemente citadas nos estudos para a redução da ansiedade.

Comer bem também é importante. O jejum aumenta o estresse fisiológico e piora o humor. Quando o estresse é grande podem aparecer sintomas como cansaço, redução da memória, distúrbios menstruais, dores de cabeça, musculares ou articulares, insônia e irritabilidade.

Distúrbios mais graves de ansiedade podem ser tratados com antidepressivos, ansiolíticos e betabloqueadores. Mas antes de partir para medicamentos é recomendável tentar alternativas nutricionais. Isto porque os medicamentos vem juntos com uma série de possíveis efeitos colaterais que incluem indisposição, visão desfocada, fadiga, pesadelos, náuseas, tonturas, fraqueza, vertigens e dependência química.

O papel de nutrientes e ervas na redução da ansiedade vem sendo estudado sistematicamente. Já falei anteriormente no blog sobre taurina, inositol, GABA, valeriana, vitamina B6, zinco, cobre, magnésio, ômega-3, fosfatidilserina, kava-kava, lisina, arginina, triptofano, Griffonia simplicifolia, L-teanina, SAME,  e carboidratos complexos.

Conheça o adaptógeno Withania somnifera

Hoje trago informações sobre a Withania somnifera, conhecida popularmente na medicina ayurvedica como Ashwagandha. Apesar da erva ser usada na Índia a centenas de anos apenas recentemente começou a ser investigada clinicamente. É considerada um adaptógeno, tornando a pessoa mais ativa quando está para baixo e menos ativa quando está muito agitada/ansiosa.

Em cinco estudos, no qual a erva foi suplementadas por períodos de 6 a 12 semanas, em quantidades variando de 125 mg a 12.000 mg por dia, mostraram redução na ansiedade. Em geral, recomenda-se cerca de 300 mg/dia. Contudo, a dose deve ser ajustada individualmente por seu nutricionista.

Gestantes, pessoas com úlceras, indivíduos com doenças autoimunes como esclerose múltipla, artrite reumatóide e lúpus não devem fazer uso da erva. Indivíduos fazendo uso de sedativos ou imunosupressores também não devem utilizar suplementos de Ashagandha.

Lembre que o tratamento da ansiedade é complexo e a psicoterapia também ajuda muito. Falar sobre sentimentos reduz a ansiedade e ajuda no gerenciamento da medicação. Indico a Julia Maciel, psicóloga formada pela UnB e que atende online, por videoconferência Atividade física, meditação, acupuntura e yoga também vêm mostrado-se importantes complementos ao tratamento tradicional medicamentoso. Cuide-se!

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/