50% dos adultos brasileiros estão acima do peso!

Saiu a segunda parte dos resultados da pesquisa de orçamentos familiares, do IBGE, mostrando que uma em cada três crianças entre 5 e 9 anos encontra-se acima do peso recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). O déficit de altura (importante indicador de desnutrição) caiu sobressaindo-se ainda no meio rural da região Norte: 16% dos meninos e 13,5% das meninas, o que denota a desnutrição crônica, de longa data, nesta população. A parcela dos meninos e rapazes de 10 a 19 anos de idade com excesso de peso passou de 3,7% (1974-75) para 21,7% (2008-09), já entre as meninas e moças o crescimento do excesso de peso foi de 7,6% para 19,4%. Também o excesso de peso em homens adultos saltou de 18,5% para 50,1% e ultrapassou, em 2008-09, o das mulheres, que foi de 28,7% para 48%.

O excesso de peso foi mais evidente nos homens com maior rendimento (61,8%) e variou pouco para as mulheres (45-49%) em todas as faixas de renda. A POF revelou um salto no número de crianças de 5 a 9 anos com excesso de peso ao longo de 34 anos: em 2008-09, 34,8% dos meninos estavam com o peso acima da faixa considerada saudável pela OMS. Em 1989, este índice era de 15%, contra 10,9% em 1974-75. Observou-se padrão semelhante nas meninas, que de 8,6% na década de 70 foram para 11,9% no final dos anos 80 e chegaram aos 32% em 2008-09.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Antioxidantes da canela diminuem a glicemia e previnem o diabetes

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Estudo liderado pelo químico Richard Anderson sugere que o extrato de canela contém antioxidantes que podem contribuir para a redução do risco de diabetes e doenças cardiovasculares. Na pesquisa, 22 indivíduos obesos e com pré-diabetes foram divididos em dois grupos. O primeiro grupo ingeriu por 12 semanas 250 mg de extrato de canela enquanto o segundo grupo recebeu um placebo. Amostras de sangue foram coletadas para análise no início do estudo, na 6a e 12a semanas. Foi demonstrado que com o uso de suplemento o número de antioxidantes plasmáticos aumentou em até 23% e a glicemia diminuiu.

 Mais estudos são necessários a fim de verificar quais seriam as dosagens ideais e o tempo de administração, além de testar a segurança e a eficiência a longo prazo. Por enquanto as velhas condutas continuam valendo: emagrecer, consumir alimentos protetores ricos em antioxidantes como frutas, verduras, ervas e especiarias - incluindo-se aí a canela. A mesma pode ser utilizada na culinária tanto em pratos doces como salgados. A banana assada com canela é velha conhecida de todos mas procurem na internet, existem muitas receitas para todos os gostos. Mas cuidado, se você está gestante modere o uso, um pouquinho de canela não faz mal mas o chá forte ou o extrato podem estimular contrações.

Outros suplementos usados no tratamento do diabetes na Europa.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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Suplementação de vitamina A não deve ser utilizada por mães HIV+ que amamentam

Suplementos de vitamina A e beta-caroteno não seguros para mulheres HIV+ que amamentam pois os mesmos aumentam a excreção do vírus no leite aumentando a chance de transmissão da infecção para o bebê. A pesquisa aparece em dois artigos publicados no  the American Journal of Clinical Nutrition e no Journal of Nutrition.

Estudos estimam que o risco de transmissão do vírus pelo leite humano seja de 7 a 22%, aumentando no caso da suplementação. A OMS, o UNICEF e a UNAIDS recomendam aconselhamento às mães para que estas possam decidir quanto à alimentação de seus filhos. No Brasil, o ministério da saúde desaconselha a amamentação por mulheres soropositivas para o HIV. Porém, a prática é muito comum principalmente na população mais carente não só aqui mas em outros países do mundo como a África. A pesquisa é bastante controversa pois a suplementação pós-parto de vitamina A é muito comum em vários países onde a prevalência de infecção por HIV é alta. Neste caso, quanto mais informação melhor para que as próprias mulheres decidam os procedimentos a adotar.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/