Bisfenol A altera os níveis de testosterona nos homens

Disruptores endócrinos são substâncias que ao entrarem no organismo passam a agir como hormônios desequilibrando o metabolismo. Pesquisas ligam o contato com disruptores endócrinos a problemas como puberdade precoce, infertilidade, abordos, certos tipos de câncer, autismo, depressão, disfunções imunitárias, diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares, dentre outras. Saiba mais no texto: http://andreiatorres.com/blog/2018/2/11/potes-de-vidro

Bisfenol A (BPA) é um composto químico controverso utilizado em embalagens de alimentos e bebidas. Vários países baniram o uso de BPA de embalagens destinadas à alimentação de bebês e também de mamadeiras. No Brasil, o bisfenol ainda é liberado em embalagens para todos os públicos inclusive infantis apesar de não existirem estudos formais em humanos mostrando sua segurança total. Quase todos os experimentos foram realizados em camundongos ou ratos desconsiderando que entre os roedores e os humanos existem diferenças na forma como o BPA é metabolizado. De qualquer forma existem evidências de que o contato com o BPA e sua circulação no organismo aumenta o risco de problemas como disfunções hormonais, mal funcionamento pancreático (o que pode conduzir a diabetes), doenças cardiovasculares e obesidade.

Atualmente o BPA esteve presente em mais de 90% dos indivíduos rastreados em todo o mundo e, agora, um novo estudo publicado no último volume da Environmental Health Perspectives, mostrou que Europeus estão expostos a cerca de 5 microgramas diariamente e quanto maior a exposição maior o risco de problemas endócrinos nos homens, especialmente aumentos anormais de testosterona no sangue. As repercursões disto não são claras mas o estudo mostra uma vez mais que o bisfenol A realmente atua como um disruptor endócrino, por sua estrutura similar aos hormônios naturalmente produzidos em nosso organismo, o que pode também aumentar o risco de câncer em homens e mulheres. A solução é consumir a menor quantidade possível de alimentos industrializados e embalados.

Em meu outro canal o vídeo mais assistido é justamente o da testosterona: https://www.youtube.com/watch?v=6QN6RJJTtVs&t=3s Neste canal meu foco é a redução d...

Artigo: GALLOWAY, T. et al. Daily Bisphenol A Excretion and Associations with Sex Hormone Concentrations: Results from the InCHIANTI Adult Population Study. EHP, 2010.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Vitamina D e prevenção de doenças autoimunes

Muitas funções para a vitamina D

Muitas funções para a vitamina D

A extensão na qual a deficiência de vitamina D impacta negativamente o organismo aumentando a susceptibilidade a uma gama de doenças é enorme. Em pesquisa publicada na Genome Research pesquisadores mapearam 2.776 pontos do DNA nos quais a vitamina D interage e exerce suas influências. 

Estima-se que mais de 1 bilhão de pessoas no mundo tenham deficiência de vitamina D, devido à baixa exposição solar e/ou má alimentação. Além de enfraquecer ossos, a deficiência ainda aumenta o risco de doenças autoimunes como esclerose múltipla, artrite, diabetes tipo 1, alguns tipos de câncer (como leucemia e câncer de cólon e reto), demência, doença de Crohn e lupus eritematoso sistêmico. 

A pesquisa também mostrou que a vitamina D também influencia significativamente a atividade de 229 genes como o IRF8, envolvido com a esclerose múltipla e o PTPN2, associado com a doença de Crohn e o diabetes tipo 1.

Agora os investigadores estudam se suplementos de vitamina D na gestação e precocemente na vida teriam efeitos benéficos nos anos vindouros. Alguns países como a França institucionalizaram a suplementação da vitamina como rotina nos serviços de atenção primária. 

De acordo com os pesquisadores, o estudo dá suporte às interpretações de que nós não evoluímos tão rapidamente quanto mudou o estilo de vida. Agora passamos mais tempo abrigados, usamos filtro solar o tempo todo, parte da população mundial mora em regiões frias e isto afeta negativamente nossos genes. A solução é tomar o solzinho como os bebês pela manhã ou no final da tarde e suplementar, se for o caso. Para isto, marque sua consulta de nutrição.

O livro de Michael F. Holick, "Vitamina D", é considerado uma referência essencial sobre a vitamina D. Ele oferece informações detalhadas sobre a importância este hormônio e como ele melhorar a saúde de todos.

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Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Chás industrializados são menos poderosos...

De acordo com novo trabalho divulgado no 240o encontro nacional da Sociedade Americana de Química, no dia 21/08/2010, em Boston, os chás vendidos prontos engarrafados ou em embalagens tetra pack (como as do leite, contém menos polifenóis do que se feitos em casa com a erva. Os polifenóis são as substâncias antioxidantes, antiinflamatórias e que possuem propriedades anticâncer e antidiabéticas destes alimentos. Além de conterem menos polifenóis os pesquisadores mostraram que o chá engarrafado contém outras substâncias em grandes quantidades como açúcares ou adoçantes, o que é uma grande desvantagem.

Os chás verde e preto preparados em casa contém entre 40 e 150 mg de polifenóis por xícara. Já as 6 marcas analisadas pelos pesquisadores continham 40 /  21,5 / 20 / 7,5 / 2 / 1,5 mg de polifenóis na mesma quantidade. Ou seja, 83% dos chás analisados não chegavam ao valor mínimo dos chás preparados em casa. O problema é que os polifenóis se degradam e desaparecem quando expostos ao calor o que acontece dependendo do processo utilizado pela indústria. Além disso, polifenóis tem gosto amargo e adstringente o que faz com que não sejam apreciados por grande parcela da população. Afim de aumentar o número de consumidores a indústria pode diminuir o amargor e adstringência adicionando menos chá à água ou mais açúcar a água. O problema é que desta forma o chá perde os benefícios. Ou seja, o ideal é preparar o chá em casa mesmo.

Para preparar seu chá: coloque a água para ferver e antes de surgirem as primeiras bolhas apague o fogo. Acrescente a erva (2 colheres de sopa rasas em 1 litro de água ou 2 colheres de chá rasas para 1 xícara de água). Abafe e coe. O chá pode ser bebido na hora ou gelado até 24 horas após o preparo. O ideal é não adoçar mas se não conseguir ingerir puro adicione 1 colher de chá de mel para 1 xícara. A canela em pau ou o gengibre podem ser utilizados para modificar o sabor. Ambos precisam ir junto na água durante a fervura.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/
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