A salada pode salvar sua vida!

As palavras da sua mãe ("Coma a salada") ainda ecoam em sua mente? Bom, ela está certíssima, os vegetais não só fornecem vitaminas e minerais, mas também clorofila. De acordo com pesquisadores uma pequena dose deste composto ou da clorofilina - encontrada principalmente em vegetais verde escuros, como espinafre, brócolis, rúcula, agrião - pode reverter o efeito da intoxicação por aflatoxinas, salvando sua vida. A aflatoxina é uma micotoxina potente e potencialmente carcinogênica (principalmente a AFB1) encontrada em fungos.

Alimentos propensos à contaminação incluem sementes, castanhas, amendoins e leite. Os doutores Graham Bench e Ken Turteltaub em conjunto com pesquisadores da Universidade do estado de Oregon, nos EUA e com a indústria Cephalon Inc., conseguiram  demonstrar o efeito protetor dos vegetais após a inoculação em voluntários humanos com aflatoxina. Após a inoculação um dos grupos fazia refeições normais enquanto os outros ainda recebiam cápsulas de clorofila e clorofilina. Os grupos ingerindo os suplementos impediram a absorção da aflatoxina, o que foi comprovado pela menor concentração do composto no plasma e urina.

Consuma pelo menos 400g de frutas e verduras ao dia!

Nosso cérebro precisa muito de vitamina B9. Os vegetais verde escuros fornecem ainda magnésio, carotenóides, vitamina C, vitamina E, fibras, vitamina K, potássio, cálcio, ferro, luteína e zeaxantina. Está tudo caro? Aproveite ao máximo aos alimentos. Coma as hiper nutritivas folha de beterraba, folha de rabanete, folha de couve-flor, folha da cenoura... Talvez você nunca tenha visto estas folhas pois geralmente são cortadas e jogadas fora. Vá à feira e peça para o feirante.

Corte-as fininhas como faria com a couve da feijoada, coloque na frigideira com um pouquinho de água, tampe a frigideira, e abafe. Cozinhe em fogo médio para baixo. Folhas abafadas são ótimas para a saúde. Quando for comer, coloque um pouquinho de limão para facilitar a absorção do ferro. Depois tempere a gosto (azeite de oliva, óleo de gergelim, de chia, de linhaça, de girassol extra virgem, sal...). Cozinha bem rapidinho, 2 a 3 minutinhos. O sabor amargo é derivado de substâncias contendo enxofre que ajudam o fígado a eliminar toxinas.

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Para saber mais: 

Jubert, Carole, Mata, John, Bench, Graham, Dashwood, Roderick, Pereira, Cliff, Tracewell, William, Turteltaub, Kenneth, Williams, David, Bailey, George. Effects of Chlorophyll and Chlorophyllin on Low-Dose Aflatoxin B1 Pharmacokinetics in Human Volunteers. Cancer Prev Res 2009 2: 1015-1022.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Depois dos 50, não abuse de ferro e cobre

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Apesar de serem nutrientes essenciais à vida, não é de hoje que os cientistas ligam os altos níveis de cobre e ferro a doenças como Alzheimer, as cardiovasculares e outras comuns na terceira idade.

Relatório publicado no ACS' Chemical Research in Toxicology sugere passos específicos que consumidores a partir dos 50 anos deveriam adotar afim prevenir o acúmulo desnecessário destes metais, como não ingerir suplementos que contenham cobre e ferro, a não ser em caso de deficiência, diminuir o consumo de carne (principalmente vermelha), doar sangue com regularidade, não ingerir água que venha de encanamentos de cobre e ingerir suplementos de zinco afim de diminuir a absorção deste mineral (Brewer et al., 2009).

Alimentos ricos em ferro:

  • Carne vermelha

  • Fígado

  • Melaço da cana

  • Açúcar mascavo

  • Uva passa e damasco secos

Alimentos ricos em cobre:

  • Carne bovina

  • Carne de cordeiro

  • Fígado bovino

  • Rim bovino

  • Cacau em pó

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/

Coma mais maçãs

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As variedades são muitas e a composição química magnífica:  0,5% de proteínas, 14% de carboidratos e muitos micronutrientes essenciais à saúde como potássio, magnésio, fósforo, além das vitaminas A, B1, B2, B6 e C. Estudos antigos já mostravam que o consumo de uma mação ao dia era capaz de reduzir os níveis de colesterol no sangue, melhorar a eliminação de metais tóxicos, reduzir a incidência de doenças periodontais e facilitar a digestão.

Fora isso, são muito fáceis de serem carregadas na bolsa, sendo um lanche muito prático. Para complementar, um novo estudo publicado no MC Microbiology mostrou que as bactérias boas presentes no trato digestório adoram os compostos presentes nas maçãs, o que fortalece o sistema imunológico local e mantém as células do intestino saudáveis, algo fundamental para a prevenção do câncer de cólon e de doenças inflamatórias intestinais.

  No estudo realizado com camundongos, os que ingeriram mais pectina, um componente das fibras dietéticas da mação, tinham quantidades aumentadas de bactérias benéficas, que melhoram a saúde intestinal. Estas bactérias conseguem utilizar a pectina para produzir ácidos graxos de cadeia curta, matéria prima que mantém o pH do meio em condições ótimas não só para a sobrevivência delas mesmas mas também para a boa absorção de nutrientes. O butirato produzido também mantém as células do intestino saudáveis. 

Pesquisa: 

Tine R Licht, Max Hansen, Anders Bergstrom, Morten Poulsen, Britta N Krath, Jaroslaw Markowski, Lars O Dragsted and Andrea Wilcks. Effects of apples and specific apple components on the cecal environment of conventional rats: role of apple pectin. BMC Microbiology, 2010.

Dra. Andreia Torres é Nutricionista, especialista em nutrição clínica, esportiva e funcional, com mestrado em nutrição humana, doutorado em psicologia clínica e cultura/ensino na saúde, pós-doutorado em saúde coletiva. Também possui formações no Brasil e nos Estados Unidos em práticas integrativas em saúde. Para contratar envie uma mensagem: http://andreiatorres.com/consultoria/