Vitamina D e adiposidade visceral

Crianças deficientes em vitamina D engordam mais facilmente e acumulam mais gordura na região abdominal. Este é o resultado da pesquisa publicada no The American Journal of Clinical Nutrition.

 A vitamina D pode ser produzida em nossa pele porém crianças e adultos que passam o dia inteiro dentro de edifícios ou que usam protetor solar em todo o corpo o tempo todo produzem quantidades muito pequenas, pois a conversão do colesterol na vitamina exige a ativação pelos raios solares. No estudo, 479 crianças entre 5 e 12 anos, da cidade de Bogotá, na Colômbia foram acompanhadas por 30 meses.

Os níveis de vitamina D plasmáticos foram avaliados assim como o peso, a circunferência da cintura e as pregas cutâneas subescapular e tricipital. Foi identificada deficiência de vitamina D em 10% das crianças e níveis insuficientes em 46% delas, sendo que as crianças com os mais baixos níveis de vitamina D ganhavam também peso mais rápido e de forma mais dramática principalmente na região da cintura. É sabido que o acúmulo de gordura na região abdominal aumenta o risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outras doenças crônicas.

Nos Estados Unidos 60% dos adolescentes possuem níveis sanguíneos insuficientes deste nutriente (Olmos, 2004). No Brasil, Arantes e colaboradores (2013) divulgaram estudo no qual grande parte da população possui concentrações plasmáticas de vitamina D abaixo de 20 ng/mL (< 50 nmol/L), principalmente nas cidades de Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e São Paulo. Por isto, quando a exposição ao sol se torna inviável por motivos como violência urbana ou risco de câncer de pele alternativas como a suplementação devem ser buscadas.

O livro de Michael F. Holick, "Vitamina D", é considerado uma referência essencial sobre a vitamina D. Ele oferece informações detalhadas sobre a importância este hormônio e como ele melhorar a saúde de todos.

Valor laboratorial de vitamina D é aquele para manter sua absorção de cálcio. Mas pode não sobrar vitamina D para suas outras funções hormonais e imunológicas.

Vitamina D e imunidade

Estudo publicado agora em 2022 mostrou que pessoas com vitamina D menor que 20 tiveram 14 vezes mais chance de morrer do que os pacientes com vitamina D maior que 40 ng/ml (Dror et al., 2022).

Não sabe seu valor no exame de sangue? O ideal é fazer. Não dá? Então tome pelo menos uma suplementação mínima de 2.000 UI. Algumas boas marcas:

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- Vitafor

- Puravida (com vitamina A e K2)

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Combatendo a deficiência de selênio

Essa nem eu sabia: 1 bilhão de pessoas no mundo sofrem da deficiência do mineral selênio, que é um nutriente essencial para órgãos como fígado, coração e tireóide além de importantíssimo para o sistema imune. A deficiência é mais comum no sudeste da Ásia e por isto órgãos Australiados estudam formas mais eficientes de suplementação.

De acordo com pesquisa divulgada no Soil Science Society of America Journal o selênio se fixa melhor quando utilizado no solo misturado com o fertilizante. Porém, as plantas não são capazes de utilizar qualquer forma de selênio. Selênio elementar, selenito e selenato já se mostraram opções ruins. Já o selênio em spray parece ser um opção viável, como discutido no artigo.

Felizmente, o solo brasileiro, principalmente no norte do país é rico em selênio. Uma única castanha do Brasil (anteriormente chamada castanha do Pará) é suficiente para atender as necessidades diárias. Mas não abuse: o excesso de selênio ou selenose acarreta em problemas gastrintestinais, queda de cabelo, fadiga e fraqueza nas unhas.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Mais beneficios do leite materno

São inúmeros os benefícios do aleitamento materno. Apesar de conhecidíssimos agora mais uma notícia: o conteúdo de nitritos e nitratos no leite materno contribui para o desenvolvimento adequado dos sistemas gastrintestinal, imune e cardiovascular. E mais, em artigo publicado no dia 19 de outubro no Breastfeeding Medicine, cientistas mostraram que os níveis destas substâncias varia afim de acomodar as diferentes necessidades dos bebês. 

Nitratos são parte da alimentação normal (veja artigo anterior sobre o suco de beterraba). Quando você ingere vegetais ricos em nitratos as bactérias do trato digestório os convertem em nitritos, substância que auxilia a produção de óxido nítrico. Este mantém a pressão sanguínea normal, combate infecções e dá suporte ao sistema nervoso, além de diminuir o risco de doenças cardiovasculares. No estudo observou-se que no colostro (leiteproduzido nos 3 primeiros dias do nascimento) a quantidade de nitrato é maior, compensando a pequena quantidade de bactérias probióticas que colonizam o trato digestório. Quando o número de bactérias aumenta a quantidade de nitrato no leite diminui. Ainda assim a quantidade de nitratos nesta fase é superior àquelas encontradas no leite de vaca e nos leites maternizados (em lata e aprópriados para bebês). Já quando o leite maternizado é contaminado com nitrato ou nitrito demais o bebê pode sofrer com pouca oxigenação (ver síndrome do bebê azul)! Ou seja, amamente pelo menos até os 6 meses de vida, este é o melhor leite para seu filho.

Fonte: 

Norman G. Hord, Janine S. Ghannam, Harsha K. Garg, Pamela D. Berens, Nathan S. Bryan. Nitrate and Nitrite Content of Human, Formula, Bovine, and Soy Milks: Implications for Dietary Nitrite and Nitrate RecommendationsBreastfeeding Medicine, 2010.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/